28/12/2012

"So who failed Andy?"

"So who failed Andy then?

It's not for me to sit here and pinpoint that and accuse someone. The whole system failed. The whole system: the sponsors, the ASP, and maybe a few of his close friends. It's the whole package and it's a very delicate thing to speak out. But, you know, at the end of the day it should never have happened."

Responde o Gary "Kong" Elkerton, ao Swellnet, numa curta mas curtida entrevista, aqui.

08/12/2012

O injusto e inacreditável Pipemasters

Os motivos que me levaram a criar este blog, há um bom tempo atrás (aqui), continuam. O blog Dumbth Chronicles (aqui) explica:

"It’s the only ASP WCT event that does. If you are needing a result here you’re in luck! You get seeded in the 1st round (Pat Gudang, Raoni Monteiro, Tiago Pires, Fred P) and even if you make it to the 2nd round, you don’t get any more points than if you would have lost.

In fact, you won’t get more than 500 ratings points unless you make it to Round 3. Call it ‘Double Jeopardy’ with Randy Rarick as Don Pardo.

But if you are ranked in the Top 12, i.e. aren’t scrambling for year-end points, you are guaranteed a 13th just by your seeding.

Per the ASP: “As Parkinson is the current rankings leader on the ASP WCT, the following ASP World Title scenarios will be based on his potential finishes at Pipeline. As Parkinson is the current rankings leader on the ASP WCT, the following ASP World Title scenarios will be based on his potential finishes at Pipeline.

If Parkinson finishes 13th, 9th or 5th at the Billabong Pipe Masters: - Slater needs a 5th or higher to take the 2012 ASP World Title. - Fanning needs to win at Pipeline to take the 2012 ASP World Title.* * Contingent upon Slater finishing 5th or Lower at Pipeline.”

Since Parkinson is guaranteed a 13th, Slater already must finish 5th or better. This would not happen in any other event. And this to decide a world champ?

Is there something about this scenario that’s fucked up?"

07/12/2012

O outro lado do poster

"Há um bom tempo atrás - ainda a TMN tinha como slogan "Até já", o Saca era patrocinado pela Billabong e nem nos meus sonhos mais molhados pensava que viria a trabalhar a tempo inteiro na mais antiga revista de surf do país - a SURFPortugal publicou, junto com uma edição cujo número agora não recordo (e sou demasiado preguiçoso para perguntar), um poster do principal surfista português. 

Desejoso de colar algo nas paredes brancas e vazias do meu quarto, não hesitei. De um lado estava uma explosiva sequência de um layback, talvez em Ribeira D'Ilhas, do outro um bottom prolongado nos Coxos. (Ainda) mais jovem, com sonhos de um dia vir a ter um nível técnico considerável, foi a manobra de assinatura do português, numa onda sua e a cujo domínio eu tinha assistido, no local, em 2005 e 2006, que escolhi para embelezar a parede em frente à cama. O bottom, esse, condenado à prisão de estar para "sempre" virado para o branco, literalmente esquecido. Assim ficou o poster, dias e semanas, meses e anos, vendo-me chegar a casa com uma prancha velha, depois uma nova, uma revista velha, no mês seguinte uma nova, amigos velhos e, mais tarde, amigos novos. Como companheiros de parede, um tubo do Rob Machado em Teahupoo, um recorte de um cutback do Ruben Gonzalez e uma impressão de um aéreo do Taj Burrow..."

Se gostaste, podes continuar a ler aqui, para não me acusarem de roubo, eheheheh. Obrigado.

04/12/2012

A história da Nike e Hurley, toda contadinha

"As revistas australianas Australia's Surfing Life (ASL) e Stab Magazine estão a noticiar esta terça-feira uma possível redução da presença da multi-nacional Nike no surf e mudança da respectiva equipa para a Hurley, marca que a empresa de Oregon comprou a Bob Hurley em 2002. Depois da sua chegada há apenas dois anos, como Nike 6.0, será este o início do fim da presença da marca no surf? 

Sem identificar a fonte, a Stab cita alguém dentro da indústra que terá dito que "todos os surfistas que têm a Nike como patrocinadora principal irão ser transferidos para a Hurley", incluindo a Carissa Moore, Lakey Peterson e Laura Enever, para além dos surfistas que não estão no World Tour, ou seja, Filipe Toledo, Nat Young, Kai Barger e Koa Smith, sendo que Filipe e Nat Young estão praticamente seguros no World Tour de 2013. Todos os surfistas que, actualmente fazem parte da equipa Nike, continuarão a ser patrocinados pela marca mas apenas como patrocinadores secundários, de calçado. Gabriel Medina, surfista patrocinado pela Nike em calçado, irá manter este tipo de patrocínio."

Continua a ler, por favor, aqui. Muito obrigado. E há mais aqui.

Quanto rodam os surfistas nos aéreos?

"É uma das discussões mais interessantes sobre o surf acima do lip e uma que tem gerado alguma polémica: quantos graus têm as rotações nos aéreos? Um aéreo reverse, é um 360 ou um 540? Conta-se os graus quando o surfista só roda o nose de volta para a praia já na água ou só se conta a rotação que é feita no ar? Afinal, quanto é que andam a rodas os surfistas do Mundo inteiro?!

Alguns especialistas surfistas dizem que um "simples" aéreo reverse, cuja rotação é toda feita no ar, tem apenas 360º, o que faz sentido, visto que é isso que o vemos rodar. Contudo, Sal Masakela, comentador online e especialista em desportos de acção, é um forte defensor de que este tipo de aéreo corresponde na verdade a uma rotação de 540º e foi assim que ele identificou o aéreo ali em cima (o do Slater!). Afinal, quem tem razão é a pergunta que se põe.

Pois bem, esta questão pode ter chegado, finalmente, ao fim, com a explicação do snowboarder Todd Richards, um dos melhores snowboarders norte-americanos de sempre e apresentador do AWSM no canal Alli do Youtube. AWSM dedica-se aos desportos de acção e às suas questões envolventes e, recentemente, Richards, que também skata e faz surf, abordou esta questão dos aéreos. Como ele diz e bem, os surfistas inspiraram-se no skate e snowboard para fazer as suas manobras aéreas pelo que só faz sentido que o nome delas seja transversal aos três desportos. É isso que acontece, por exemplo, com as formas de agarrar a prancha. Afinal, um aéreo de frontside em que a mão da frente (direita nos goofys, esquerda nos regulares) agarra o rail interior (mais perto da parede da onda) à frente dos dedos do pé da frente, é um aéreo slob nos três desportos. Sem dúvidas ou alterações. Contudo, já não é bem isso que acontece com as rotações e Richards mostra isso mesmo. Afinal, se um surfista descola de um sítio, roda no ar e não aterra virado para o mesmo lado, não pode ter feito uma mera rotação circular (360ª), certo?

Confuso? O Todd ajuda-te, a partir do minuto 8:35 do vídeo em baixo."

Tirado da SURFPortugal.

13/11/2012

Surfistas preferidos da semana

John John Florence
John John Florence
John John Florence
John John Florence
Dane Reynolds
Adrian Buchan

09/11/2012

"Realizar o impossível, a crítica"

"Foi com sala cheia e repleta de caras conhecidas do surf nacional que, na passada quarta-feira, dia 7, anteestreou, Realizar o Impossível (Chasing Mavericks), o filme que conta a história verídica do jovem prodígio Jay Moriarty (Jonny Weston) e da sua relação com Mavericks, a temível onda grande do norte da Califórnia que faz a delícia dos surfistas de ondas grandes do planeta.

 Orientado por Frosty Hesson (Gerard Butler), o seu mentor e figura paternal, Jay descobre o significado do acto de surfar ondas grandes e a dedicação que as surfar requer, aprendendo preciosas lições de vida ao longo desse processo. Moriarty mostra-se um jovem determinado e apaixonado, tal como era quando vivo, capaz de escapar às várias tentações que Santa Cruz (e a vida), lhe apresenta, tudo tendo em vista um único objectivo: surfar Mavericks. Resumindo, é a típica história que Hollywood adora e cuja fórmula não se coíbe de repetir inúmeras vezes. De facto, Realizar o Impossível assenta em premissas tão habituais como a do jovem rapaz, Jay, sem pai, que desesperadamente procura uma figura paternal, Frosty, e que, quando a encontra, com ela aprende várias lições de vida que, ultimamente, resultam no cumprir do seu objectivo que, na história deste filme, é apanhar e surfar as ondas de Mavericks. Pelo caminho, duro e revestido de obstáculos (chegar a Monterey, uma remada de várias milhas), Jay passa pelos também habituais amores (Kim, Leven Rambin) e rivalidades de liceu, figura maternal (Kristy Moriarty, Elisabeth Shue) desleixada, sem esquecer a típica voz da consciência, encorpada na mulher do seu mentor Frosty, Brenda Hesson, protagonizada por Abigail Spencer, irmã do surfista profissional Sterling Spencer. 

