30/04/2014

Saca On The Road

Novo projecto do Tiago "Saca" Pires com a Go-S.Tv. A Go-S, onde trabalho, esteve com ele na Austrália (como de costume) e fizemos uma longa roadtrip... O resultado sairá em episódios, nas próximas semanas. Stay tunned.

28/04/2014

O Dane Reynolds alimenta-nos com Feed

O meu tipo de aéreo preferido: backside air com grab.

O Dane lançou o lado B do seu Loaded, intitulado Feed. Revelou também que rompeu MCL. Está de volta a qualquer momento. We shall wait. Enquanto isso, vemos o vídeo aqui.

21/04/2014

dane reynolds dirty dozen

As 12 melhores ondas que o cameraman do Dane Reynolds diz ter filmado do seu objecto de trabalho desde Agosto de 2011. Grande selecção!

18/04/2014

Pinnytown pela NB com Reds

Este vídeo é excelente. Não apenas pelas qualidade óbvia do skate praticado, mas, sobretudo, pela fantástica composição de imagens que roça o cinema e a fotografia. De salientar que todas estas imagens foram capturadas com as fantásticas câmaras RED, câmaras que filmam em qualidade 4k. Dos clips filmados, a equipa da NB tirou estas fotografias

É a revolução. Fotógrafos, como vão reagir a isto?

17/04/2014

Allianz Ericeira Pro


Este fim-de-semana estou pela Ericeira na segunda etapa da Liga Moche 2014 (campeonato nacional de surf), o Allianz Ericeira Pro. Se quiserem, vejam tudo em http://surf.moche.pt/liga-moche/live.aspx.

Thaynan Costa em Lisboa

14/04/2014

Fireside Chat: Dylan Rieder

06/04/2014

WWT Top 18 Pós Margaret River

Deixei passar a Gold Coast. Ups. Mas agora é Margaret River e, por isso, vamos a isso. Curtas análises, em poucos caracteres, sobre a prestação de cada surfista. Já sobre esta onda e respectivas condições, destaco o tweet do ilustríssimo Matt Warshaw: "Comp venue should either be A) a break the viewer is dying to suf, or B) a break the viewer is too scared to surf. Margaret is neither". Posto isto, vamos às senhoras, em ordem crescente:

16. Nikki Van Djik - Com um repertório limitado de frontside, Nikki precisava de estar nas melhores e maiores ondas para conseguir ultrapassar as suas adversárias. Tendo crescido a surfar pointbreaks para a direita, a linha está lá mas as manobras de lip, tão importantes em Margaret, não. Precisa de trabalhar nisso.

16. Alana Blanchard - A Alana do ano passado, confiante, segura das suas curvas de rail, é em 2014 uma miragem. Regressou a dos anos anteriores que, eventualmente, a levaram a sair do ranking. Cai onde não pode, não aplica força na prancha e arrisca quando não deve. Tem de deixar de ser a "namorada do Jack Freestone" e voltar a ser "a surfista do WWT".

12. Johanne Defay - Surfista de pisada forte em cima da prancha e confiante nos seus pontos fortes, soube aplicá-los bem nas direitas de Margaret, onda que sem dúvida se adequa ao seu surf. Com tendência para fazer curvas completas, viu a sua tarefa dificultada pelo chop das ondas e, no heat em que perdeu, pela dificuldade em apanhar as melhores. Mas um resultado melhor era possível.

12. Alessa Quizon - A Alessa é, talvez, das mais tenazes competidoras do WWT e isso viu-se bem contra Laura Enever no round 2, num heat que foi apertado e sinto que podia ter ido para a havaiana. A Alessa só precisa de sacudir os nervos de estreante que, logo depois, vai começar a ganhar estes heats.

12. Pauline Ado - O primeiro heat da Pauline em Margaret pode ser considerado inexistente e o segundo, bom, mostrou tudo aqui que faz dela uma boa surfista: boa leitura e selecção de ondas, uma boa manobra off the top e confiança para atacar uma adversária similar em competências. Contudo, mostrou também um défice que lhe custou a derrota: uma linha sem bottom turns e uma segunda parte dos carves interrompida.

