30/04/2015

Parte 2 da galhofa

Segunda temporada! Down Days - Tel Aviv: The Middle East City By The Sea

Está de volta uma das minha séries preferidas. Os manos Gudauskas e a sua stoke visceral levam-nos desta vez ao Médio Oriente, geografia onde há surf e muito, muito mais. É impossível não curtir!

Em baixo está o primeiro episódio, único a estar disponível no youtube. Mas se quiserem ver ambos os episódios, podem fazê-lo no site da Red Bull, AQUI.

26/04/2015

Tocaram as campainhas V

Antes de mais, deixem-me dizer que a vossa marca de carros preferida é agora a JEEP. Não vale a pena reclamarem, não valem a pena dizerem que preferem a Fiat ou um Aston Martin. Eu sei que não é verdade. Vocês adoram a JEEP e a WSL também. 

Viram? Viram a volta idiota que dei para começar este post? Hahahahahaha!

Bom, sem pompa nem circunstância, a WSL juntou a JEEP (que, por sinal, apoia o actual campeão mundial júnior Vasco Ribeiro...) ao seu rol de patrocinadores. A chegada foi discreta mas para quem esteve atento, foi evidente. Já não há ranking masculino ou feminino do WCT ou WWT. Agora há o 2015 Men's Championship Tour Jeep® Leaderboard e o 2015 Women's Championship Tour Jeep® Leaderboard. É só carregarem aqui e aqui para verem com os vossos próprios olhos.

Outra forma de o verem é navegando até ao fundo da homepage da WSL, onde vão encontrar a imagem em baixo.



Fica a questão, quanto será que isto rendeu à WSL? E será que dá par apagar os prize moneys de uma etapa do World Tour? A minha resposta é...acho que não. Esperemos por um press release.

E já que falamos na WSL e em press releases, finalmente surgiu a oficialização da NeuLion do acordo celebrado com a empresa que rege o surf mundial. Não se lembram da NeuLion? Mas olhem que já aqui falámos dela...

No fundo, eles produzem conteúdos muito fixes em alta qualidade que o consumidor tem de pagar para ver. Em baixo, os primeiros parágrafos do comunicado. Venha daí o pay-per-view que a espera já nos anda a matar...

"NeuLion , Inc. (TSX: NLN), a leading technology product and service provider that specializes in the digital video broadcasting, distribution and monetization of live and on-demand content to Internet-enabled devices, is pleased to announce a partnership with the World Surf League (WSL), pairing the technology world's most sophisticated digital platform with the best surfing on the planet. 

World Surf League has chosen the NeuLion® Digital Platform to distribute its live and on-demand content over-the-top (OTT). Together, NeuLion and WSL will deliver compelling surfing footage coupled with interactive touch-points including super slo-mo viewing, real-time highlights and the ability to stream in 1080p HD and Ultra HD (4K) to create the number one destination for surfing fans around the world. (...)"

Vamos fechar o capítulo institucional da WSL com uma notícia que me deixou perplexo. O BeachGrit, que talvez seja quem tenha as melhores fontes junto da WSL, revelou que esta empresa está em choque com a IMG pelos direitos do US Open Of Surfing. Para quem não sabe, a IMG é uma das maiores empresas do Mundo em desporto, moda e media. Bom, isso não faz deles um parceiro ideal? FA!... Só que não diz a WSL. Nas palavras do BeachGrit:

"(...) BeachGrit’s exclusive insider tells us that the World Surf League is busy making a new enemy with the Vans US Open of Surfing’s rights’ owner IMG! 

IMG, a “…global leader in sports, fashion and media operating in more than 25 countries around the world…” has owned the event for some time and last year was acquired by the agency William Morris Endeavor, or WME. You know the Endeavor part as the agency helmed by Ari Emanuel, played lovingly by Jeremy Piven on HBO’s Entourage. 

In any case, the WSL, according to our insider, does not like anyone else owning a professional surfing event. (...) The WSL has even launched the first salvo on its website, calling the event the “US Pro” and listing it as “tentative.” (...)".

Um caso a acompanhar, até porque, segundo constava, a WSL (na altura apenas ZoSea) só se ia meter com o WT e WWT, lembram-se? O US Open é um Prime para os homens! E um WWT para las chicas. As mulheres são sempre a raiz do problema (piada!).

Faltam duas coisas para fechar o capítulo WSL (que tem sido o cabo dos trabalhos nestas campainhas). 

Em primeiro lugar, parabéns Adriano de Souza! Não importa que digam que ele não é o melhor surfista do Mundo e só venceu porque é consistente (já não há saco para o anti-brasileirismo da Tracks, irra. Esqueceram-se da sua onda na Box?!). O brasileiro acaba de fazer a sua melhor perna australiana do Tour e está prontinho prontinho para meter um título mundial no bolso. A Surfing Life aponta os três motivos pelos quais ADS está em alta:

"(...) Adriano is at the end of his best-ever Australian leg, after a decade on Tour. He chalks his success up to the culmination of his experience, but we suspect that there is more at play. Adriano was injured at the end of last year, so he’s doing that oft-seen come-back-with-more-vigour trick; he watched some upstart punk take down the Brazilian Title that he’d been coveting his whole career; he sees adoration and accolades and sponsorships thrown at his younger countrymen that weren’t offered to him when he was kinda the only Brazilian to beat or be beat by. These three factors have fired up a man who is routinely known as being the hardest-working surfer on Tour. As we’ve discovered after the year’s first three events, you don’t want to see the hardest-working surfer fired up(...)".

Para terminar a WSL, uma nota sobre os reports que estão a fazer sobre os locais onde o Tour está a passar. Este último referente a Margaret River estava especialmente porreiro, escrito por um ex-editor da Surfing Life e reunindo um pouco do passado histórico de competições na zona, informações sobre o vento e ondulações na zona e algumas histórias caricatas:


"(...)"It was an absolutely epic event," he said. "I remember sitting on the cliff watching the Final in absolute awe. Mark Richards got a massive wave and did this gigantic swoop in the middle of the bay as the wave closed out. It's got to be pretty big to close out in the middle of the bay -- it was probably a 15-foot wave -- and MR also broke his leggie and had to swim in twice." (...)".



No vídeo acima temos parte da história que leva Filipe Toledo até à capa da australiana Stab Mag, o primeiro brasileiro a consegui-lo. Por isso e para mostrar que a lusofonia também pode dar retorno aos anglo-saxónicos, vale a pena carregar no play.

Termino este post com um artigo da revista portuguesa SURFPortugal sobre o Live surfe, plataforma online da qual sou colaborador e cujos vídeos tenho vindo a publicar no blog:

"(...) "Mas para falarmos do conceito e sobre o que ele oferece de diferente em relação ao que já existe, nada melhor do que ouvir a descrição de Julio Adler sobre o mesmo e a história de como a ideia rolou. "No ano passado uns amigos meus foram convocados para fazer uma ação para a Oi, que já era patrocinadora do Medina na altura", começou por contar Julio Adler. "Eles tinham acabado de chegar a acordo com o Medina e ainda não tinham feito qualquer ação com ele. Esses amigos me chamaram para pensar numa ação. E foi assim que criámos um LiveSurfe. A ideia original até foi da Sara [Pinto], para acompanharmos a etapa do Rio [de Janeiro] para o canal Woohoo, que não sei porquê não quis fazer. Aquilo não me saiu da cabeça e aí fizemos um liveblog para acompanhar o Medina na luta pelo título", lembra. (...)".

Até breve! Vemo-nos por aqui.

23/04/2015

Conversa que importa ouvir, pensar e registar

LiveSurfe Report - Victorio e Lúcio from Livesurfe on Vimeo.

Mais um óptimo conteúdo vindo do LiveSurfe. Vamos lá, sigam este site, precisam de mais provas de que vale a pena? E sim, eu sei que também contribuo...mas espero que isso também seja prova da sua qualidade (!).

12/04/2015

Tocaram as campainhas, IV

- Uhhhhh! Olhem para ele! Olhem para ele a escrever mais um "Tocaram as campainhas" cheio de mania! Como se fosse muito especial!
- Calem-se e deixem-me escrever, porra.

