02/02/2017

Owen Wright 2.0?

Foto: Corey Wilson/Rip Curl

A história? Aqui a tens.

No dia 9 de Dezembro de 2015, Owen Wright foi hospitalizado na sequência de uma surfada em Pipeline, que se apresentava com condições pesadas. Se sofreu um wipeout ou levou com várias ondas na cabeça que o deixaram mal-tratado, como alguns apontam, não se sabe. Testemunhas dizem que Owen saiu sozinho de dentro de água, ainda que um pouco tonto e atordoado. Na altura, Wright terá ignorado estes e outros sintomas (cansaço e dificuldade em falar) mas, depois de uma sesta e passadas algumas horas, a ressaca da situação era tão aguda que o surfista teve mesmo de ir para um hospital, tendo um ambulância ido buscá-lo à casa da Rip Curl, onde estava hospedado.

O diagnóstico foi uma concussão grave com uma pequena hemorragia cerebral. Traduzido por miúdos, uma pancada valente numa zona extremamente sensível. Não participou no Pipeline Masters e viria a retirar-se de todas as competições de 2016. O que levou à lesão, como esta realmente aconteceu, como foi tratada, o processo de recuperação e o possível regresso ao surf, são assuntos cobertos em alguma névoa, a que, por sinal e infelizmente, o mundo do surf já nos foi habituando. Os rumores abundam. Aos longo dos meses, Wright fez vários updates e, em Julho passado, disse na rede social instagram que tinha ultrapassado uma etapa difícil na recuperação e estava de volta às shortboards. Em Março, tinha já partilhado uma imagem em que revelava estar de volta ao surf.

O que podemos dizer com certeza é que, durante desta paragem competitiva, Owen foi pai e viu ainda a sua irmã, Tyler, ganhar o WWT e ser campeã do Mundo. Parece estar feliz.

Outra coisa que parece estar é... De volta. Na semana passada, foi revelado que o australiano se tinha inscrito no Surfest 2017, evento de categoria 6000 do WQS. À Stab Mag, Glenn Hall, treinador de Tyler e, no artigo, referido como sendo o treinador de Owen (o que é uma novidade), disse que o surfista quer apresentar-se em Newcastle para competir mas "que ainda não está realmente pronto", afirmando ainda que Wright está a progredir lentamente no sentido de um regresso, sendo que não há data prevista para isto acontecer. "Ele está a surfar e a treinar e está realmente feliz, o que é bom" disse ainda Hall.

São óptimas notícias que, aliadas a esta publicação no site da Rip Curl intitulada "Os novos começos de Owen Wright", reforçam a ideia de um possível regresso à competição por parte de um dos favoritos do público português desde os tempos áureos do Rip Curl Pro Search de 2009, em Peniche, Portugal.

Uma passagem a destacar: "Ah, I’m loving it! I’ve been in the water every day, training and just enjoying getting wet. I feel really healthy, which is epic.".

Bem mais optimista que o texto de antecipação da temporada de circuito mundial de 2017 publicado no Surfline com autoria do habitualmente bem-informado jornalista australiano Nick Carroll, no Surfline: "There is absolutely no way I or anyone else should burden Owen with expectations, even if he takes up the seed offer. Every wave this guy rides from now on is a plus".

Esperemos que as notícias sejam, de facto, as melhores e que Owen regresse ao circuito que o celebrizou, mostrando uma vez mais por que razão era (é?) apontado como um dos favoritos ao título mundial de surf.

Caso se confirme o regresso, pode dizer-se que Wright escapou por pouco a uma bala de canhão e que se vai apresentar numa versão 2.0. Força, Owen!

Sem comentários: