12/12/2013

My bromance

"A interferência de Mick Fanning: Jogada de mestre pelo título e o respeito por John John"

Excelente trabalho do João Vasco Nunes, editor online da SURFPortugal, que podem começar a ler aqui em baixo e continuar no link que se segue!

"Mick Fanning encontra-se a dois heats de assegurar o título mundial de 2013, o terceiro da carreira. Algo que já demonstrou querer muito, após em 2011 ter tido uma das suas piores temporadas desde que integrou a elite do surf mundial em 2002. Ninguém pode negar que o australiano é uma máquina de guerra, um competidor fora de série e um estratega de primeira. Eugene voltou a mostrar esta faceta ao mudar o seu destino no Billabong Pipe Masters, com uma ação que pode deambular entre a excelência tática e a falta de fair play.

Esta é a história: Estávamos no round 4 e Fanning lutava por uma qualificação direta para os quartos-de-final da etapa havaiana, a última do World Tour. Pela frente tinha o talentoso John John Florence e Nat Young. O havaiano liderava o heat na parte final, mas a luta pelo primeiro lugar estava aberta e qualquer um dos rivais poderia lá chegar com uma nota alta. Fanno estava em segundo lugar, queria a vitória mas a sua cabeça não estava só no mar.

Prova do estratega que é, Mick desenhou todos os cenários que poderiam sair daquele heat bem antes de entrar na água. Com John John a avançar direto para o heat 2 dos quartos-de-final, o segundo posto obrigá-lo-ia a ficar com o havaiano no seu caminho, algo que ninguém deseja, ainda para mais em Pipeline. O segundo lugar colocava ainda Fanning a defrontar Julian Wilson no round 5 antes de um possível embate com JJF.

No entanto, ele sabia que o terceiro posto do heat lhe dava a possibilidade de fugir a este cenário, enfrentando CJ Hobgood no round 5 e, em caso de vitória, tendo à sua espera Yadin Nicol nos quartos-de-final. CJ lesionou-se antes de começar a prova e não se encontra a 100 por cento, enquanto Yadin é um dos substitutos do Tour, ocupando um dos lugares mais baixos do ranking."

Se gostas, continua a ler aqui.

26/11/2013

Entrevista a José Manuel Braga

"Foram mais de dez anos como Seleccionador Nacional que, esta semana, chegaram ao fim. José Manuel Braga, figura incontornável do surf nacional e responsável pelos maiores títulos internacionais que Portugal já obteve, não ocupa mais esse cargo na Federação Portuguesa de Surf, acompanhando-o na saída, em "mútuo acordo com a F.P.S", Pedro Barbudo, seleccionador adjunto, e Duda Birra, seleccionador de bodyboard.

Naquela que é a sua primeira entrevista depois de deixar o cargo, José Manuel, surfista há quase 40 anos que viveu boa parte da sua juventude no Brasil, abre-nos o coração às maiores conquistas da sua carreira, as amarguras do que ficou por fazer e o que vem a seguir.

SURFPortugal - José Manuel, antes de mais, explica-nos o que levou a esta decisão.

JB - Acho que é o fim de um ciclo. Foram dez anos seguidos... Fui convidado pela antiga direcção e esta nova direcção chegou à cinco/seis meses e eu, logo na altura, pus o cargo à disposição. Pediram-me para continuar até ao final do ano porque, na altura, não queriam fazer alterações sem antes conhecer bem a Federação por dentro. E, pronto, agora vai cada um para o seu lado. Lógico que não vou, de jeito nenhum, deixar de seguir ou me preocupar com a Federação, uma vez que sou fundador. Está-me no sangue e dentro de mim. Vou continuar a acompanhar, desejando as maiores felicidades para todos.

SP – Esta saída está de alguma forma relacionada com o campeonato dos Açores e com as questões levantadas na altura?

JB – Da minha parte, não e só posso responder por mim. Dito isto, não achei um resultado positivo, apesar de nos terem dado parabéns, na altura. Não foi positivo. Para nós, o mínimo expectável, será sempre sermos vice-campeões. Ganhar seria correr bem, ficar em terceiro é correr mal. A verdade é que tanto a França como a Espanha levaram uma excelente equipa, contaram com todas as suas maiores estrelas, e nós não pudemos contar com eles. Ainda assim, isto não é desculpa porque tivemos na mesma uma excelente equipa. Foi como foi, não podemos sempre ganhar e o surf é assim. Lógico que gostava de ganhar sempre e dar essa alegria ao surf nacional e a todos os portugueses, especialmente aos atletas nacionais que tanto trabalham para isso, contudo, isso nem sempre é possível, apesar de todos terem dado o máximo. Costumo dizer que quando as coisas correm bem, é necessário dar os parabéns aos atletas porque a eles se deve. Se correrem mal, lá estava eu para dar a cara, aguentar a carga e assumir as responsabilidades.

Se estás a gostar, por favor continua a ler aqui."

19/11/2013

Entrevista ao Taylor Knox

"Aos 15 anos, quando foi operado de urgência à conta de vértebras danificadas após um acidente de skate, os médicos vaticinaram: "Não vais poder ser surfista profissional!". 20 anos depois, Taylor Knox é a prova viva da mais pura determinação.

Knox passou 20 anos ao mais alto nível no circuito mundial de surf da ASP (retirou-se em 2012). 20 anos. Pensa bem nisso. Imagina-te há 20 anos atrás! Imagina o que era o surf há 20 anos atrás...e o que é hoje. Impressionante, não é? Pelo caminho, este californiano, hoje em dia com 42 anos, venceu uma etapa do circuito, fez múltiplas finais, amealhou um evento de ondas grandes que construiu a base do que é hoje os Billabong XXL e protagonizou um icónico filme de surf, Arc. Com um power sem rival e transições rail para rail que poucos no Mundo sabem fazer, Knox manteve-se fiel ao que sempre soube fazer e, acima de tudo, nunca deixou de acreditar que tinha o que era preciso. Membro do Surfer's Hall Of Fame desde 2011, Knox não é homem de muitas palavras. Contudo, o que diz é sentido e lembra-nos a sabedoria popular que devemos sempre ouvir os mais velhos.

A SURFPortugal falou com ele durante o Moche Pro Portugal presented by Rip Curl, com pausas à mistura para o Capitão América acabar o seu almoço.

SURFPortugal - Como está a ser a transição de surfista do World Tour para freesurfer?

Taylor Knox - Está a ser boa! Assenta-me melhor [ser freesurfer]. Eu adorava o Tour mas não creio que fosse o melhor para mim. Adoro surfar, adoro ficar cada vez melhor a surfar mas o lado competitivo foi sempre uma coisa secundária para mim. Devia ter-lhe dado mais atenção mas sentindo que o meu melhor surf sai em freesurf, não era o mais natural.

Ainda pensas na decisão de deixar o Tour ou estás em paz com isso?

Estou absolutamente em paz. Passei lá 20 anos...por isso sinto-me agora feliz com a minha nova carreira de freesurfer. O Rip Curl Search é, sem dúvida, algo que me assenta melhor."

Se gostas, continua a ler aqui.

18/11/2013

Lestadas e Inverno

Não sabemos de vocês mas nós começamos por senti-lo nos pés. Subitamente, já não é tão confortável andar descalço. Na praia, a areia, mais frequentemente molhada, já se sente e fica nas meias, colada aos dedos, depois do surf. O roxo da pele começa a contrastar com o preto do fato. De vez em quando, o wax escorrega e os pés, rijos, teimam em não se moldar às linhas cravadas nos meses anteriores. As impiedosas pedras do alcatrão do parque de estacionamento começam a doer mais. 

É o Inverno a chegar e, com ele, o frio, o sol sem temperatura e o vento leste. Este ano, temos contas a acertar. No ano passado, pouco mais de uma mão cheia de dias nos encheram a barriga. Agora, um ano depois, quando os narizes voltam a fungar e o cabelo demora a secar, queremos um Inverno melhor. Oh tu aí em cima, ouviste? Isto não são queixas. São contrapartidas. Nada disto importa se tu fores bom para nós. Só queremos aquele frio cortante, facas que deslizam nas nossas orelhas, aquele frio que vem com o vento offshore. Sabes que vento é? Aquele que depois de uma onda nos dispara balas de água para a cara, aquele que deixa a superfície tão fria que por momentos - breves momentos! - nos deixam a questionar sobre o que raio estamos ali a fazer. Sabes qual é? 

