02/08/2015

MAS ESTÁ TUDO LOUCO?!



E sobre esta brincadeira, o autor tem a dizer: 

"(...) I grew up surfing, and my wife is a big-time wakeboard champion, so every time we’re home in Australia we’re in boats, on the water, etc. I guess the idea originally came from—well I mean I’m obviously a motorcycle guy—but I was on the back of a boat and we were cruising along the river and I’m looking at the wake coming up the back, watching her wakeboard, and something clicked in my head. I fantasized putting skis on a bike and riding on water. It was a stupid vision at the time, but I kept toying with it, playing with designs and concepts, and eventually it became a reality. (...)".

Mais desta entrevista, aqui.

Tocaram as campainhas X

Os tubarões já lá vão pelo que é hora de voltar às campainhas normais. Era qualquer coisa nesta ordem que eu tinha escrito no rascunho deste post que resolveu desaparecer da face do mapa e eliminar todo o trabalho que tinha tido. Estou chateado pra carai. Carai.

Talvez não se note, mas estou. E não me está a apetecer ter este trabalho todo outra vez e peço-vos desculpa por isto. Por causa da palavra trabalho. Se sentir isto que escrevo como trabalho, deixa de ser divertido. Logo, vou deixaria de o fazer. Por isso, peço-vos que aceitem esta versão. É menos boa mas passa. Só desta vez.

O bodyboarder Hugo Pinheiro e a Red Bull, com a dupla de surfistas Vasco Ribeiro e Tiago Pires, voltaram a explorar as ondas do Rio Tejo. O resultado é um pequeno documentário que conta e mostra a história daquele pico do princípio ao fim e como nunca antes. Já vi imagens de melhores ondas por lá mas estas são bastante agradáveis. Boa história = bom conteúdo. Velho lema.

De uma boa história, saltamos para duas boas personagens. Quem já tinha ouvido falar de Wally Froiseth e Gavin Rudolf? Eu não. Mas, claro está, podemos sempre contar com o Matt Warshaw e a Encyclopedia of Surfing para nos apresentar ainda mais pessoas que compõe este arco-íris de personalidades que é o surf.

Occy. Foto: Tom Servais
E que tal falarmos de mais uma personagem notável, desta vez uma que todos conhecemos? Bem-vindos ao Mundo de Mark Occhilupo. Criança prodígio, inúmeras vitórias, deixa fugir título mundial, entra numa espiral de drogas pesadas, ganha imenso peso, perde imenso peso, volta a engordar, viagem espiritual, regressa, reclama o que era seu por direito, ganha estatuto de lenda, fica no Tour mais uns anos, ganha a tolerância de todos.

Para um resumo fotográfico de alguns desses momentos, recomendo-vos esta belíssima galeria legendada no site da Surfer Mag. Os altos e baixos, o surf. E, já agora, se não sabiam, 84 foi o ano em que Occy perdeu o título mundial e foi também nesse ano que ele ganhou a sua ligação espritual a Jeffrey's Bay. O Matt Warshaw conta e mostra como foi essa prova.

Aproveitando a boleia do Occy, recomendo-vos o perfil escrito por Sean Doherty na edição de Agosto da Surfer Mag. É um fantástico resumo de uma carreira que, confessemos, teve momentos mais baixos que altos. O Dane Reynolds aprova o artigo.

Ainda na disciplina de História, chegou o momento de nos despedirmos do Quest 1, o barco que a Rip Curl usou nas suas primeiras incursões à Indonésia na missão Search. Ao fundo vão apenas colchões, metais, estores e outros detritos. As histórias que foram escritas neste barco, estas, ficarão para sempre na zona de rebentação das ondas.

E já que se fala de barcos, entremos no capítulo sobre Kelly Slater. O que tem uma coisa a ver com a outra? A GQ americana explica-nos: o careca tem um barco...notável. À falta de melhor palavra.

Ainda sobre o 11x campeão mundial, a CelebrityNetWorth avalia-o em 20 milhões de dólares, uma soma bem simpática...mas que é de alguma forma contraditória com o que disse Paul Speaker, CEO da WSL, numa recente entrevista à Fox Business. Na ocasião, Speaker disse que a sua estrela maior ganha 20 milhões de dólares...por ano. As duas fontes são credíveis pelo que acreditem naquele que mais vos apetecer.

Kelly a olhar para o desconhecido. Foto: Morgan Maassen for Outerknown
De qualquer forma, uma coisa é certa: Kelly vai ficar mais rico. Depois de muita especulação, Slater finalmente lançou a sua marca de roupa Outerknown. Reparem que não escrevi marca de surf, algo que o norte-americano NUNCA disse que faria. Podem, por isto, parar com os comentários idiotas na Internet. O que Slater disse de facto que faria era uma marca de roupa para homem inspirada no surf e assente em bons princípios de sustentabilidade, produção e comércio. Vale? Não sejam totós.

E esta ligação à sustentabilidade, como explica Cori Schumacher num post no seu site que é bastante recomendável, tem custos avultados, o que ajuda a explicar os preços dos produtos. Se a explicação da Cori for demasiado densa, a What Youth, a voz da juventude!, explica-vos tudo. Malta porreira esta.