12. Coco Ho - A Coco é uma das surfistas mais tecnicamente evoluídas do WWT, contudo, fica sempre a pecar em qualquer coisa: por vezes power, muitas vezes em boas decisões, outras por pouca calma. Há semelhanças entre a forma como ela e o seu brother from another mother Kolohe Andino surfam nos heats e, no fim deles, ficamos com sentimentos também similares: acho que podia ter vencido este heat. Coco chegou à quarta ronda onde esbarrou com uma Sally Fitzgibbons que vez valer uma boa escolha de ondas e acrescida pressão na prancha, algo que em Margaret com fracas condições, em muito ajuda.

10. Paige Hareb - A neo-zelandeza Paige não é surfista de grande repertório, seja de back ou frontside, e, por isso, faz uso do seu backside para mais distintamente aplicar força na prancha, um pouco à la Travis Logie mas sem a grande velocidade do surfista do WT. Com uma força de vontade inimaginável (como se explica que faça boxe amador para ganhar dinheiro para correr o WWT?), Paige é um osso duro de roer e isso vai continuar a dar-lhe semelhantes incursões até à 4ª ronda.

10. Dimity Stoyle - Quando se fala de Dimity, velocidade e comprometimento são duas palavras-chave para a descrever. Das poucas surfistas a atacar o lip à séria e dele tentar retirar algo, viu-se que está bem mais à vontade a surfar nos heats de 2 surfistas do que de 3. A única questão é que, a partir da quarta ronda, não há heats fáceis. Não foi nesta direita que a australiana se destacou mas cuidado com ela que a surpresa está para breve.

9. Laura Enever - A Laura é uma gata. Sim, ela é gira, mas não é disso que falo. É que apesar da estranha posição que tem em cima da prancha, mais disfarçada de backside, Laura consegue fazer coisas espontâneas...e aterrá-las de pé, como um gato. Mas desenganem-se, o 5º obtido em Margaret's foi sobretudo sorte e o surf apenas se viu na segunda ronda. Dizem que a sorte anda com os audazes...e Laura talvez confirme essa regra.

8. Lakey Peterson - Nunca me esquecerei da primeira vez que vi a Lakey surfar: era um sábado ao fim da tarde, eu estava aborrecido de morte a ver a final da categoria feminina open da finalíssima dos NSSA. A Lakey, ainda sem patrocínio, fez um aéreo reverse, um 10, dominando o heat em absoluto e lançando uma corrida ao contrato entre a Roxy e a Nike (a Roxy acabou por ganhar...mas não por muito tempo). Ainda estou à espera de ver essa mesma menina no WWT.

7. Malia Manuel - A Malia é um mistério. É para mim difícil perceber como é que uma surfista tão talentosa pode ser, ao mesmo tempo, tão conservadora a surfar. Tem um fantástico repertório de manobras de parede mas raramente ataca o lip. Se o primeiro tipo de manobras ainda serve para passar as primeiras rondas, sem o segundo não vence os grandes heats. Isto foi bem visível no heat contra Carissa Moore nos quartos-de-final. Se Malia tivesse tanta energia para surfar um heat como tem para defender o seu Kaui'i, talvez tivesse mais sucesso.

6. Courtney Conlogue - Ex-bicampeã de Margaret, Conlogue cresceu a surfar um dos beachbreaks com mais crowd do Mundo: Huntington Beach. Talvez por isso se tenha tornado numa surfista tão dominante nos heats, algo que, aliado a um surf com a mínima qualidade, lhe dá muitas vitórias. Mas o surf de Courtney tem muita qualidade, muito power. Só que colocá-la lado a lado com a estética de Stephanie Gilmore, é quase criminoso. O WWT para ela é como o ditado: tantas vezes o cântaro vai à fonte que um dia há de partir.

5. Sally Fitzgibbons - Sally raramente arrisca e, por isso, raramente cai. A aussie nunca vai fazer uma manobra espontânea que nos vai apanhar desprevenidos mas vai fazer sempre o tipo de surf que nos vai levar a aquiescer e constatar: "Isto é de qualidade". Até há uns anos uma surfista extremamente confiante, as duas (três?) vezes que ficou à porta do título mundial parecem estar a mexer-lhe com o psicológico e, por isso, já não parece aquela surfista que tirava exactamente a nota de que precisava, mostrando-se altamente competente e eficaz. Só o tempo dirá se essa Sally algum dia voltará.