A verdade é que ficaram alguns links por lançar desde o último post desta rubrica e fartei-me de esperar para os lançaram...mas aqui vêm eles.

Comecemos pelo Jordy Smith. Honestamente, o big saffa é capaz de ser o meu surfista preferido no Tour. Mas gosto tanto dele como estou farto de o ouvir falar sobre as suas receitas para a vitória e de que vais mudar as coisas e que está 100% focado e etc, etc. Se o gajo se calasse e surfasse, aí sim! De qualquer forma, achei esta entrevista na Ghetto Juice engraçada porque é feita por um outro big saffa, o ex-campeão Mundial Shaun Tomson.

"(...) S: Tell me which upcoming events are the best for you to showcase your style of surfing. Give me an A or B on each event. 
J: Quicky Pro: A; Bells: A; Margaret River: A; Rio: A; Fiji: A; J Bay: A; Teahupoo, A; Hurley Pro: A; Quicky Pro: A; Portugal: A; Pipe Masters: A. 

S: I love that. All A’s. 

J: If I didn’t name them all, I shouldn’t be at that contest. (...)"

Sobre a arte de surfar ondas grandes e o medo que com essa arte anda de mãos dadas, descobri esta muito imersiva reflexão que, quem sabe, pode ajudar-vos a dar o passo em frente...de um 6 pés para uma 9 ou 10. O texto é extenso mas vale a pena.

"(...)"I remember a maxing day – pre jet skis – on the Gold Coast back in the mid to late 90’s and I was watching Luke Egan prepare to surf big Tweed Bar in the 12-foot range. His plan was pretty simple. Paddle out through the Tweed River on the Fingal side of the rockwall, and let the outgoing tide suck him out to sea. From there he would use his land marks and find his take-off spot for the lefts and the first wave that came through, no matter what it looked like, he was going it. 

In his words, getting the shit beaten out of him was never as bad as his mind would make it out to be, so get it out of the way nice and early, then enjoy the rest of the session knowing the worst has already happened. There was of course a hell of a lot more to his method than the apparent madness of pulling into a 12-foot closeout a mile out to sea surrounded by strong currents, cliffs and rocks.

Luke had studied the Bar for a solid hour. He suited up and his eyes never left the lineup, not for one second. He had an exit plan for where he wanted to come in, and he had backup plans, A, B and C in place should something go wrong. This planning fuelled Luke’s confidence, so he knew he could take the first wave and go from there. 

For me, I’m a little less heroic. (...)".

É Brazil! Foto: WSL

Saltemos agora para um artigo de opinião do New York Times da autoria de Juliana Barbassa entitulado "What Explains Brazil's Surfing Boom?". De forma resumida e que até deixa água na boca, a autora tenta explicar como chegámos ao fenómeno #VaiMedina #HolyToledo e #BrazilianStorm. Quem diria que este "boom" se deve também a uma mudança no contexto político do país irmão?

"(...) Brazil has more than 4,000 miles of coastline, and Brazilians have been surfing its waves at least since the Australian surfer Peter Troy gave a demonstration in Rio de Janeiro in 1964. So why the sudden dominance? 

The answer is that the country itself has changed. Following the rocky decades of the 1980s and ’90s, when financial shocks and political instability battered the economy and inflation reached peaks of more than 2,000 percent a year, Brazil in the 2000s experienced more than a decade of stability and growth. The abysmal gap between rich and poor narrowed a little, and the middle class ballooned from about 15 percent of the population in the early ’80s to nearly a third by 2012. (...)"

E já que estamos no Brasil, por lá fiquemos. Lembram-se de na rubrica anterior vos ter contado do "dúbio" acordo da WSL com a GloboSat? No  TheFreeRide Voice, o inevitável Craig Braithwaite, com a inestimável ajuda do Júlio Adler, vai agora ainda mais fundo no assunto, abrindo uma ferida dolorosa, cuja leitura é imprescindível para o total entendimento da questão.

"(...) A source within Globosat confirmed they sent two teams to Snapper Rocks, one mainstream free-to-air team and another for the cable network (Globosat). They were so disenchanted with all of surfing’s going on hold, waiting around waiting for waves, going on hold again etc… and then when the surf was on, it was stop-start in the water with long waits times between waves. So much so, all Globosat sent to Bells Beach to cover the surfing was one lone cameraman. 