Em primeiro lugar, é preciso realçar que por algum motivo Holywood usa sempre o mesmo fio condutor nas suas histórias: elas resultam! Os filmes conseguem relativo sucesso e, pelo caminho..."

Se gostas, continua a ler aqui. Obrigado!

"E as minhas bolas estavam no meu estômago..."

That Wave - Andy Irons from Billabong on Vimeo.

29/10/2012

Futuro do Rip Curl Pro Portugal não está em causa com mudanças na ASP

 O futuro imediato do Rip Curl Pro Portugal, único evento português no World Tour, não está em causa. Quem o garantiu à SURFPortugal foi Francisco Spínola, director de marketing da Rip Curl Portugal.

 No início do mês de Outubro, depois do anúncio de que a Association Of Surfing Professionals (ASP) iria ser privatizada pela empresa ZoSea (sabe mais sobre o assunto, aqui) começaram a circular rumores de que vários eventos que atualmente fazem parte do calendário do World Tour estariam em risco, embora perante a fraca informação disponibilizada, tanto da parte da ASP como da ainda misteriosa ZoSea, não se soubessem bem os motivos do possível cancelamento dessas provas, ou sequer se os mesmos estão de facto a ser equacionados.

 Foi a revista australiana, Australia's Surfing Life, quem primeiro trouxe luz sobre o assunto, ao citar uma fonte não identificada junto da ASP que terá afirmado ter sido dada aos actuais patrocinadores a possibilidade de manterem ou deixarem cair as licenças dos seus eventos. "Apenas se a deixarem cair é que esse evento será oferecido a outro patrocinador". A mesma fonte terá apontado ainda como pouco provável uma mudança significativa no calendário para 2013, apesar de haver "um par de novos eventos em negociação e um par de eventos que podem cair".

 Continua a ler, aqui. Obrigado!

27/10/2012

A parte da Silvana é rídicula

Como é que a Silvana Lima ainda não é campeã do Mundo é uma coisa que não entendo. Ela é uma espécie de Taj Burrow do World Women's Tour, ultra talentosa mas sempre chocando com outros surfistas, não mantendo a consistência e perdendo em momentos impensáveis... O vídeo vale todo a pena mas se quiseres ver apenas a surfista brasileira a destruir as ondas de Trestles, salta para o minuto 7:08.

By The Way from Hayley Gordon on Vimeo.

23/10/2012

Todos atrás do osso (e a história de outros ossos)

"THE PAPER IT’S WRITTEN ON – A JOHN FLORENCE BIDDING WAR 
4 days ago 

It’s 2012 and John John Florence is surfing’s biggest hype machine. He just swallowed 50k in the Kustom Airstrike and earlier this year he won the Volcom Pipe Pro, the Telstra Drug Aware Pro in Margaret River and the Billabong Pro in Brazil. After his Rio win, Joel Parkinson said, “I love watching John John’s surfing most right now. I’m into it. There’s something so fresh and different. He’s got such a skating style. It’s good to watch.” Even more recently, after surfing a quarter against John in portugal, Joel said: “He’s got all the elements of one of the most amazing surfers I’ve ever seen.” When a hall-of-fame swell hit Tavarua during the Volcom Fiji Pro, John was the only man in the lineup without a life vest. And post-Fiji, Mick Fanning told Stab: “John’s so relaxed. He finds the craziest waves and he just doesn’t seem to freak out. He’s really calm. It’s crazy to watch.” 