Ainda no capítulo do mainstream (como a OuterKnown), esta é para as meninas: querem ter o look a 6x campeã mundial Stephanie Gilmore? O Times ajuda-vos nisso. E olhem que ela é gata...

... gata é, também, Alana Blanchard, sobre a qual nem vou falar muito. Mas fiquem com um seu ensaio high fashion para a revista Flaunt Magazine e outro, menos high fashion e mais Kim Kardashian style, para a Galore.

Alana for Galore. Foto: Jessica Wertheim.
Ainda sobre as melhores surfistas do planeta, quem sabia que a surfista do WWT Lakey Peterson está a tirar a carta de aviação? Parece que não é só nos aéreos que esta surfistas quer voar... (boa piada, Diogo!).

As miúdas são cada vez melhores surfistas e, em larga medida, bem mais interessantes que os surfistas masculinos. Merecem atenção mediática dos especializados e generalistas, merecem que os seus nomes sejam conhecidos e que os fãs saibam mais sobre elas. Para responder a tudo isto, acredito, a Surfer Mag, em jeito de antecipação do U.S. Open, que está já a acontecer, falou com as surfistas que ocupam o top 3 do ranking do WWT, Carissa Moore, Courtney Conlogue e Sally Fitzgibbons, para saber o que andaram elas a fazer desde a etapa anterior nas Fiji. Dêem-lhes o vosso view.

Já que entramos na esfera da competição, parabéns aos promotores dos novos eventos do WQS em Marrocos e Indonésia, ambos sob a chancela da Quiksilver. Verdade seja dita, são dois destinos que merecem eventos desta e ainda maior envergadura.

Aproveitando a boleia do WQS, destes surfistas destacados pela Surfing Magazine, quais merecem chegar ao Tour? E quais gostariam de ver por lá? As minhas escolhas: Alejo, Caio, Jack e Ryan.

Fiquemos neste último surfista, Ryan Callinan. A Surfing, que há uns anos tinha apresentado o australiano às Américas, volta a puxá-lo para a sua esfera de atenção dando-lhe honras de capa, artigo, filme...e um pouco disto tudo. O conteúdo que sobre ele publicaram online está muito bem montado e é um bom exemplo de como exibir bom conteúdo nas internetes.

Agora, quem se lembra de Bruce Irons? Claro que todos o conhecemos e até temos saudades suas... Mas quem se lembra de o puxar de novo para o mediatismo? Pela terceira vez consecutiva nestas campainhas, a Surfing Magazine. Em mais um bom exemplo de como mostrar conteúdo na Internet, a revista americana entrevista Irons. Pena que Bruce não tenha já nada de novo a dizer...


...ao contrário do jornalista e surfista Michael Scott Moore. Quem, perguntas vocês? Aquele tipo que foi capturado por piratas da Somália em Janeiro de 2012 e que só em Setembro último foi libertado, quando todos já o achavam morto. A entrevista que deu à Surfer Mag é bem reveladora:


"(...) JH: Was there a point that you ever thought you weren’t going to get out of there? 


MSM: Yeah, by 2014 I thought I was just stuck. JH: What got you through those days? MSM: I’m not really sure. Writing helped. I also did yoga, in fact I taught some yoga to the guards. It became a daily decision whether I should live or die. There were weapons and I could have picked one of them up. But what actually got me through it was mental. It wasn’t hope, it wasn’t like “In six months it will all be over,” or anything like that. The stoicism and the notion of forgiveness I had to practice every day was necessary. (...)"


E já que estamos na zona das entrevistas com autores de peso, eis mais uma. A rapaziada da What Youth à conversa com Jamie Brisick, surfista, ex-editor da Surfing e autor que recentemente publicou "Becoming Westerly", a história de como Peter Drouyn, criador do formato man-on-man no surf, mudou de sexo. Demasiado bom.


"(...) When you met Westerly, what was that interaction like in the beginning? 


So in 2008 Peter Drouyn came out as Westerly Windina on Australian national television. It was a huge spectacle and it was in the newspapers, as he was the first transgender surfer. But the thing is Peter Drouyn was someone who loved to shock people, so most people thought, “Oh this is a little charade.” They thought it was temporary and that it was probably a publicity stunt. This isn’t real. So I went out about a year after that to write this profile of Westerly for The Surfer’s Journal and she was legit but she was really kind of campaigning for herself. She was looking to spin the story of her metamorphasis from Peter into Westerly. I started fact checking and getting quotes from Peter’s peers and every single one across the board were basically saying, “You’re getting duped.” That I was a journalist who was going on a ride and that was going to be laughed at in the end. It was kind of weird because I had the reputation as a writer at stake. If I’m in support, I’m sort of trying to usher the story along, it better be legit. Or at least I hoped. (...)"


Estamos a falar de coisas pesadas, eu sei. Para quebrar isso, o John John está de volta! Espero que já tenham visto o trailer do seu novo filme! Viram? É bom, não é? Se não viram, está aqui no blog. E, já agora, ele está de volta depois da lesão. E já vai surfando... Mais sobre o filme, nesta "entrevista" do Beach Grit com o co-realizador, Blake Kueny.