The same source also confirmed Globosat paid $700,000 for the first year, $900,000 for the second and 1-million for the third year of the deal. Not the kind of money which will help keep the WSL out of the red over the course of a season with four events still without sponsors. And hardly the money worthy of a sport claiming it has a 1.6 billion audience. (...)"

Para fechar o capítulo da competição, o ranger solitário Stephen Shearer, aka The Outsider, esclarece-nos a todos: a maior parte dos formatos de competição estão experimentados. Podem não ser usados há muito tempo, mas já foram usados. Onde é que Shearer escreve? No The FreeRide Voice, pois claro. E quão bons são os títulos que dá às suas crónicas?!

"(...)Mobile events? In 1979 2SM Surfabout airlifted the final 16 from a flat Sydney to pumping Bells before the Internet was even a twitch in Tim Berners-Lees’ nutsack. 

Remote adventure comps with small fields? Billabong Challenge comps at Gnaraloo, J-Bay, South Coast NSW, Indonesia. 

Dreamy Indonesian barrels? Quiksilver Pro Jungle Comps at Grajagan in the nineties with some of the best surf ever seen. Indonesian boat trip comps in the Mentawais? Done. (...)"

Por último, uma correcção, parece que afinal o principal investidor da WSL não é um "eco-terrorista" para usar o termo de Chas Smith. Afinal, toda aquela história de ele andar a destruir a Grande Barreira de Coral não é verdade. Ele até já vendeu a parte que tinha desse território...

Até breve!

Carissa Moore e Mick Fanning ganham o Rip Curl Pro Bells Beach

Foto: WSL
Foto: WSL

#TOURNOTES: Behind The Bell



P.S. O Nat Young é um idiota.

08/04/2015

A jornada de Herro

Shane Herring era a resposta australiana a Kelly Slater. Até o álcool, as drogas, o dinheiro e a fama o terem destruído. A Tracks, neste vídeo que podem ver em baixo, conta resumidamente como foi a vida deste talento. Onde esteve, onde se encontrou. As pranchas que usou e o talento que...gastou? Talvez. Mas como ele diz no vídeo, "sem arrependimentos". E quando assim é... Ficam as manobras e as curvas, que ainda hoje, na sua maioria, estão à procura de par.

07/04/2015

Tocaram as campainhas, III

Não consegui aguentar até ao fim da etapa de Bells Beach para escrever mais um destes. A verdade é que a minha lista de leitura estava cheia de mais e a minha compulsão obsessiva estava a entrar em modo ON. Por isso, vamos meter a mão na massa?

Antes de mais, envio-vos JÁ para o blog da Encyclopedia Of Surfing onde o histórico, jornalista e ex-pro surfer Matt Warshaw está a partir a loiça com histórias e episódios maravilhosos vindos das várias décadas de competição em Bells. Nem vou pegar em excertos ou coisas similares, tudo daquilo é bom.

Agora sim comecemos pelas recomendações (a de cima é uma obrigação!) e pela revista australiana Tracks Mag que se junta ao grupo daqueles que exigem mudanças ao World Tour da WSL. As propostas são as mesmas de sempre e parecem estar a ganhar cada vez mais fãs. Em resumo, menos surfistas, menos rondas, menos eventos. Mas será que tantos menos vão resultar num "mais espectáculo"? Leiam o artigo da revista e decidam, contudo, uma coisa parece óbvia: os desportos, como tudo na vida, devem evoluir...

"While sports like rugby and cricket, for example, have always had the same basic gaming rules (15 men trying to get a ball over a line, 11 men trying to get a ball over a line) they have also evolved drastically over the last three decades to keep up with market demands and sports fan preferences.
Limited overs tournaments and T20 in cricket. Sevens Rugby, which everyone loves, and rule changes with regards to substitutes, Television Match Officials, and many other little changes to the games that are designed to help sustain public interest. For is that not what professional sport is all about? Entertaining the existing fans, attracting more of them to the game, and keeping them enthralled once they arrive? (...)"

