26/04/2015

Tocaram as campainhas V

Antes de mais, deixem-me dizer que a vossa marca de carros preferida é agora a JEEP. Não vale a pena reclamarem, não valem a pena dizerem que preferem a Fiat ou um Aston Martin. Eu sei que não é verdade. Vocês adoram a JEEP e a WSL também. 

Viram? Viram a volta idiota que dei para começar este post? Hahahahahaha!

Bom, sem pompa nem circunstância, a WSL juntou a JEEP (que, por sinal, apoia o actual campeão mundial júnior Vasco Ribeiro...) ao seu rol de patrocinadores. A chegada foi discreta mas para quem esteve atento, foi evidente. Já não há ranking masculino ou feminino do WCT ou WWT. Agora há o 2015 Men's Championship Tour Jeep® Leaderboard e o 2015 Women's Championship Tour Jeep® Leaderboard. É só carregarem aqui e aqui para verem com os vossos próprios olhos.

Outra forma de o verem é navegando até ao fundo da homepage da WSL, onde vão encontrar a imagem em baixo.



Fica a questão, quanto será que isto rendeu à WSL? E será que dá par apagar os prize moneys de uma etapa do World Tour? A minha resposta é...acho que não. Esperemos por um press release.

E já que falamos na WSL e em press releases, finalmente surgiu a oficialização da NeuLion do acordo celebrado com a empresa que rege o surf mundial. Não se lembram da NeuLion? Mas olhem que já aqui falámos dela...

No fundo, eles produzem conteúdos muito fixes em alta qualidade que o consumidor tem de pagar para ver. Em baixo, os primeiros parágrafos do comunicado. Venha daí o pay-per-view que a espera já nos anda a matar...

"NeuLion , Inc. (TSX: NLN), a leading technology product and service provider that specializes in the digital video broadcasting, distribution and monetization of live and on-demand content to Internet-enabled devices, is pleased to announce a partnership with the World Surf League (WSL), pairing the technology world's most sophisticated digital platform with the best surfing on the planet. 

World Surf League has chosen the NeuLion® Digital Platform to distribute its live and on-demand content over-the-top (OTT). Together, NeuLion and WSL will deliver compelling surfing footage coupled with interactive touch-points including super slo-mo viewing, real-time highlights and the ability to stream in 1080p HD and Ultra HD (4K) to create the number one destination for surfing fans around the world. (...)"

Vamos fechar o capítulo institucional da WSL com uma notícia que me deixou perplexo. O BeachGrit, que talvez seja quem tenha as melhores fontes junto da WSL, revelou que esta empresa está em choque com a IMG pelos direitos do US Open Of Surfing. Para quem não sabe, a IMG é uma das maiores empresas do Mundo em desporto, moda e media. Bom, isso não faz deles um parceiro ideal? FA!... Só que não diz a WSL. Nas palavras do BeachGrit:

"(...) BeachGrit’s exclusive insider tells us that the World Surf League is busy making a new enemy with the Vans US Open of Surfing’s rights’ owner IMG! 

IMG, a “…global leader in sports, fashion and media operating in more than 25 countries around the world…” has owned the event for some time and last year was acquired by the agency William Morris Endeavor, or WME. You know the Endeavor part as the agency helmed by Ari Emanuel, played lovingly by Jeremy Piven on HBO’s Entourage. 

In any case, the WSL, according to our insider, does not like anyone else owning a professional surfing event. (...) The WSL has even launched the first salvo on its website, calling the event the “US Pro” and listing it as “tentative.” (...)".

Um caso a acompanhar, até porque, segundo constava, a WSL (na altura apenas ZoSea) só se ia meter com o WT e WWT, lembram-se? O US Open é um Prime para os homens! E um WWT para las chicas. As mulheres são sempre a raiz do problema (piada!).

Faltam duas coisas para fechar o capítulo WSL (que tem sido o cabo dos trabalhos nestas campainhas). 

Em primeiro lugar, parabéns Adriano de Souza! Não importa que digam que ele não é o melhor surfista do Mundo e só venceu porque é consistente (já não há saco para o anti-brasileirismo da Tracks, irra. Esqueceram-se da sua onda na Box?!). O brasileiro acaba de fazer a sua melhor perna australiana do Tour e está prontinho prontinho para meter um título mundial no bolso. A Surfing Life aponta os três motivos pelos quais ADS está em alta:

"(...) Adriano is at the end of his best-ever Australian leg, after a decade on Tour. He chalks his success up to the culmination of his experience, but we suspect that there is more at play. Adriano was injured at the end of last year, so he’s doing that oft-seen come-back-with-more-vigour trick; he watched some upstart punk take down the Brazilian Title that he’d been coveting his whole career; he sees adoration and accolades and sponsorships thrown at his younger countrymen that weren’t offered to him when he was kinda the only Brazilian to beat or be beat by. These three factors have fired up a man who is routinely known as being the hardest-working surfer on Tour. As we’ve discovered after the year’s first three events, you don’t want to see the hardest-working surfer fired up(...)".

Para terminar a WSL, uma nota sobre os reports que estão a fazer sobre os locais onde o Tour está a passar. Este último referente a Margaret River estava especialmente porreiro, escrito por um ex-editor da Surfing Life e reunindo um pouco do passado histórico de competições na zona, informações sobre o vento e ondulações na zona e algumas histórias caricatas:


"(...)"It was an absolutely epic event," he said. "I remember sitting on the cliff watching the Final in absolute awe. Mark Richards got a massive wave and did this gigantic swoop in the middle of the bay as the wave closed out. It's got to be pretty big to close out in the middle of the bay -- it was probably a 15-foot wave -- and MR also broke his leggie and had to swim in twice." (...)".



No vídeo acima temos parte da história que leva Filipe Toledo até à capa da australiana Stab Mag, o primeiro brasileiro a consegui-lo. Por isso e para mostrar que a lusofonia também pode dar retorno aos anglo-saxónicos, vale a pena carregar no play.

Termino este post com um artigo da revista portuguesa SURFPortugal sobre o Live surfe, plataforma online da qual sou colaborador e cujos vídeos tenho vindo a publicar no blog:

"(...) "Mas para falarmos do conceito e sobre o que ele oferece de diferente em relação ao que já existe, nada melhor do que ouvir a descrição de Julio Adler sobre o mesmo e a história de como a ideia rolou. "No ano passado uns amigos meus foram convocados para fazer uma ação para a Oi, que já era patrocinadora do Medina na altura", começou por contar Julio Adler. "Eles tinham acabado de chegar a acordo com o Medina e ainda não tinham feito qualquer ação com ele. Esses amigos me chamaram para pensar numa ação. E foi assim que criámos um LiveSurfe. A ideia original até foi da Sara [Pinto], para acompanharmos a etapa do Rio [de Janeiro] para o canal Woohoo, que não sei porquê não quis fazer. Aquilo não me saiu da cabeça e aí fizemos um liveblog para acompanhar o Medina na luta pelo título", lembra. (...)".

Até breve! Vemo-nos por aqui.

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