Depois do Inverno passado, talvez não te recordes, oh tu aí de cima. Mas nós vamos refrescar-te as ideias. Tal como tu nos refrescas o corpo quando mais uma vez vestimos o fato molhado e mergulhamos no mar e gritamos surdamente de frio e deslizamos nas ondas e esperamos pelos sets e esfregamos os braços em busca de calor. E, depois, saímos, gelados, mas satisfeitos, com os olhos picados e a pele dorida. É o vento leste, é o Inverno...e nós estamos à tua espera. Por Diogo Alpendre

Com fotos, aqui.

11/11/2013

GAYS

Agora que ficaram presos ao título do post (que não é de todo homófobo, foi apenas uma forma de chamar a vossa atenção), vejam como um documentário pode estar prestes a mudar a face do surf.

Como diz o Nuno Jonet, "Vive La Différence!"

OUT in the line-up TEASER from Gay Surfers on Vimeo.

28/10/2013

Entrevista ao Conner Coffin

"Menos de uma hora depois de se ter qualificado para a terceira ronda do Cascais Billabong Pro, o californiano Conner Coffin agradecia a oportunidade de ser entrevistado para uma revista de surf portuguesa. E agradecido, é, de facto, uma característica inevitável quando se descreve este surfista que, dois dias depois da entrevista, está na disputa do Cascais Trophy. Educado, articulado e diferenciado, vão também de mão dada nessa descrição. Depois, sim, entramos pelas características do seu surf, que é marcado por linhas vincadas, poderosas, estilizadas.

 É que, afinal, quantos surfistas profissionais conheces que se tenham graduado do liceu aos 14 anos e estejam a meio caminho de uma licenciatura, ao mesmo tempo que são aclamados como dos mais talentosos jovens surfistas do planeta, reconhecidos pela sua abordagem de power surf e não de aéreos? Nós, que fazemos disto do surf a nossa vida, só conhecemos um, este. Aos 19 anos, Conner, irmão mais velho de Parker, natural de Santa Barbara, Califórnia, é uma lufada de ar fresco para os olhos e, embora seja capaz de voar como qualquer outro miúdo da sua idade, é como herdeiro de Taylor Knox que ele está já a criar o seu legado. Neste momento, é ainda capa da revista Surfer Mag. Nada mau, não é verdade? Motivos mais do que suficientes para a SURFPortugal falar com ele, numa entrevista que podes ler em baixo. 

SURFPortugal - Quando é que chegaste a Portugal? Onde tens surfado? 

Conner Coffin - Cheguei a Portugal há uma semana. Surfei na Ericeira durante dois dias, no Guincho e aqui em Carcavelos. Na Ericeira apanhei altas ondas e o Guincho também foi divertido. Aqui estava imenso crowd mas depois veio a tempestade e a prova começou, por isso, também tem sido curtido. 

Fala-me um pouco de como tem sido o teu ano, não só em competições mas também no freesurf. 

Em termos de freesurf, fiz uma viagem à África do Sul que foi de loucos, super divertida, e estive na Indonésia, de onde voltei há pouco mais de duas semanas, que também foi muito divertida. No início do ano estive dois dias no Tahiti para uma missão rápida em Teahupoo e passei ainda por Marrocos. Quanto às competições, no início deste ano ainda não tinha seeding para correr os eventos Prime, por isso, estava a fazer apenas os do WQS para conseguir entrar nos outros no próximo ano. Contudo, acabei por conseguir uns resultados porreiros nuns eventos de 4, 5 e 6 estrelas, que me qualificaram para os Primes da segunda metade deste ano e por isso consegui surfar em Ballito, US Open, Açores e, claro, aqui em Cascais. Estou a tentar construir o meu seeding para 2014 mas, não sei, logo se vê o que vai acontecer no resto do ano."

Se gostaste, podes continuar a ler aqui. Obrigado.

27/10/2013

Entrevista ao Aritz Aranburu

Para alguém que passou os últimos dois anos em intenso movimento, viajando de competição para freesurf, com um fato de Inverno e boardshorts lado a lado na bagagem, há uma inesperada sensação de calma e tranquilidade nos olhos de Aritz Aranburu. Aos 28 anos, este surfista basco natural de Zarautz é já um dos mais consagrados surfistas europeus de sempre e, indiscutivelmente, o espanhol que mais longe chegou a nível internacional. 

