04/05/2012

Nike Lowers Pro report

Foto: Nike/Hilleman
Para os mais distraídos que possam ainda não ter reparado, tenho feito a cobertura diária do Nike Lowers Pro no site da SURFPortugal. Por norma costumo fazer a cobertura de todos os grandes campeonatos pelo que podem seguir lá também essas pequenas crónicas. De qualquer forma, a partir de agora, vou colocar aqui também o link para elas de forma a também ser mais fácil para vocês lerem, caso o queiram fazer.

Dia 3 - http://www.surfportugal.pt/competicao/1165-medina-arrepia-occy-destroi-lowers-poe-se-a-jeito

 "Quão divertida é a onda de Trestles? Quanta vontade tens de ir bater àquele lip suave e deslizar naquela parede que perdoa todos os erros? O que davas para a poder surfar só com mais uma, duas ou três pessoas na água? Não precisas de responder, nós já sabemos a resposta e garantimos-te uma coisa, os surfistas que estão a competir no Nike Lowers Pro, sentem o mesmo. Sim, eles querem vencer a prova mas surfar Lowers, com altas ondas, praticamente sozinhos? Claro que é um factor a ter em conta, daí surfistas como Gabriel Medina não desperdiçarem qualquer oportunidade para fazer ondas nos seus heats quase atingindo o limite das autorizadas segundo a lei da competição."

Dia 2 - http://www.surfportugal.pt/competicao/1164-as-licoes-que-a-experiencia-e-o-power-dao

"Velhos são os trapos e o "power não está morto"! O adágio português e o título de uma edição do ano passado da revista Surfing nunca estiveram tão certos ao olharmos para o segundo dia de prova do Nike Lowers Pro, dia em que Lowers se mostrou inconstante e menos perfeita que no primeiro dia de prova. Mark "Occy" Ochiluppo, em busca de pontos para poder entrar na Triple Crown no final do ano, Cory Lopez em busca da requalificação, Taylor Knox a mostrar os rails e Michel Bourez a desfazer pobres direitas, foram alguns dos destaques deste segundo dia de prova, sendo que todos usaram os rails e não os aéreos. Surfistas de gerações mais novas como Tanner e Pat Gudauskas, Nat Young e até mesmo Adrian Buchan também optaram por usar os limites da prancha ao invés de descolar. Felizmente, Trestles é uma onda que permite...tudo."


Dia 1 - http://www.surfportugal.pt/competicao/1155-arranca-tresteles-com-upsets-medina-em-alta-e-nicolau-eliminado

"Em termos de ondas, não podia ter sido um início melhor para o Nike Lowers Pro, evento Prime da ASP que ontem começou em Trestles na Califórnia e cujo período de espera vai até Sábado. Já em termos de performance, o sabor é agridoce. Mesmo com apenas 14 heats da primeira ronda feitos, aquilo que se fez foi o suficiente para ver surpresas negativas, eliminações precoces e show de surf. Curiosamente, num caso em específico, aconteceram as duas coisas. É verdade, Julian Wilson, parece não saber competir em Trestles. É uma frase violenta mas reflecte, até certo ponto, a realidade. É que o australiano de Sunshine Coast nos últimos três eventos a tomar lugar nesta onda perdeu graças a uma interferência. Com a sua segunda melhor onda cortada ao meio e com hipóteses muito magras de avançar, Julian virou-se para o espectáculo e exibiu o surf que esperávamos dele ao longo de toda a prova...não tivesse ele perdido logo de primeira. O seu score real foi de 14.45, já o sem interferência ultrapassaria os 19 pontos..."

1 comentário:

Anónimo disse...

Caro Diogo,

Gabriel destronou Dane no quintal deste do mesmo modo que o próprio Dane fez com Joel Parkinson em Snapper's anos atrás. Dane Reynolds até pretendia dar o troco pela derrota no round no losers, mas ficou só na vontade. Em pouco tempo de bateria, Gabriel já o tinha em combinação pela segunda vez no campeonato. E nada frontside air reverses, foram duas direitas que o garoto preencheu com toda sorte de manobras, conectando-as sem perder a fluidez.

Diogo, assistimos cutbacks a séculos e não ficamos enjoados. Por que ficaríamos agora com os air reverses? Ainda mais estes que o Gabriel executa, com dificílimas inversões e rotações perfeitas. Se fosse o John John ou o Kolohe, acredito que todos exaltariam.

E por falar em Kolohe, a melhor impressão sobre o surfe do Gabriel foi dada por Dino Andino e pelo Mike Parsons ao comentar suas baterias. Eles não cansam de afirmar o talento fenomenal do Gabriel que não se traduz unicamente na esfera física, mas também na mental, vide a bateria contra o Brett Simpson ou a final contra o Julian Wilson no WT da França ano passado.

Abraço. André-SP