28/10/2013

Entrevista ao Conner Coffin

"Menos de uma hora depois de se ter qualificado para a terceira ronda do Cascais Billabong Pro, o californiano Conner Coffin agradecia a oportunidade de ser entrevistado para uma revista de surf portuguesa. E agradecido, é, de facto, uma característica inevitável quando se descreve este surfista que, dois dias depois da entrevista, está na disputa do Cascais Trophy. Educado, articulado e diferenciado, vão também de mão dada nessa descrição. Depois, sim, entramos pelas características do seu surf, que é marcado por linhas vincadas, poderosas, estilizadas.

 É que, afinal, quantos surfistas profissionais conheces que se tenham graduado do liceu aos 14 anos e estejam a meio caminho de uma licenciatura, ao mesmo tempo que são aclamados como dos mais talentosos jovens surfistas do planeta, reconhecidos pela sua abordagem de power surf e não de aéreos? Nós, que fazemos disto do surf a nossa vida, só conhecemos um, este. Aos 19 anos, Conner, irmão mais velho de Parker, natural de Santa Barbara, Califórnia, é uma lufada de ar fresco para os olhos e, embora seja capaz de voar como qualquer outro miúdo da sua idade, é como herdeiro de Taylor Knox que ele está já a criar o seu legado. Neste momento, é ainda capa da revista Surfer Mag. Nada mau, não é verdade? Motivos mais do que suficientes para a SURFPortugal falar com ele, numa entrevista que podes ler em baixo. 

SURFPortugal - Quando é que chegaste a Portugal? Onde tens surfado? 

Conner Coffin - Cheguei a Portugal há uma semana. Surfei na Ericeira durante dois dias, no Guincho e aqui em Carcavelos. Na Ericeira apanhei altas ondas e o Guincho também foi divertido. Aqui estava imenso crowd mas depois veio a tempestade e a prova começou, por isso, também tem sido curtido. 

Fala-me um pouco de como tem sido o teu ano, não só em competições mas também no freesurf. 

Em termos de freesurf, fiz uma viagem à África do Sul que foi de loucos, super divertida, e estive na Indonésia, de onde voltei há pouco mais de duas semanas, que também foi muito divertida. No início do ano estive dois dias no Tahiti para uma missão rápida em Teahupoo e passei ainda por Marrocos. Quanto às competições, no início deste ano ainda não tinha seeding para correr os eventos Prime, por isso, estava a fazer apenas os do WQS para conseguir entrar nos outros no próximo ano. Contudo, acabei por conseguir uns resultados porreiros nuns eventos de 4, 5 e 6 estrelas, que me qualificaram para os Primes da segunda metade deste ano e por isso consegui surfar em Ballito, US Open, Açores e, claro, aqui em Cascais. Estou a tentar construir o meu seeding para 2014 mas, não sei, logo se vê o que vai acontecer no resto do ano."

Se gostaste, podes continuar a ler aqui. Obrigado.

Sem comentários: