28/08/2012

Billabong Pro Tehaupoo: Mick Fanning vence

"O australiano Mick Fanning, bicampeão do Mundo, está mais próximo do seu terceiro título mundial ao ter vencido o Billabong Pro Tahiti num volte face incrível em cima do seu amigo de infância, Joel Parkinson. Ignorando os números e estatísticas - que dão vantagem a Parko quando ambos se encontram - Mick saiu de uma combinação profunda para conseguir a sua primeira vitória em Teahupoo. Mas há mais para analisar neste Billabong Pro....

Começemos por falar de Kelly Slater. Não, a SURFPortugal não tem uma secreta obsessão pelo careca americano mas é importante realçar que, mesmo não estando na final do Billabong Pro, ele esteve lá. No webcast do penúltimo dia de prova, Slater lançava para o Mundo, entre risada honesta e nervosa, a informação de que vários surfistas do Tour estavam a usar quads nesta prova e que ele, que durante muito tempo era o único a fazê-lo, sentia que estava a perder a sua vantagem. Na final, tanto Parko como Mick, estavam de quads. Foi a primeira vitória de Mick em Teahupoo. Será que se tivesse agarrado numa quad mais cedo...? Também Miguel Pupo, C.J. Hobggod e Medina usaram quads ao longo da prova.

 Mas não foi apenas através das pranchas que o Diabo do surf esteve na final. Joel Parkinson e Mick Fanning (tal como Jeremy Flores e, até certa extensão, John John Florence), na sua rota até à final, fizeram uma coisa que Slater tem vindo a fazer há muito, muito tempo. Mesmo com a atenção centrada no pico principal, nunca descurar as ondas que vêm de oeste e nestas, estar bem lá trás. Nas primeiras maximizar o score largando a prancha e fazendo um a dois pumps sem mãos na prancha, aumentando a dificuldade e enchendo o olho dos juízes. Desafiamos-te a dares uma olhada ao Heat Analyzer e veres se não temos razão."

 Continuem a ler aqui e digam-me, por favor, o que acham. Obrigado.

1 comentário:

Anónimo disse...

Belo testo, Diogo. Mick e Parko surfaram como nunca o tinham feito antes nas mesmas condições. Porém, a performance dos dois foi, a meu ver, eclipsada pela desastrosa atuação dos juízes em baterias que se mostraram decisivas para a definição do campeonato. Criminosos os julgamentos nas baterias entre Mick e Ricardinho, Brett Simpson e John John e, a mais inaceitável de todas, Parko versus Jeremy.

O surfe competitivo organizado pela ASP, enquanto esporte, está no mesmo nível que o Pro Wrestling do tipo WWE, RAW e outras palhaçadas.

A propósito, o Gabriel surfou de triquilha o evento inteiro. Abraço.