28/12/2012

"So who failed Andy?"

"So who failed Andy then?

It's not for me to sit here and pinpoint that and accuse someone. The whole system failed. The whole system: the sponsors, the ASP, and maybe a few of his close friends. It's the whole package and it's a very delicate thing to speak out. But, you know, at the end of the day it should never have happened."

Responde o Gary "Kong" Elkerton, ao Swellnet, numa curta mas curtida entrevista, aqui.

08/12/2012

O injusto e inacreditável Pipemasters

Os motivos que me levaram a criar este blog, há um bom tempo atrás (aqui), continuam. O blog Dumbth Chronicles (aqui) explica:

"It’s the only ASP WCT event that does. If you are needing a result here you’re in luck! You get seeded in the 1st round (Pat Gudang, Raoni Monteiro, Tiago Pires, Fred P) and even if you make it to the 2nd round, you don’t get any more points than if you would have lost.

In fact, you won’t get more than 500 ratings points unless you make it to Round 3. Call it ‘Double Jeopardy’ with Randy Rarick as Don Pardo.

But if you are ranked in the Top 12, i.e. aren’t scrambling for year-end points, you are guaranteed a 13th just by your seeding.

Per the ASP: “As Parkinson is the current rankings leader on the ASP WCT, the following ASP World Title scenarios will be based on his potential finishes at Pipeline. As Parkinson is the current rankings leader on the ASP WCT, the following ASP World Title scenarios will be based on his potential finishes at Pipeline.

If Parkinson finishes 13th, 9th or 5th at the Billabong Pipe Masters: - Slater needs a 5th or higher to take the 2012 ASP World Title. - Fanning needs to win at Pipeline to take the 2012 ASP World Title.* * Contingent upon Slater finishing 5th or Lower at Pipeline.”

Since Parkinson is guaranteed a 13th, Slater already must finish 5th or better. This would not happen in any other event. And this to decide a world champ?

Is there something about this scenario that’s fucked up?"

07/12/2012

O outro lado do poster

"Há um bom tempo atrás - ainda a TMN tinha como slogan "Até já", o Saca era patrocinado pela Billabong e nem nos meus sonhos mais molhados pensava que viria a trabalhar a tempo inteiro na mais antiga revista de surf do país - a SURFPortugal publicou, junto com uma edição cujo número agora não recordo (e sou demasiado preguiçoso para perguntar), um poster do principal surfista português. 

Desejoso de colar algo nas paredes brancas e vazias do meu quarto, não hesitei. De um lado estava uma explosiva sequência de um layback, talvez em Ribeira D'Ilhas, do outro um bottom prolongado nos Coxos. (Ainda) mais jovem, com sonhos de um dia vir a ter um nível técnico considerável, foi a manobra de assinatura do português, numa onda sua e a cujo domínio eu tinha assistido, no local, em 2005 e 2006, que escolhi para embelezar a parede em frente à cama. O bottom, esse, condenado à prisão de estar para "sempre" virado para o branco, literalmente esquecido. Assim ficou o poster, dias e semanas, meses e anos, vendo-me chegar a casa com uma prancha velha, depois uma nova, uma revista velha, no mês seguinte uma nova, amigos velhos e, mais tarde, amigos novos. Como companheiros de parede, um tubo do Rob Machado em Teahupoo, um recorte de um cutback do Ruben Gonzalez e uma impressão de um aéreo do Taj Burrow..."

Se gostaste, podes continuar a ler aqui, para não me acusarem de roubo, eheheheh. Obrigado.

04/12/2012

A história da Nike e Hurley, toda contadinha

"As revistas australianas Australia's Surfing Life (ASL) e Stab Magazine estão a noticiar esta terça-feira uma possível redução da presença da multi-nacional Nike no surf e mudança da respectiva equipa para a Hurley, marca que a empresa de Oregon comprou a Bob Hurley em 2002. Depois da sua chegada há apenas dois anos, como Nike 6.0, será este o início do fim da presença da marca no surf? 

Sem identificar a fonte, a Stab cita alguém dentro da indústra que terá dito que "todos os surfistas que têm a Nike como patrocinadora principal irão ser transferidos para a Hurley", incluindo a Carissa Moore, Lakey Peterson e Laura Enever, para além dos surfistas que não estão no World Tour, ou seja, Filipe Toledo, Nat Young, Kai Barger e Koa Smith, sendo que Filipe e Nat Young estão praticamente seguros no World Tour de 2013. Todos os surfistas que, actualmente fazem parte da equipa Nike, continuarão a ser patrocinados pela marca mas apenas como patrocinadores secundários, de calçado. Gabriel Medina, surfista patrocinado pela Nike em calçado, irá manter este tipo de patrocínio."

Continua a ler, por favor, aqui. Muito obrigado. E há mais aqui.

Quanto rodam os surfistas nos aéreos?

"É uma das discussões mais interessantes sobre o surf acima do lip e uma que tem gerado alguma polémica: quantos graus têm as rotações nos aéreos? Um aéreo reverse, é um 360 ou um 540? Conta-se os graus quando o surfista só roda o nose de volta para a praia já na água ou só se conta a rotação que é feita no ar? Afinal, quanto é que andam a rodas os surfistas do Mundo inteiro?!

Alguns especialistas surfistas dizem que um "simples" aéreo reverse, cuja rotação é toda feita no ar, tem apenas 360º, o que faz sentido, visto que é isso que o vemos rodar. Contudo, Sal Masakela, comentador online e especialista em desportos de acção, é um forte defensor de que este tipo de aéreo corresponde na verdade a uma rotação de 540º e foi assim que ele identificou o aéreo ali em cima (o do Slater!). Afinal, quem tem razão é a pergunta que se põe.

Pois bem, esta questão pode ter chegado, finalmente, ao fim, com a explicação do snowboarder Todd Richards, um dos melhores snowboarders norte-americanos de sempre e apresentador do AWSM no canal Alli do Youtube. AWSM dedica-se aos desportos de acção e às suas questões envolventes e, recentemente, Richards, que também skata e faz surf, abordou esta questão dos aéreos. Como ele diz e bem, os surfistas inspiraram-se no skate e snowboard para fazer as suas manobras aéreas pelo que só faz sentido que o nome delas seja transversal aos três desportos. É isso que acontece, por exemplo, com as formas de agarrar a prancha. Afinal, um aéreo de frontside em que a mão da frente (direita nos goofys, esquerda nos regulares) agarra o rail interior (mais perto da parede da onda) à frente dos dedos do pé da frente, é um aéreo slob nos três desportos. Sem dúvidas ou alterações. Contudo, já não é bem isso que acontece com as rotações e Richards mostra isso mesmo. Afinal, se um surfista descola de um sítio, roda no ar e não aterra virado para o mesmo lado, não pode ter feito uma mera rotação circular (360ª), certo?

Confuso? O Todd ajuda-te, a partir do minuto 8:35 do vídeo em baixo."

Tirado da SURFPortugal.