Aritz passou a infância a competir e atingiu o topo a que um competidor pode chegar, o World Tour, no fim da primeira década deste milénio. Embora por lá não tenha ficado muito tempo, foi o suficiente para que se apercebesse de algumas coisas: “sim, adoro competir, mas sou um um sortudo por fazer do surf a minha vida e quero aproveitar a viagem”. Humilde, simpático e informado, o surfista que hoje está na iminência de voltar ao Tour faz parte da linha de surfistas – e humanos - que fazem da determinação a sua maior virtude. Seja na competição, na estrada ou em entrevistas. 

Poucos heats depois de perder no Cascais Billabong Pro e após ter servido de caddy para o seu amigo Hodei Collazo, a SURFPortugal falou com ele. 

SURFPortugal - Estiveste no World Tour em 2008 e 2009. Queres voltar lá? 

Aritz Aranburu - Sim, sim, sem dúvida nenhuma. Se eu compito, é porque tenho um objectivo e, se não o tivesse, não competiria. Quando compito, tenho sempre esse objectivo [a qualificação para o World Tour] em mente. Qualquer competidor quer fazer parte da elite. É claro que queres ganhar os campeonato a que vais mas, no fim de contas, o objectivo é continuares a subir no ranking, estares na elite e competires contra os melhores do Mundo. Hoje em dia, tanto o Tour como o circuito Prime têm muita força e são importantes. Contudo, o bonito de estar no Tour é que podes competir contra gente que são ou já foram os teus heróis, como, por exemplo, o Kelly [Slater]. Faz-te acreditar em ti pois o facto de poderes competir contra eles significa que evoluíste até estares a esse nível de o poder fazer. 

O País Basco sempre recebeu competições de surf mas este ano...nada. O que se passa por lá?

Bom, nos últimos anos tínhamos o campeonato de 6* de Zarautz mas este ano foi um ano de quebra. Com a crise global é mais difícil encontrar ajudas mas creio que 2013 pode ter sido uma pausa para montarem outro campeonato. Se a economia espanhola melhorar um pouco também vai ajudar... O País Basco, e Zarautz, são, sem dúvida, um sítio onde deve haver pelo menos um campeonato de nível internacional.

Se gostas, continuar a ler aqui. Obrigado.

15/10/2013

Entrevista ao Mick Fanning

"Quando o teu principal rival na luta pelo título mundial diz, em inúmeras entrevistas, que estás a ser o surfista que melhor está a surfar no Tour este ano, alguma coisa estás a fazer bem. Claro que podem ser os habituais jogos psicológicos de Kelly Slater mas Mick Fanning não parece estar preocupado, afectado ou sequer a pensar no assunto. Fanning, 32 anos, natural de New South Wales na Austrália, é o candidato número 1 ao título deste ano, título que a ser conquistado o põe no mesmo patamar de Andy Irons e Tom Curren, ambos com três títulos mundiais e duas lendas do desporto.

2007, ano do primeiro título, foi o ano do trabalho, do treino, da rotina e da bola de pilates. Ia para cada destino duas semanas antes do evento, treinava aquilo que mais lhe faltava e o deixou mal em anos passados, mostrava um foco ímpar que assustava os seus rivais e só tinha um pensamento, um objectivo, que cumpriu. Sem rival à altura nesse ano (Taj Burrow só por vezes pareceu ter a coragem para fazer frente ao compatriota), Fanning ganhou o caneco com aparente facilidade.

2009 foi quase um acaso, se assim se pode falar quando o assunto é um título mundial. Tudo indicava que cedo na temporada seria o ano de Joel Parkinson mas uma infeliz lesão arrumou com as chances do marido de Monica Parkinson, a simpática loura que vimos chorar no final de temporada agarrada à sua cara metade. Depois disso de vencer em Trestles, Mick deu por si a curta distância de mais um caneco, meteu as palas na cabeça e o foco levou-o ao seu título de bicampeão (e ao desgaste emocional de uma relação de amizade de mais de vinte anos).