There’s no frills. He’s just John and he just kills. So, does it surprise you to learn that there’s currently a bidding war going on between surfing’s biggest players, all trying to secure logo rights for the beak of John’s boards? And, it’s not just any bidding war, but the biggest bidding war in the history of surfing. 

Right now, surfing’s three most powerful men are Kelly Slater, Dane Reynolds and John. From a company’s perspective, no point signing Kelly ’cause even if you had more money than sense, Kelly’s image is eternally weaved with Quiksilver. And, Dane’s locked up with Quik until 2017. But John John has that X factor the world is hot for. Can you believe he’s already spent 15 years on the books of O’Neill (since he was six)? John’s contract ends in September 2013. And, with the recent heat he’s been generating, John knows he’s currently well below his market value. So, expect to see things change much sooner. 

“When you get an athlete, one of those real major sort of guys, they’re trend-setters,” says Pat O’Connell, Hurley marketing cat, sometimes contest director and a man who emits nothing but good vibes. “They influence things, and they influence with their opinions on the world and what’s happening. What you’re getting is a human that you respect. They’re a rallying point. You feel like you’ve got someone who puts the product in the ground, and everyone gets on it.” 

Earlier this year, Billabong went head-to-head with Nike to try and scoop up Kolohe Andino. With an ageing surf team, Billabong needed an injection of new blood. Since signing Joel Parkinson, Taj Burrow and Andy Irons, Kolohe would’ve been Billabong’s biggest spend. But, Nike managed to hold onto Brother. Now, and whether it’s coincidental or not, since Taj’s contract ends at the end of this year and Joel’s finishes next year, Billabong have made moves for John. 

They ain’t the only ones. 

An industry insider confirmed that Hurley also want the Hawaiian and are proposing a deal that’d see John in Hurley apparel and suits and Nike footwear (Nike own Hurley). While Hurley’s lineup includes premium guys Brett Simpson, Miguel Pupo and Yadin Nicol, they’re currently without a multi-million-dollar-plus marquee surfer. Also in the ring is Vans, head-to-toe. John has ridden for Vans since 2001 and embodies everything the brand stands for. Both his brothers, Nathan and Ivan, also ride for Vans complete. A company that took minimal hits from the GFC (those Authentics, on every kid’s feet, were an antibiotic!), is something to take seriously. 

And, O’Neill are also still trying to hold onto John, but they have the unenviable position of trying to hold onto both John and Jordy. Surfers like this don’t come cheap. 

“I don’t know that there is an average salary for those big guys,” says Pat. “You know that they’re worth what they’re getting paid, because if they didn’t get paid their rate by one company, then another brand would pay them. I think if you get paid that and people are willing to pay you that, then that’s what you’re worth.” 

A little sizzle in a jersey. This was only a coupla days ago in Portugal, at the Rip Curl Pro. Oh, and he won this heat. Photo by Ryan Miller. Plenty of surfers on the edge of explosion have made pre-emptive strikes. A few months before his first event as a world tour surfer, Jordy Smith left Billabong and was scooped up by O’Neill. When Julian Wilson qualified for the tour, he left Quiksilver and signed with Nike. The point is, once y’make the world tour, your value as a surfer goes north. Good business doesn’t always accommodate loyalty and surfers have to make the most of their heat while they can, just in case it’s a little more short-lived than they hoped. 

This movement comes two-and-a-half months after John left management at WMG (Wasserman Media Group) under Blair Marlin, who also manages Dane Reynolds and the Irons family. John’s now in the Sunka Entertainment fam, managed personally by Terry Hardy. That name should ring a bell. Terry’s the man who both manages Kelly and runs ZoSea (who just settled a very big deal to take over ASP media rights). A powerful man to have in your corner, f’sure. Both Blair and Terry (very politely) chose not to comment. 