Nós surfamos. As ondas têm força. Nós temos coisas agarradas ao corpo. Nós perdemos essas coisas. Dois surfistas apanham-nas e transforma-nas em arte. É isso que o lendário nadador-salvador Mark Cunningham está a fazer na vida. ARTE!


Entretanto, já viram esta onda monumental do Nathan Florence? Absurdo, certo? Neste link da Stab, o que alguns craques têm a dizer sobre o assunto. Um excerto:


Jamie O'Brien: "That was definitely the craziest wave ever paddled at Chopes. (...)"

Shane Dorian: "Up until now, it seems like between the Cory (Lopez), CJ (Hobgood) and Andy (Irons) waves, that we’d reached the ceiling. I think that Nathan’s wave is on par, size-wise, with some of the biggest waves paddled in the past, but he was just much, much deeper in the barrel. (...)"

Greg Long: "(...) I would have to credit that as being the biggest and heaviest wave ever to be successfully paddled, without question.(...)".

Já que tocámos na Stab, que tal realçar esta lista dos 10 filmes de surf mais caros de sempre? Quem ficou surpreendido com os valores? Eu fiquei, dass.

E agora, depois desta lista monumental que vos deve ocupar metade de Agosto, começamos a chegar ao fim. Mas ainda não é o fim. Calma. Ainda há mais.


Parabéns, Aaron Chang! O icónico fotógrafo de surf conseguiu fazer figura de parvo na cerimónia de entrega dos prémios Follow The Light, talvez os mais importantes da especialidade nos Estados Unidos. Como? Ao dizer isto sobre um dos finalistas: "don’t know who Quinn Matthews is". Isto quando era suposto falar um pouco sobre o fotógrafo... Hilariante. O Matthews desbroncou-se no instagram mas já apagou o post, contudo, os tipos do Beach Grit apanharam-no e está o caldo entornado.

Parabéns, El Nino! Este ano vais ser o maior forte de sempre! Ondas gigantes a caminho! Já as ouvem rugir ou quê?

Parabéns, Strider Wasilewski! Graças a este perfil no LA Weekly, conseguiste impressionar-me. Só te falta fazer peo menos cinquenta e três cursos de media training para ficares a dois mil quilómetros da qualidade do Peter Mel no webcast do WT e WWT.

Parabéns, Wavegarden! A vossa tecnologia resulta e eu quero mesmo muito ir experimentar as ondas de Snowdonia! No meio do País de Gales! A terra de Gareth Bale! Uau! Prova em baixo. Feedback de um ex-surfista do WT neste link do Beach Grit (se eu disser quem é o surfista vocês não abrem o link, por isso, ssssshhsssshh).


Portanto, o sonho é real. Há piscinas de ondas. Vai haver mais no futuro. Vamos surfar em piscinas. Parabéns. O futuro é já aqui à frente...

...nos Olímpicos? Provavelmente. Agora mais do que nunca. Andrew Lewis na Outside Magazine diz que sim, que devemos dar uma chance ao surf e aos Jogos. A minha opinião é a mesma de Matt Warshaw, citado nesse artigo: "(...)“Surfing in the Olympics, it’s like teaching a cat to use the toilet,” he told me. “It’s a novelty, at best.” (...)".

E que tal fecharmos com o Tom Curren em entrevista? Ele é tipo Slater, cada vez que fala, temos de ouvir. Se quiserem ver em vídeo, este é o vosso destino. Se preferirem em texto, a SURFPortugal tem a entrevista aqui. Uma passagem:

"(...) Eu comecei a colocar-me de pé numa prancha de bodyboard e penso que é uma coisa divertida para se fazer em casa no verão. Penso que a boogie board é uma das maiores invenções que existem, pois é um incrível pedaço de equipamento: tão pequenas, tão direitas, têm flexibilidade e sabes que funciona bem e que as pessoas estão a fazer coisas incríveis nestas pranchas. Por isso, se apanhares as ondas certas podes ter uma grande experiência. Em relação às skimboard, estava a surfar com o Brad Domke no México e limitei-me a observar o que ele andava a fazer. Ele estava mesmo a surfar a onda como se estivesse com uma prancha de surf. A prancha permite-te ir na onda sem sequer precisar de fins. A parte divertida é que podes ir a grande velocidade, mas a parte mais difícil é que é, obviamente, bastante complicado para remar. Eu uso uma prancha mais soft para apanhar as ondas e é muito divertido. É difícil também, mas estou a gostar do desafio. (...)"

Não, não dá para fechar com o Curren. Ele deixou sempre tudo em aberto. Fechamos, sim, com surf na Coreia do Norte. Aquela ditadura do tipo engraçado e baixote que quer dominar o Mundo, lembram-se? Um grupo de pessoas vai lá fazer surf em Setembro e vocês podem juntar-se a eles. Digam o que disserem, provavelmente seriam os primeiros a surfar naquelas paragens...

Até às próximas!