15/03/2015

O que se passa no BWWT?

Reside no Big Wave Tour (BWT) um dos maiores mistérios da WSL. Adquirido em 2013 pela então ASP, a expectativa e promessa era que esta aquisição trouxesse a credibilidade, consistência e mediatização que vinha faltando ao circuito mundial dos alucinados do planeta. 

Saltemos para 2015 e, tal como então, existe um Tour organizado com um número definido de surfistas e seis etapas que, divididas pela metade entre os hemisférios, acontecem havendo as condições mínimas aceitáveis. Ou seja, no fundo, está tudo mais ou menos igual. É que alguém nota alguma diferença para além da entrada de Jaws no circuito? Eu não e as mesmas questões que causavam apreensão em relação ao Big Wave World Tour (BWWT) permanecem:

- como foram (são) escolhidos os surfistas que compõe o Tour?
- como se qualifica alguém para o Tour?
- para onde vai alguém que "caia" do Tour?
- e, até, como comparar um campeão de um ano com quatro etapas (2013/2014) com o de um ano com apenas duas (2014/2015)?
- onde está a justificada atenção global?

A transparência é algo que teima em não chegar ao BWT e notícias como esta mostram que não é o fã que não está a ter acesso às informações; os próprios surfistas não as têm e, quem sabe, a própria WSL não tem claro o rumo que quer seguir. E, já agora, reparem bem quais foram os motivos apresentados pela turma sul-africana para a rejeição de uma etapa do BWT nas suas ondas:

"There is not a reliable open and clear qualifying system meaning that surfers from the media centric areas get chosen over really good surfers from more remote areas. This would mean that in the event of an event happening here a really good and capable South African surfer may have to sit and watch a less capable, but more social media popular surfer from a different area ride waves here. Given that we only get to surf here 5-10 times a year, this is a bitter pill to swallow."

A história está ainda melhor contada no Wavescape sul-africano e recomendo-vos a sua leitura. A lanterna vai continuar apontada às maiores ondas do planeta e ao caos do qual o BWT teima em não conseguir sair...

Tão cedo Dungeons não vai receber uma etapa do BWT. Foto: Nick Wren/Wavescape

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