4. Bianca Buitendag - Como se diria em inglês, she cracked the code! Em português, encontrou a fórmula. Surfista alta e forte (ela é tipo uma prancha 6'2 step up para Pipe mas com umas curvas mais elegantes), Bianca é a única esperança numa concorrente goofie footer ao título mundial e, para percorrer esse caminho, nada tem de fazer: é só acreditar em si que o surf está lá todo. Em Margaret mandou água como poucas mas numa onda que apresentou muitos saltos, seria sempre difícil surfar de costas.

3. Tyler Wright - Não me posso considerar fã da irmã de Owen Wright. Tem a tendência para encurtar em demasia os seus carves que, várias vezes, opta por fazer no meio da parede ao invés de off the top. Ainda assim, os litro de água que consegue fazer saltar e o risco que aplica nas manobras off the lip fazem dela uma surfista altamente eficaz no que toca a conseguir sacar boas notas. Junte-se a isto um espírito irreverente próprio da idade (e personalidade) que em muito transparece no surf e temos aquilo que se viu em 2013 e voltou a ver em Margaret: uma candidata ao título mundial.

2. Stephanie Gilmore - Se Mick Fanning e Joel Parkinson fizessem uma fusão e uma mudança de sexo, o resultado seria Steph. A dona do mais desarmante sorriso do WWT tem um surf assente em curvas belíssimas, muito bem ligadas entre si, sempre com água no ar e sem soluços. Terrivelmente eficaz em heats, o surf de Stephanie não deixa por isso de ser, talvez, o mais estético de toda a ASP. A miúda da Goldie raramente fica atrás de alguém e quando isso acontece é por um de dois motivos: falha própria ou quando as suas adversárias assumem uma postura mais progressiva e radical, como se viu nas meias-finais contra Carissa Moore. Mas dêem-lhe oportunidades e verão como - atenção opinião muito pessoal aqui - um bom carve bate qualquer chuto de tail.

1. Carissa Moore - É quase desnecessário falar de alguém que ganha um campeonato: se o conseguiu, é porque alguma coisa de bem fez na prova (ninguém vence por acaso). Rainha do surf feminino do futuro, Carissa só encontra adversárias em duas ou três surfistas e ela própria encontra-se neste grupo. Continuem a admirar o reinado que está aqui para durar.

Carissa, radical. Foto: ASP/Kirstin

03/04/2014

Ideias, pensamentos e reflexões sobre a saída de Kelly Slater da Quiksilver

Foto: ASP/Kirstin

Confusão. ?!. ??. !!. Incredulidade. Mistério. Raiva. Curiosidade. Enfim, são várias as emoções, os sentimentos, expressos sobre este assunto que abundam na Internet. Eu partilho de todas elas. Para ajudar a clarificar o assunto, num quase exercício de organização, vou aqui deixar algumas das principais ideias, sugestões, hipóteses, que tenho encontrado na Internet. Sem ordem e sem sentido, podendo (esperem haver!) paradoxos e contradições. É tipo lista, topas? Com ideias desde o futuro de Gabriel Medina até à falta de talento de Slater com uma guitarra.