2013 ainda não dá para perceber que ano vai/está a ser. Para já, mesmo que tenha menos vitórias que nos outros anos – uma contra três em 2007 e 2009 – está a mostrar uma consistência que por poucas vezes o Tour viu nos seus 37 anos de história. Com o fantasma de Peter Townend desvanecido [Townend, primeiro campeão do Mundo, foi-o sem conseguir uma vitória] e Kelly Slater fora do Moche Pro Portugal, o título é seu para conquistar. É só “aproveitar a viagem” e “se tudo correr bem, conquisto-o”. A SP apanhou o White Lightning para uma conversa rápida:

SURFPortugal - Sentes-te confiante a competir em Portugal? 

Mick Fanning - Sim, é um lugar onde já me dei bem no passado e onde sinto que me posso voltar a dar bem. Nos últimos três anos não tive os melhores resultados possíveis [9º em 2012, 13ª em 2011 e 2010) mas sinto-me muito bem este ano. Estou em forma, tenho boas pranchas e sinto-me relaxado, por isso, espero que corra tudo pelo melhor. Se não, é assim mesmo, acontece."

Se gostas, continuar a ler aqui.

Absurdo

Bruno Santos_Tahiti from Guilherme Sodré on Vimeo.

17/09/2013

Como Jordy Smith se tornou no maior candidato a surfista do ano



"Caros leitores do site da SURFPortugal, apresentamo-vos o homem do momento e maior candidato a surfista do ano (se houvesse esse título...bom, na verdade há, o da Surfer Poll, mas o Kelly ganha sempre, por isso, não conta), Jordy Smith. 

 Façamos uma viagem pelo passado recente do sul-africano, começando no final de época de 2012. "(...) Em Santa Cruz, no ano passado, para mim, o ano já tinha acabado. Estava a ter um ano fraco e não estava totalmente focado, por isso, queria mesmo que o ano terminasse para eu me reencontrar e começar de ano. Tive algumas baterias no ano passado em que me senti muito bem, como por exemplo em Trestles, em que senti muito bem contra o Parko, e pensei que podia ter sido um ponto de viragem para mim, mas não foi. Depois, fui para o Havaí e não tive um grande inverno, e logo a seguir lesionei-me no calcanhar (...)" disse Smith à Surfer numa entrevista recente. Depois de curar o calcanhar, o surfista sentiu que precisava de tirar a cabeça da competição e, para o fazer, rumou até Moçambique, até uma onda sugerida pela sua então namorada Lyndall. Mais à frente, abordaremos a viagem, que acabou por ser exactamente o que Smith precisava, e a sua namorada. 

Depois de uma temporada em que esteve apagado, Smith entrou em grande em 2013. Não nos resultados - abriu com um 13º em Snapper Rocks - mas na forma como estava a surfar: relaxado e exibindo-se em grande forma física e mental. Sentindo-se confiante, não desmotivou com o penúltimo lugar e, logo a seguir, arrancou um excelente 3º lugar em Bells Beach, onde foi apontado como melhor surfista em prova, o que confirmou a sua boa forma."

Se estás a gostar, peço-te que continues a ler aqui. Obrigado!

06/08/2013

Um romance entre Fanning e uma prancha do Kolohe

A história:

"Hurley Pro - Final Wrap The undeniable high light, and most pleasant suprise, of the event for me had to be the Mick Fanning episode. He called me after R1 asking if I could help him with a board for the tiny surf we had to start with. He came down and we looked at his equipment, and decided to do a couple boards. While at the shop he digs around and grabs an old KA trade in Sub Driver. 5 '11 18.88 2.25 with KA's signature 12" wide nose (Check photo of him holding it on the beach) and giant tail block. Micks normal board is about the same length, but only 18.38 and a nose thats well under 11.50" wide. He ran off with it and then proceeded to go looney on the thing for the remainder of the event.I don't think he looked as tack sharp or precise as he does on his narrower boards, but he sure looked fun, loose and lively. He told me it was the most fun he had in a contest in a long long time. I have to admit I have never seen one of my boards surfed like that. Taj, Kolohe JW...none of them have that same wrap that only Mick possess. hurley.com/hurleypro/dvr/dvr.cfm# I watch his heats on demand and just think that my friend Darren Handley sure has one hell of a masterfull RnD guy to work with...Damn. By the end of the week I shaped him one a bit closer to his typical board to bring to Europe...see the stoke. I am in awes of his surfing."

E a verdade: há muito que não se via o Mick tão confortável em cima de uma prancha. Que máquina.

