19/11/2013

Entrevista ao Taylor Knox

"Aos 15 anos, quando foi operado de urgência à conta de vértebras danificadas após um acidente de skate, os médicos vaticinaram: "Não vais poder ser surfista profissional!". 20 anos depois, Taylor Knox é a prova viva da mais pura determinação.

Knox passou 20 anos ao mais alto nível no circuito mundial de surf da ASP (retirou-se em 2012). 20 anos. Pensa bem nisso. Imagina-te há 20 anos atrás! Imagina o que era o surf há 20 anos atrás...e o que é hoje. Impressionante, não é? Pelo caminho, este californiano, hoje em dia com 42 anos, venceu uma etapa do circuito, fez múltiplas finais, amealhou um evento de ondas grandes que construiu a base do que é hoje os Billabong XXL e protagonizou um icónico filme de surf, Arc. Com um power sem rival e transições rail para rail que poucos no Mundo sabem fazer, Knox manteve-se fiel ao que sempre soube fazer e, acima de tudo, nunca deixou de acreditar que tinha o que era preciso. Membro do Surfer's Hall Of Fame desde 2011, Knox não é homem de muitas palavras. Contudo, o que diz é sentido e lembra-nos a sabedoria popular que devemos sempre ouvir os mais velhos.

A SURFPortugal falou com ele durante o Moche Pro Portugal presented by Rip Curl, com pausas à mistura para o Capitão América acabar o seu almoço.

SURFPortugal - Como está a ser a transição de surfista do World Tour para freesurfer?

Taylor Knox - Está a ser boa! Assenta-me melhor [ser freesurfer]. Eu adorava o Tour mas não creio que fosse o melhor para mim. Adoro surfar, adoro ficar cada vez melhor a surfar mas o lado competitivo foi sempre uma coisa secundária para mim. Devia ter-lhe dado mais atenção mas sentindo que o meu melhor surf sai em freesurf, não era o mais natural.

Ainda pensas na decisão de deixar o Tour ou estás em paz com isso?

Estou absolutamente em paz. Passei lá 20 anos...por isso sinto-me agora feliz com a minha nova carreira de freesurfer. O Rip Curl Search é, sem dúvida, algo que me assenta melhor."

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