- As acções da Quiksilver não sofreram (subiram quase 5% no dia do anúncio!).
- As acções estão a cair desde então.
- A saída de Kelly é boa para a Quiksilver que, assim, inicia um novo capítulo da sua história e se livra de um peso que já não gerava vendas junto do seu target,
- A saída de Kelly é má para a Quiksilver pois perde um atleta de estatuto galáctico e à volta do qual a marca foi criada. Fica sem surfista de referência no World Tour dentro do top 10. Era o atleta que, devido ao seu estatuto, mais produtos de assinatura vendia na marca.
- Devido ao investimento no "novo" mercado da América Central e do Sul, a Quiksilver prepara-se para contratar um sul-americano, muito provavelmente um brasileiro.
- R.I.P. Quiksilver.
- R.I.P. Kelly Slater.
- Se Kelly não fizer uma final nos próximos eventos, vai retirar-se.
- A marca que fundar não vai ter sucesso pois ele é um careca quarentão sem target e cujos fãs já não compravam os seus produtos de assinatura.
- A marca que fundar vai ter sucesso porque, f*da-se, ele é o Kelly Slater!
- Kelly sai porque não gostava de não ser o surfista mais bem pago do Mundo.
- Kelly sai devido à recentemente descoberta ligação entre a Quiksilver e a nova inimiga número 1 dos fãs, a Monsanto (milhões de SUPers respiram de alívio).
- Kelly sai porque já não se revia na marca.
- Kelly sai porque não queria aceitar um contrato menor que o actual.
- A Quiksilver dispensa Kelly porque precisa de poupar o dinheiro que lhe paga.
- A Quiksilver dispensa Kelly pois acha que ele já não tem o valor que acha que tem e, ainda por cima, não vende como Dane Reynolds.
- Para o fã comum, tudo na mesma, vai continuar sem comprar os produtos da Quiksilver.
- Mais uma machadada numa marca que já vinha em queda.
- O Kelly vai despachar (ou já despachou, obrigando a Quiksilver a comprar-lhe na saída) os 3% que tinha da marca.
- "Isto é como o Jordan (que é o basquetebolista mais bem pago do mundo e já não joga há anos e só ganho guito através de royalties) sair da Nike!".
- A Quiksilver devia assinar com os surfistas que a Billabong despediu.
- A nova marca do Kelly está lixada, ele nunca fez nenhuma marca de sucesso. A VSTR foi cortada pela própria Quiksilver. E ainda por cima é um péssimo guitarrista.
- Esta saída é estranha no contexto da Nova ASP. A maior parte dos comentadores é Quiksilver e boa parte da nova administração é ex-Quiksilver.
- Kelly apresentou na saída os mesmos argumentos que Richard Wolcott, fundador da Volcom (e ex-Quiksilver).
- A Quiksilver vai anunciar a falência daqui a uns meses.
- Não houve rescisão de contrato. Este acabou...e pronto.
- Esta é confirmada (http://shop-eat-surf.com/2014/04/andy-mooney-on-impacts-of-slater-departure-on-quik-marketing-plans/): foi no passado Verão que Kelly disse à Quik que ia sair. Depois voltou atrás. E no início da semana, voltou a dizer que ia sair.
- A Quiksilver vai atrás de Gabriel Medina, cujo contrato acaba algures em 2015.
- Já era altura de ambos seguirem caminhos diferentes.
- ...

Se tu, que estás a ler isto, souberes de mais rumores ou ideias ou tiveres opinião, sente-te livre para as dizer na zona de comentários. Serão aqui lançados.

Já agora, noutra nota, ao que parece (outro rumor!), Andy Mooney, o "novo" CEO da Quiksilver, tentou despedir Dane Reynolds no final do ano passado por 1) achar que não valia (nem vendia) o valor do contrato e 2) depois do discurso de Dane nos Surfer Poll Awards 2013 sobre a "matança e despedimentos em massa da marca". Acabou por não o conseguir fazer porque era demasiado caro.

02/04/2014

Nat Young acaba de ganhar uma personalidade

Sendo de Santa Cruz, região californiana que prima pelas personalidades coloridas, sempre me espantou quão insosso é Nat Young. Não fosse ele ser lourinho e saber olhar por cima do ombro para dar violentas trancadas de backside, duvido que tivesse uma carreira de tanto sucesso como a que tem. Falta personalidade, é um facto. E os seus amigos locais sabiam disso. Como tal, trataram de lhe arranjar uma, da melhor e mais comum maneira possível: um vídeo. Só não é de surf, mas está aprovado na mesma wink wink...

01/04/2014

Down Days: fim da primeira (brutal) temporada

Eu vou ser muito honesto e dizê-lo: a Vans é uma marca do caraças. E, para o comprovar, mais uma vez, como se fosse preciso (já fazem os ténis mais cool de sempre), fizeram a série Down Days com os irmãos Patrick, Dane e Tanner Gudauskas, que já puderam ver aqui no blog no fim do ano passado. Agora a série está de volta com o fim da primeira temporada onde o trio de origens lituanas vai de Munique...até Tóquio. 