LOST.TV - The Fanning Episode from Lost Enterprises on Vimeo.

11/07/2013

Quanto vale um 10?

Originalmente escrito aqui, no âmbito do Oakley Pro Bali e depois de Joel Parkinson fazer duas notas 10 na mesma bateria. 

O ano é 1998, o local Teahupoo e o campeonato o Gotcha Pro, primeiro campeonato da ASP a acontecer na recentemente descoberta onda tahitiana. Conan Hayes e Koby Abberton aguardam impacientemente que o palanque decida quem venceu aquele campeonato que iria ficar para a história do surf de competição. Lembrem-se, os scores online ainda eram uma miragem e, por isso, restava aos surfistas esperar. Depois de alguma demora, sai o veredicto: o australiano Abberton é o vencedor. Hayes abana a cabeça e desaparece, sem dar os parabéns ao seu adversário e sem receber o prémio - sim, o Medina fez o mesmo em 2012, em Peniche. Apesar do 10 dado à sua última onda, o americano não tinha feito o suficiente para ganhar.

Qual o problema?, perguntas tu, atento leitor. É que aquela espetacular onda em particular, foi a melhor onda do heat. Só que não foi o único 10. Talvez hipnotizados por tamanha perfeição tubular, os juízes não estavam a conseguir gerir a escala de julgamento. Assim aconteceu na final, onde Koby, antes de Hayes, também conseguiu uma nota 10. Ingenuamente, os juízes não ponderaram a possibilidade de ser feito melhor que aquilo e quando, poucos minutos depois, melhor foi feito, por a escala estar rebentada, tiveram de dar a mesma pontuação. Hayes, que surfou melhor, perdeu. A vitória de Abberton que, diga-se de passagem, vinha a surfar maravilhas ao longo de toda a prova, ficou marcada por um dos maiores erros que os juízes de surf do WT alguma vez fizeram. 

Saltemos para 2013, Junho. Em dois campeonatos seguidos, alcança-se a perfeição, 20 pontos redondos. Se é verdade que tanto Kelly, nas Fiji, como Parkinson, agora em Bali, estavam em sincronia com o mar, é-o também que a escala, novamente, foi rebentada, embora com consequências menos gravosas. Nas prestações dos surfistas, as duas ondas nota 10 são diferentes, uma é melhor que a outra…mas têm o mesmo score. Afinal, como podem duas ondas surfadas de forma díspar ter a mesma pontuação?

Voltemos atrás no tempo, até Montreal, Canadá, em 1976. Uma pálida menina romena de 14 anos chamada Nadia Comaneci prepara-se para subir às barras assimétricas, aparelho obrigatório da ginástica artística nos Jogos Olímpicos. O surf e esta modalidade podem ter pouco em comum no seu desempenho, contudo, na sua avaliação, são tão próximas como meios-irmãos ou, se isto te for chocante, primos direitos. Na ginástica artística, os juízes avaliam coisas concretas como a velocidade, execução técnica, fluidez, estilo e, até certa medida, comprometimento (faz lembrar qualquer coisa, não é?). Naturalmente, existe uma certa subjectividade na avaliação de cada um dos elementos por cada um dos juízes. Essa mesma subjectividade, transparece também no surf e é muitas vezes uma das cartadas usadas por surfistas e comentadores quando questionam determinadores scores. Tal como na ginástica artística.

30 segundos depois de Comaneci subir às barras, a histeria atingia comentadores, o público do pavilhão batia palmas freneticamente e, curiosamente, o placar de pontuação apresentava a nota 1.00. Até à altura, não eram fabricados placares de pontuação capazes de atribuir duplos dígitos pois a nota 10.0, aquela que os juízes realmente atribuíram, era tida como impossível. Comaneci, que viria a conseguir seis outras notas 10 nesses mesmo Jogos, foi uma fora de série e ficará para sempre conhecida como a primeira mulher - ou homem - a ter conseguido atingir perfeição em ginástica artística nos Jogos. O ano era 1976, os primeiros Jogos Olímpicos modernos foram em 1896. Desde então, novas notas 10 foram atribuídas mas desde 1992 que isso não acontece e, hoje em dia, o novo critério de julgamento da ginástica artística não prevê a sua repetição tão facilmente, ainda que seja possível.

Continua já aqui em baixo.

 

Regressemos ao futuro, não num sensacional carro mas numa tecnologicamente avançada prancha de surf, com 3 ou 4 quilhas. Há pouco tempo atrás, Kelly Slater, que de forma consistente faz notas 10 no World Tour, comentava "eu não acho que obter uma nota 10 deva ser tão fácil como é". Como as coisas mudaram depois disso…ou não. Hoje em dia, é fácil tocar o sino da perfeição singular e é rara a etapa do World Tour em que isso não acontece.

Quando o 11x campeão mundial fez o primeiro 20 da história em 2005, em Tehaupoo, uma porta parece ter sido aberta quase irremediavelmente. Então, na final do Billabong Pro, Slater vinha de prestações arrasadoras e, paralelamente à sua subida de performance, também Teahupoo apresentava cada vez maiores desafios ao que Kelly era capaz de fazer. Sem surpresa, o floridiano respondeu à altura e fez aquelas que foram, de facto, as melhores ondas do dia.

Se é certo que, como os juízes já várias vezes o disseram, o 10 deve ser uma nota emocional, sentida nas entranhas, é certo também que os avaliadores máximos do surf da ASP não se podem deixar levar pela emoção, tendo de resguardar a sua posição (relembre-se Hayes), a dos surfistas e, em última instância, dos próprios 10. Porque se ondas diferentes, num mesmo ambiente, com o mesmo painel, o mesmo surfista, no mesmo heat do mesmo campeonato, podem ter o mesmo valor, afinal qual é o seu real valor?

Aprovado!

Not All Boards Were Meant to Ride Waves from Chris Tran on Vimeo.

27/06/2013

DN Mar

A convite da jornalista Isabel Machado, fui entrevistado para a rubrica DN Mar do Diário de Notícias. A pergunta era "Como é que os desportos náuticos podem ajudar a potenciar Portugal e o que falta para o fazer?" e, como podem calcular, não é fácil de responder em apenas dois minutos. Acredito que nem estive mal, contudo, fugi um bocadinho à pergunta, apesar de falar do assunto. Se vos apetecer, fica o vídeo aqui em baixo.

Obrigado!

14/06/2013

Esta é a Laura

Para além de ser belíssima, esta surfista envolve-se em projectos bem interessantes, como este que vai retratar a sua vida ao longo deste ano. Aceito que a premissa não é a mais original, agora, isso é totalmente compensado pela personalidade da Laura Enever e pela edição e filmagem do vídeo.

Alguém me explica como é que as miúdas do WWT não estão a ganhar o triplo dos gajos ou vamos continuar a achar que eles valem mais?

(aparentemente, não dá para meter aqui o vídeo, por isso sigam o link ali em baixo e assistam no vimeo, okay?)

IM LAURA {a new beginning} from IM LAURA on Vimeo.

26/05/2013

Se é certo que um pássaro consegue voar numa jaula, é certo também que o faz melhor fora dela

http://www.swellnet.com.au/news/3582-semi-pro-shakedown-brazil-prologue

http://www.swellnet.com.au/news/3590-semi-pro-shakedown-localismo-only

http://www.swellnet.com.au/news/3592-semi-pro-shakedown-with-power-comes-responsibility

http://www.swellnet.com.au/news/3595-semi-pro-shakedown-errata-erratum

http://www.swellnet.com.au/news/3597-semi-pro-shakedown-chicks-on-speed

http://www.swellnet.com.au/news/3600-semi-pro-shakedown-common-history

http://www.swellnet.com.au/news/3604-semi-pro-shakedown-an-emerging-nation-begins-to-sizzle

http://www.swellnet.com.au/news/3606-semi-pro-shakedown-it-s-a-long-way-to-the-top

http://www.swellnet.com.au/news/3609-semi-pro-shakedown-old-school-vs-new-school

http://www.swellnet.com.au/news/3608-semi-pro-shakedown-the-virgin-suicides

http://www.swellnet.com.au/news/3613-semi-pro-shakedown-the-moments-that-mattered

http://www.swellnet.com.au/news/3622-semi-pro-shakedown-epilogue

Link, link, link!

08/04/2013

Questão

Caros,

Estou farto de ver os links aqui do lado, nomeadamente, "Vários", "Blogs e surfistas", "Revistas de surf", "O melhor da fotografia e multimédia do surf" e "Ver o mar".

