27/10/2015

Actualização do placard

Bem, onde é que nós íamos? 

Há três dias atrás, Sábado, estava 3-2 para a casa e muito aconteceu desde então. Entretanto, o fim-de-semana já lá vai, a semana arrancou, veio de lá chuva, o Benfica perdeu e os resultados do Moche Rip Curl Pro Portugal, bom, fizeram-me a vida difícil. Se só agora chegaram ao blog, o que se passa é que estou à procura da resposta à seguinte questão: onde prefiro seguir o campeonato, em casa ou em Peniche? Contexto aqui.

Para começar, o Vasco e o Frederico venceram os seus heats do round 3 e este último ainda se qualificou para os quartos-de-final. Dois surfistas, três rondas, três pontos? Reviravolta, Coreia do Sul vs Portugal. 3-5. 

Enquanto o Kikas surfava o round 4, o Benfica perdia com o Sporting. O cérebro levou a melhor sobre a arte da guerra. Que surpresa. Por estar por cá, podia ir ao jogo (não fui, estava no cinema), logo, há aqui um pontinho extra...mas o resultado, enfim, 1-1= 0. Não há ponto. Mas chega de bola. QUE CENA MARADA EM PENICHE! O VASCO! O KIKAS! EU NO CINEMA A GASTAR DADOS MÓVEIS! 

A noite de Domingo pesou bastante no placard, tenho de confessar. A minha namorada fez, tipo, a minha comida preferida e, quero lá saber o que vocês dizem, isto é um 4-5 directo. Comida caseira? É do melhor! Infelizmente, o meu talento na cozinha não é tão bom como o da minha cara metade e lancetei praí dois terços de um dedo (mais coisa menos coisa) a cortar batatas. Nada disto teria acontecido se eu estivesse a comer o buffet do hotel penichense onde costumo pernoitar. 4-6.

Chuva, vento, estrutura a voar, areia nos olhos, carro a patinar, lay day, enfim, coisas com as quais não tive de lidar na segunda-feira por não estar em Peniche. Da minha experiência, estes dias no Oeste são looooongos e demoram a passar. O trabalho e a minha alegre casinha foram bem confortáveis e, por isso, 5-6.

Tenho boas fontes por Peniche que me dizem que há boas histórias a acontecer. Há a corrida ao título mundial e à qualificação, claro, mas há outras coisas menos evidentes que não dá para testemunhar e saber à distância. Falar destas coisas com a malta que por lá está faz-me ter saudades de estar com eles e aumenta o sentido de deslocação, não tenho como negar isso. Há aqui um ponto devido, 5-7.

Sem ondas surfáveis nos Supertubos e com chuva, a competição foi para o Molhe Leste esta terça-feira E o Vasco não foi directo para os quartos-de-final. 6-7.

Cambalhota no resultado ao fim do segundo jogo.

PENICHE! Foto: WSL/Aquashot/Poullenot

Tal como no outro dia, termino em jeito de campainhas. É que uma das coisas boas de toda a atenção mediática sobre os melhores do Mundo é a quantidade de ângulos que são cobertos. Não há uma única sombra em Peniche (ou quase).

Arranco desde já com o grupo Impresa e com a que SIC que tem feito de tudo: desde recolher declarações do Frederico Morais e do Vasco Ribeiro para peças no Telejornal depois das suas vitórias de Domingo a relembrar (e atenção, isto é uma pérola do tempo) a primeira vez que entrevistaram o carrasco de Mick Fanning e actual campeão nacional. O Kikas tinha 10 anos nesta ocasião.

Ainda no grupo de Paço de Arcos mas agora no Expresso, explora-se não só aquele que "trata a alma" dos surfistas como também o surfista brasileiro que não é Medina nem Toledo mas está a causar notável sensação no Tour. Quem? Ítalo Ferreira, pois claro.

Já que estamos na imprensa generalista, por lá fiquemos. Agora é tempo de passar o ecrã para o site do Observador onde figura uma belíssima entrevista ao Francisco Spínola. Quem? Bom, basicamente, o homem responsável por trazer o Tour de volta a Portugal...e por cá o manter.

Uma tirada do surfista: "(...) Não temos haters nem malta constantemente a dizer mal do surf, como em outros desportos. E atenção, vejo muito outras modalidades e adoro outros desportos. Gosto de tudo. Mas sentimos claramente que o surf não tem anticorpos, as pessoas percebem que os investimentos estão a ter retorno."


Fecho o capítulo dos meios de comunicação generalistas com um retrato muito fiel do que é hoje Peniche, feito numa reportagem do Linha da Frente da RTP. Surf e Peniche é tipo pão com manteiga, duas palavras da mesma expressão.

E saltemos para os nossos. Pontapé de saída com a SURFPortugal e declarações de quatro figuras incontornáveis do passado Domingo. Duas dessas figuras são, claro, o Frederico e o Vasco, cujos brilharetes nos Super dão ainda mais força à Portuguese Storm, como lhe chama a Australia's Surfing Life, numa peça em que entrevista o surfista do Guincho.

Falatório, como podem ver, é coisa que não tem faltado e quem muito tem falado é... Kelly Slater?! Pois, parece que sim. A Stab recolheu aqui meia dúzia de frases-chave ditas pelo careca na Dawn Patrol de hoje, destacando-se o que diz sobre... Gabriel Medina, claro. Se há alguém que pode falar sobre como são diferentes as conquistas de cada título mundial, esse alguém é Slater. E foi sobre isso que falou com a ASL.

Terminamos em nota alta? Claro que sim, como se houvesse outra forma de o fazer. Finalmente, os surfistas do Tour começam a mostrar algum carácter! Personalidade! Vamos! E que melhor altura para o mostrar que nas entrevistas pós-heat, sobretudo se tiverem sido derrotados? Eu diria que foi o Mason Ho e as suas natas que inspiraram o Julian e o Owen (round 2, heat 3 e 4), mas quem sabe?!

E vá, não sejamos maus, a verdade é que as ondas da segunda ronda estavam muito pouco atraentes... O que nos leva ao link final. Pergunta a revista australiana Tracks, por que não é o evento português móvel? A resposta é óbvia e, já agora, tirando as piscinas de ondas da equação, mostrem-me uma praia que tem sempre ondas boas, nas mesmas duas semanas, em vários anos consecutivos.

Até breve! E, não se esqueçam, 6-7 para Peniche!

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