Isto é brutal e acredito ser das coisas mais fixes que já se fez com surfistas sobre viagens. E não, não sou apoiado, patrocinado, colaborador ou whatsoever da marca. Sou apenas fã. E isso chega, não?

This is what I'm talking about!




Water por Morgan Maassen

Water from Morgan Maassen on Vimeo.

ACTUALIZADO: Kelly Slater diz adeus à Quiksilver e a uma relação de 23 anos

Apesar dos muitos rumores existentes desde o início do ano (e que já eram repetição dos anos anteriores), a notícia caiu na mesma como uma bomba esta manhã (na Europa, fim da noite na Austrália, madrugada nos E.U.A): chegou ao fim a relação de 23 anos entre Kelly Slater e a Quiksilver. O anúncio foi feito pelo próprio surfista nas suas redes sociais. 

Kelly vai agora colaborar com o The Group Kering que tem, no seu portfolio, marcas como Gucci, Balenciada, Stella McCartney, Puma, Electric, Volcom, entre outras. Mas desenganem-se, Kelly não vai usar a famosa Stone no nose da sua prancha. Segundo o comunicado  publicado por si nas redes sociais, o que está no seu horizonte é uma nova marca, "com estilo, sustentável e clean". A Stab noticia que Kelly está já em conversações com John Moore da M.Nii para possíveis colaborações. Mais em baixo.

Kelly Slater. Foto: Todd Glaser

Eis o comunicado de Kelly:

"There is little I can say that would give the credit due or cover the debt of gratitude I feel on a personal and professional level to Quiksilver. As a brand and on a human level, they have been a part of my life, career, and personal relationships for more than 23 years now, well over half my life. They've supported me through good times and bad, personal hardships and competitive triumphs, and never wavered in backing my choices and desires in all that time. Under the tutelage of Bob McKnight, Bruce Raymond, Alan Green, Pierre Agnes and Danny Kwock (and many others), Quiksilver signed me to a 100% sponsorship deal in 1990, finishing up my amateur career and guiding me into my professional life and adulthood. Having their support group around the world allowed me to create a life I only dreamt of as a child...making a documentary (Kelly Slater In Black and White) about the start of my professional career, going on boat trips and small charter planes to remote locations I'd likely never see, taking long car rides and promo tours to places I'd otherwise never visit, doing film trips to tropical islands few people have ever seen, etc. There could have been no better partner for me to have than Quiksilver. The memories I have of joining the team and becoming like brothers with my heroes and team riders Tom Carroll and Ross Clarke-Jones and making lifelong friendships with Stephen Bell and others has fulfilled my life exponentially. There aren't enough pages or words to express my heartfelt thanks and appreciation for the experiences that have come from this relationship we've shared together. So it is with a heavy heart and a lifetime of positive memories that I move in a new chapter of my life. 

As I contemplate the amazing opportunities I've had in life and the amount of good fortune I've encountered along the way, I’m excited to announce today that I’m embarking on a new journey. For years I've dreamt of developing a brand that combines my love of clean living, responsibility and style. The inspiration for this brand comes from the people and cultures I encounter in my constant global travels and this is my opportunity to build something the way I have always wanted to. So I am excited to tell you that I’ve chosen The Kering Group as a partner. They share my values and have the ability to support me in all of my endeavors. I look forward to exploring all of the new opportunities this partnership will provide, but this hasn't happened by chance, nor has it happened without an incredible amount of work by a few key individuals. As I embark on this new journey, I am sticking to my gut instincts and the belief that your dreams can become reality with the right intentions. I look forward to sharing more about it soon...


- Kelly"

Publicidades que ficam para a história.