O que vos parece?
É uma coisa que usem? Seria mau se tirasse?

Como sempre, nestas ocasiões do futuro do blog, viro-me para vocês, mesmo que agora me ande a portar pior e já não actualize o blog tão frequentemente.

Obrigado e um abraço,

Diogo aqui do blog

11/03/2013

Recado

Kelly then added: “It’s unfortunate for those guys, all eyes are on those two coming into this event. Everyone’s saying, “Who’s gonna be the next world champ? Medina or John John?” So it’s ironic that they’re both hurt in the ankle. They’re gonna have to be careful of that for the next 20 years.”


Via Stab, AQUI.

05/03/2013

Uma noite com John John Florence e Done em Nova Iorque

"A estreia nova-iorquina do novo filme de John John, num armazém perdido em Brooklyn, com cervejas e tacos à borla. Os meus argumentos eram fortes e sabia que a resposta do meu amigo em Nova Iorque, ele próprio surfista embora afastado da actividade por motivos pessoais, seria positiva. Afinal, mesmo que o filme fosse mau (o que nunca seria), sempre era um jantar (e saída) a custo zero para dois portugueses com orçamento (muito) limitado na Big Apple. 

 Depois da azáfama do metro, eis que o lado industrial de Brooklyn se mostrava em todo o esplendor. Em parte por causa do frio, em parte por causa da zona, o passo acelerado denotava alguma ansiedade por chegar à House of Vans, onde tínhamos encontro marcado com o prodígio havaiano (e a comida grátis). Uma curta (chegámos cedo) fila banhada por uma luz azul marcava a porta de entrada e depois de devidamente colocadas as pulseiras nos respectivos pulsos, era tempo de apreciar o que lá vinha. Embora fosse precisamente uma semana antes do início do período de espera do Quiksilver Pro Gold Coast, era esperada a presença do mais recente membro da equipa da Hurley e, quase fantasmagoricamente, a sua alta figura, acompanhada pelos dois irmãos, Ivan e Nathan, e pelo director do filme, Blake Kueny, cedo surgiu, para desfrutar das centenas de pessoas que ali se reuniam com o propósito único de passar um bom bocado com o seu filme, Done." 

Continua a ler AQUI.

Isto é Ciro

Se estiverem, ou passarem, por São Paulo nos próximos três meses, não percam esta exposição do Ciro Bicudo.

Art in Surf | x | Ciro Bicudo presents - A Deriva from giovanna rouvier on Vimeo.

09/02/2013

JJF

Isto é quase idiota de se dizer mas... A forma com ele encaixa! E aquela onda em que não há tubo mas ele entuba na mesma? John John!

31/01/2013

Ivo Cação

 Gostava que alguém tivesse dado uma oportunidade ao Ivo Cação. Mas uma oportunidade a sério, não uma oportunidadezinha, meia-oportunidade ou "pronto, tá bem, vamos lá dar-lhe uma oportunidade". Uma oportunidade! Se é certo que há surfistas que conseguem trilhar o seu caminho sozinhos, é igualmente verdade que existem outros que precisam de um maior acompanhamento. Não porque são menos talentosos ou precisam de controlo, apenas porque precisam. A sua história pessoal diz-lhes que eles precisam e eles, normalmente, mais cedo ou mais tarde, mostram-se agradecidos e aproveitam. Nunca conheci o Ivo para além de uma ou duas conversas, contudo, sempre me pareceu um tipo humilde, simples e simpático. A isto, junte-se um talento que "beira a genialidade" (segundo palavras do João Valente, director da SURFPortugal) e tínhamos um surfista. Um senhor Surfista. No outro dia, confrontaram-me com um argumento sobre o Ivo e o seu talento para o qual não tive nem sequer capacidade de imaginar a possibilidade de uma resposta. "Comparando o que certos surfistas têm (patrocínio bom, família vocacionada para a modalidade, viagens, etc) com o que o Ivo tem (que é pouco ou quase nada), os outros surfistas deviam ser, pelo menos, dez vezes melhores que ele. E o que é facto é que não são. Isso é uma prova do seu talento". E é mesmo.

P.S. Recorde-se que ele chegou à final do Capítulo Perfeito, em 2012, contra o Saca, com o braço partido. E há muita gente a dizer que foi ele quem venceu essa bateria.