16/10/2015

Patrocínios e fusões

Burburinho de praia é daqueles temas que, a tempos, lá vai surgindo por aqui. Eu cá não gosto de ser "porteira" (ah, o bom e belo estereótipo) mas vocês adoram estas coisas (os números não mentem!) e, enfim, não me custa nada escrever.

Preferem começar pelos surfistas ou pelas marcas?

Eu escolho.

Era uma vez três porquinhos que um dia estavam e estou a gozar convosco. Vamos a coisas sérias que a Stab e o Beach Grit (quem mais?) andam a aprontar das suas.

Em primeiro lugar, fruto das recentes convulsões no seio da Quiksilver America (foi anunciado no início de Setembro que a marca pediu proteção dos credores, ao abrigo do Capítulo 11 da lei de falências americana), ambas as fontes (Stab, Beach Grit) dizem que o prodígio californiano Dane Reynolds pode estar na porta de saída da marca de origem australiana. O seu contrato está perto de chegar ao fim mas diz-se que Reynolds e a marca terão negociado uma extensão até ao fim do ano para esperar por águas mais calmas para conversar... No caso improvável (segundo a revista) de Dane e a marca se separarem, a Stab não hesita em apontar a Vans como próxima marca a ocupar o nose do surfista (salvo seja).

No link da Stab já referenciado, é também mencionada a possível saída do Luke Davis da Reef, a saída de Bruce Irons da Fox e a estes quero acrescentar a saída do campeão mundial júnior Maxime Huscenot da Quiksilver.

Bem mais grave que estes três - e digo grave porque se trata de um dos meus surfistas preferidos - é a possível saída de Taj Burrow da Billabong, um rumor que tem vindo a estar mais ou menos presente nos últimos anos sempre que se chega a perto das épocas desportivas. Quem o afirma possível é, novamente, a Stab que sabe que o contrato do homem de Yallingup chega ao fim algures no fim deste ano. No que são de certo boas notícias para a Quiksilver (e parecem não haver muitas recentemente), a Stab diz também que Mikey Wright, o maninho mais novo de Owen e Tyler, rejeitou a oportunidade de se juntar à Billabong, tendo optado por ficar na família da marca fundada por Allan Green.

E está encerrado o capítulo dos surfistas. Seguem-se as marcas... E, depois de já ter mencionado os problemas no seio da Quiksilver America, só falta acrescentar que há uma forte possibilidade desta marca se juntar à Billabong por baixo do mesmo chapéu, o fundo de investimento especializado em empresas em situações adversas Oaktree Capital Management, falando-se mesmo da possibilidade de uma fusão das duas marcas (!!!), no que seria desastroso para a Billabong e nada mau para a Quiksilver. Gosto particularmente de como a SURFPortugal conta aqui a história do processo e de como se poderá materializar (a Billabong está zangada!). Se querem saber mais sobre como a Quiksilver ainda é, mesmo neste momento aparentemente difícil, uma empresa atraente, Beach Grit.

Bob Hurley começou a sua carreira na indústria do surf como shaper, como se pode verificar nesta fotografia de Dezembro de 1981. Foto: autor desconhecido

Fechamos este post dizendo adeus a Bob Hurley, fundador da Hurley, que se despede do seu cargo de CEO na empresa para abraçar o de "cenas de ligação e herança e relações e amigos executivo" (oficialmente, "he will focus on building and cultivating the community and extending Nike’s relationships with elite athletes. He will leverage more than 40 years of relationships and experiences to continue doing what he loves best – growing and influencing the development of the sport".na Nike, o que, gozo à parte, é porreiro e mostra a credibilidade do shaper junto da empresa-mãe. É substituído por outro Bob, com um apelido menos fixe, Coombes, Bob Coombes, que era até este momento vice-presidente da Nike. A empresa do certo está claramente a adorar ter a Hurley no seu grupo.

Até breve! Dling dlong, dling dlong, dling dlong... 

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