E, agora, o comunicado da Quiksilver:
"Quiksilver Celebrates Kelly Slater as He Transitions into His New Business Venture
Quiksilver and world-champion surfer, Kelly Slater, have announced they will be discontinuing their 23-year partnership, effective April 1, 2014. Quiksilver has reached many milestones with Slater over the years, including 11 ASP World Titles, countless World Champion Tour victories and collaborations in developing his progressive and successful Quiksilver collection.
Quiksilver Executive Chairman, Bob McKnight, first signed an 18 year-old Slater to the brand in 1990. “Kelly has been a part of the Quiksilver family for over 20 years. It’s been an incredible journey watching him grow from a young surfer with great potential, to the 11-time World Champion he is today.” McKnight continues, “We wish Kelly all the best as he enters this next phase of his career.”
Slater has become both friend and family to many at Quiksilver over the years and it is with a heavy heart that he states, “There is little I can say that would give the credit due or cover the debt of gratitude I feel on a personal and professional level to Quiksilver.” Slater continued, “As a brand and on a human level, they have been a part of my life, career, and personal relationships for more than 23 years now, well over half my life. They’ve supported me through good times and bad, personal hardships and competitive triumphs, and never wavered in backing my choices and desires in all that time.”
Slater’s legacy at Quiksilver includes not only decades of competition success, but also a deep history of product collaborations that has left its mark on the surf industry. Even as we get ready to say goodbye, Slater’s influence will be seen in Quiksilver’s upcoming partnership with REPREVE Fabrics® and the brand’s commitment to working with recycled materials.
Quiksilver is proud of the history it has created with Slater and looks forward to watching him as he embarks on his new business endeavors in this next chapter of his life."

E, agora, as palavras do The Kering Group à Shop-Eat-Surf:

"We are very excited about the announcement today and the opportunity to work with Kelly.  Kelly is a surf legend /sport icon that encompasses many of the values true to Kering: most notably sustainability, transparency, and a constant quest to be the best at what we do through dedication and imagination," Hymel said.

"The partnership announced will be a multi-layered relationship with Kering supporting Kelly in the launch and the development of his own apparel brand, and acting as an operational partner providing assistance where possible in areas like sourcing, logistics, e-commerce, etc.  In addition, Kelly will be an ambassador for Kering and be involved with certain initiatives at the Group level, notably related to sustainability, as well as at some of our brands."
A verdade é que é bastante difícil analisar esta nova situação, uma vez que é das tais coisas nunca imaginámos ser possível acontecer. Michael Jordan fora da Nike? Impensável! David Beckham fora da Adidas? Nunca! Enfim, logo vemos o que está por trás disto. Escolher o dia 1 de Abril (Dia das Mentiras) para o anúncio também é suis generis e pode significar algo mais que a vontade de lançar a confusão por parte de Slater. Segundo o site Shop-Eat-Surf, dia 31 de Março, data em que o anúncio foi feito nos E.U.A., era a data de fim do contrato do surfista com a multinacional e daí ter sido feito hoje o comunicado. Veremos se há mais na escolha da data para além disto.
Já quanto à Quiksilver, bom, automaticamente fica-se à espera de danos nas suas acções, embora, até ao momento, nada se tenha verificado e, aliás, elas estejam até em crescendo. Uma situação bem possível é que haja dados financeiros que não sejam conhecidos do público e que podem ter resultado na saída do surfista, visto que é do domínio público as dificuldades financeiras que a marca tem sofrido nos últimos anos. A poupança dos €€€€ de Slater libertando a marca dos encargos financeiros que tinha para com Kelly (muitos €€€€ de poupança!) poderá, em muito, satisfazer os sedentos accionistas. Questiono-me se a poupança em €€€€ compensa a perda em imagem, mas enfim. A STAB, sempre a stab, diz que a saída se deve ao facto de Slater, indiscutivelmente o melhor de todos os tempos, estar insatisfeito por não usufruir desse estatuto a nível salarial e que já "há muito" não sentia o "amor" da Quiksilver. Também é possível. Outra situação possível, pela positiva para a marca, é a de os seus accionistas estarem a celebrar um fim de ciclo e, agora, a marca preparar-se para um novo rumo e, daí, a subida do valor das acções.
Ainda noutro aspecto, desportivo e ao nível das competições, a marca da Montanha e da Onda fica sem o seu valor mais forte, restando na equipa do World Tour Jeremy Flores (agora o nome forte), Freddy Patacchia, Travis Logie e Tiago Pires. Há aqui um enormesco buraco no top 10 que, desculpem-me, Jeremy Flores não vai preencher. Será que devemos esperar uma grande contratação nos próximos tempos por parte da marca fundada por Alan Green?

Fiquemos à espera de novidades.

Actualização 17h52, 1-4-2014: acrescenta declarações The Kering Group.