O Beach Grit (quem mais?) recorda neste artigo um importante dado sobre a prova de Bells: é a única do circuito mundial e da WSL que cobra entrada para o seu recinto, ou seja, quem vai, tem de pagar para ver os melhores do Mundo em acção. Cada um pode dar a sua opinião, mas o autor, Chas Smith, explica-nos, com todos os seus floreados, por que não adorou pagar 25 dólares por um dia de seca...molhada.

"(...)"$25? For this?" (...)"

E já que estamos no Beach Grit com Chas Smith, passemos os olhos pela sua estrambólica solução para animar os eventos de surf (e sobretudo o de Bells Beach):

"(...) What if the WSL allowed surfers in the water during these sorts of days to ride the pretty good looking waves? It would be amazing. (...)"

Por último deste site e do Chas, este indaga-se sobre a possibilidade de o presidente da WSL, Paul Speaker, ter tomado ecstasy antes de escrever um press release sobre uma nova parceria da organização no Brasil (já lá vamos):

"(...) The WSL’s CEO Paul Speaker issued a press release today and wow! So happy! The content is standard hyperbole, announcing some partnership with a Brazilian television somethingratherelse, until Mr. Speaker takes it to the moon! 

"It is the most exciting time in the history of the sport right now,” he says. 

“The most EXCITING TIME IN THE HISTORY OF THE SPORT RIGHT NOW.” 

Post-2 inch Snapper and right in the middle of whatever burger Bells. Samsung partnership. For no money. 

The 

Most 

Exciting 

Time 

In 

The 

History 

Of 

The 

Sport 

RIGHT 

NOW! 

Is it though? The most exciting time? In the history of the sport? Right now?  (...)"

A minha resposta é não, não é.

Como vos disse, a WSL anunciou uma nova parceria no Brasil. Os detalhes são curtos como sempre mas no fundo é o anúncio de um novo acordo para a transmissão dos eventos do World Tour e World Women's Tour (..suponho?) com a cadeia Globosat. Giro giro é que entretanto, em Bells Beach, o evento está a ser transmitido na ESPN...que não pertence à cadeia Globo. Terá sido apenas mau timing? Ejaculação precoce? Mais uma seta na testa do barman e não no alvo? Leiam o comunicado e divirtam-se. Em baixo, um tease.

"(...)A pioneer in live webcasting and digital content, the WSL has seen unprecedented growth over the past 24 months in terms of audience aggregation, growth and engagement. Today's announcement of the WSL's partnership with Globosat is further indicative of the League's commitment to fostering relationships with top-of-class entities and delivering an unparalleled sporting experience to the largest possible audience. (...)"

Bom e aproveitando que estamos no mundo da competição de surf, nele fiquemos por mais uns minutos...e com um dado sinistro sobre o principal investidor da WSL (e ZoSea), o gazilionário Dirk Ziff. É que parece que o americano anda a tentar destruir uma das principais maravilhas do mundo natural: a Grande Barreira de Coral. A história é inevitavelmente do The FreeRide Voice, talvez o único site de surf no Mundo a fazer jornalismo de investigação:

"(...) So while the impact Ziff’s project will have on the Great Barrier Reef and surrounding waterways and environment remains to be seen, here we are in Pro Surfing living off Ziff’s handouts sunning our nuts in magnificent Ziff-built beach structures on tour without a care in the world. 

I wonder how many Pro tour surfers are aware where the money comes from, and if they’re stoked on how dirty it is? Would they even care? 

Although there are better questions to ask in surfing right now, and with the increased silence and reclusive illusiveness from Ziff and Speaker … we’re back to my original question where one can only possibly speculate. 

Why did Dirk choose to invest millions into pro surfing? 

On one hand he gives the superficial world of tournament surfing its life, and then literally takes away life and sustainability of one of the World’s Seven Wonders, with the other. It’s a confounding contradiction. (...)".

Por último, entremos no Mundo Kelly Slater. É que não sei se já repararam mas não se fala de outra coisa desde o início do ano. Ainda nem percebi se o ano do World Tour já começou ou não.

Como diz o Beach Grit sobre o 11x campeão mundial - e se ainda não tinham reparado, concentrem-se - o homem faz o que bem lhe apetece! É isso que vai fazer quando se retirar! Parem de lhe perguntar isso! É ISSO QUE VAI FAZER! TUDO! FILMES! ROUPA! PRANCHAS! PISCINAS! E nós vamos cá estar para assistir a tudo isso...

"(...) If this is the twilight of your career, as so many seem so certain is the case, then fuck it. You do you, brother. Have the fun you so deserve. We’ll be watching until the last curtain closes. And probably long after that, disbelieving til the end. (...)"

Portanto, e numa história do NY Times, Kelly vai estar no Mundo da roupa. E vai estar também no mundo dos filmes, com uma longa-metragem/documentário sobre as ligações entre o surf e o tráfico de droga, diz-nos a Stab Mag nesta história. E não se esqueçam do negócio das piscinas de ondas...

Carreguemos agora no play do primeiro de dois vídeos (da WSL!) que estão neste post, ambos com Slater. É que ouvir o campeão falar é sempre a melhor das lições de surf e neste podemos vê-lo analisar uma sua onda.



Antes do próximo vídeo, saltemos novamente para o Beach Grit (espero que já tenham percebido que este site TEM de estar nos vossos favoritos) que nos conta que Slater encomendou pranchas em forma de banana do shaper Greg Webber, um tipo que estava muito na moda aí há uns 20 anos atrás (shapava até para o Taj).

A razão? De uma forma geral, como estas pranchas se comportam quando estão em movimento e, de uma forma mais específica, nos carves. O fundador da Stab (e do Beach Grit) Derek Rielly viu uma foto recente de Slater em acção numa destas pranchas e a sua reacção deixa água na boca:

"(...) We see a wave, maybe four feet, and Kelly is 10 metres out on the face, rail buried from nose to tail. He is two-thirds of the way through a cutback, and if one imagines the final few frames, Kelly has transmitted a turn so experimental it is, absolutely, one of the best I’ve seen in surfing. (...)"

Ainda sobre pranchas, a Tracks Mag faz neste artigo um resumo alargado de tudo (e acreditem, é muito) o que se passa debaixo dos pés do melhor surfista de todos os tempos. Um curto parágrafo do recomendável texto:

"(...) Channel Islands global team and marketing manager, Travis Lee, shed some light on where Kelly stands with Channel Islands. Putting aside his lengthy job title it’s worth noting that Trav is probably still Kelly’s most trusted board consultant. 

“He was with the brand for 25 years and there will always be a relationship,” indicates Travis. “But I think now it’s not about having a sponsorship for Kelly, it’s about having the freedom to ride the boards he wants to without feeling guilty.” (...)".

Encerremos o assunto das pranchas com o segundo vídeo deste post. Neste bom trabalho da WSL (não podem só fazer coisas más, não é?) vão ter acesso (limitado, que o homem não é maluco) ao saco de pranchas e à mente do Kelly. No que à partida aparentava ser apenas uma mera análise às pranchas com que anda a viajar, acaba por ser muito que isso: é uma reflexão sobre o design do objecto sagrado de qualquer surfista, sobre o que vai na mente de Slater nos dias que correm, sobre as suas aventuras no mundo dos negócios na indústria de surf (o careca confirma a Firewire!) e com que motivação e concentração compete nos dias de hoje.



Concluído o assunto das pranchas, fechemos este post com mais um link para algo com Slater à mistura. Desta vez, uma pequena análise ao World Tour deste ano numa entrevista dada a Peter Mel no webcast do Rip Curl Pro Bells Beach que a Stab tão sabiamente apanhou e transcreveu. Diz o careca que...

"(...) "Obviously Filipe (Toledo)’s been really impressive this year so far, everyone’s talking about him. But I think he’s going to really be tested in those really good barrel waves, that he talked about too that were his challenges. He’s going to come out of Australia with at least two good results if not three. If I had my crystal ball I’d say we’ll all be chasing him. But we’ll see what happens." (...)".

Despedimo-nos assim por hoje e até ao próximo toque de campainhas. Fiquem bem.