Our industry insiders estimate that John is worth between $3m and $4m a year, including wetsuits, apparel, eyewear, shoes, energy drink and watches. But with three major companies gunning for main sponsorship, you can assume it’s closer to four mil. A shade better than when he first signed an O’Neill contract for travel and contest entry fees, huh. – Elliot Struck 

Pela Stab, a revista que põe o dedo na ferida e depois torce. Dêem-lhes o vosso pageview que eles merecem: http://stabmag.com/the-paper-its-written-on-a-john-florence-bidding-war/

22/10/2012

Julian vs Medina

Antes de mais, deixem-me fazer, novamente, uma ressalva. Eu não tenho NADA contra os surfistas brasileiros ou contra o povo brasileiro. Tal como em todas as outras nacionalidades, há surfistas bons e maus, há pessoas boas e más. Portanto, antes que comecem a encher a minha caixa de e-mail com ameaças e insultos (como já o fizeram anteriormente...), entendam isto, okay? Valeu.

1) Há aqui muita hipocrisia.

É um facto que quando algo nos atinge dói sempre mais mas era de esperar também que fosse mantida alguma coerência. Quando foi óbvio, óbvio, que o Owen Wright ganhou ao Adriano de Souza no Brasil em 2011 (aquele floater era de facto um oito alto mas o vencedor da bateria era o australiano), os fãs brasileiros dançaram, celebraram. "Bem feito gringos!" disseram. E era uma vitória injusta. E celebraram na mesma. E ofenderam os australianos, com razão, que diziam que o surfista local tinha sido beneficiado. Os australianos falaram em "favorecimento" local e tinham razão. 

Mas agora, quando é um surfista brasileiro o prejudicado, sentem-se injustiçados. Ameaçam de porrada. Dizem que a ASP só protege os surfistas australianos. Ofendem tudo e todos, num vómito verbal inacreditável. Memória curta, não?

Os juízes erraram em 2011 e voltaram a errar em 2012. Protecção aos australianos? Não me lixem.

2)
- Gabriel Medina é brasileiro, da Rip Curl, e estava numa prova em Portugal patrocinada pela Rip Curl.
- Julian Wilson é australiano, da Nike, e estava numa prova em Portugal patrocinada pela Rip Curl.

Se houvesse favorecimento local, a vitória era do Gabriel.

Eu estava na praia, ao contrário de muitos que agora falam como se tivessem visto tudo ao vivo, algo importante para dar opinião (e contra mim falo). Eu vi o público português todo a torcer pelo Gabriel, tal como o vi torcer pelo Adriano em 2011.

3)
Deixem-me dizer-vos o que aconteceu:
O Gabriel estava na frente (como devia estar) e cometeu um erro. Estava a marcar tanto o Julian (como deve ser feito, aliás) que acabou por perder a prioridade nos últimos segundos. Julian só precisava de uma onda e surfou-a. Sabem como é que muitos casos de tribunal são arquivados? Criando a "dúvida provável". O simples facto de haver uma possibilidade de não ser como o advogado da acusação (ou procurador do Ministério Público) diz que foi, é o suficiente para arrumar com um caso. Foi isso que aconteceu na final do Rip Curl Pro Portugal. O Julian criou a "dúvida provável" e os juízes deram-lhe a vitória.

A destacar:
1 -  O Gabriel Medina fez um erro. Perdeu a prioridade num momento impensável. É um erro que ele nunca antes tinha feito e cometeu-o no pior momento possível. Mas o erro, esse, está lá, isso é inquestionável.
2 - Eu acho a última onda do Julian overscored. Para mim, não seria um 8.43. MAS seria sempre o 7.55 de que ele precisava. O problema, para mim, está no que o Julian precisava: ele devia precisar de mais, um pouco mais. Devia estar a precisar de um 8 ou coisa parecida e assim, não o teria tido com aquela última onda.

Este ano, como já podem ter observado, sobretudo depois do Nike Lowers Pro, os juízes já não estão a valorizar tanto os aéreos do Gabriel...e justificadamente! Faz sempre os mesmos, da mesma forma. Está a acontecer-lhe o mesmo que aconteceu com o Jadson André em 2011. Depois de vencer em Santa Catarina com aqueles aéreos, no ano seguinte, os aéreos que lhe dariam um nove, passaram a dar-lhe um seis. Os juízes percebem que aquilo não é uma manobra de risco e, honestamente, tal como eu estou, também eles devem estar fartos de os ver. E porra, o Gabriel é um surfista incrível, com um talento e habilidades técnicas espectaculares. Porque razão faz sempre a mesma coisa?

4)
Fazem-me muita confusão os comentários que a torcida brasileira está a deixar na Internet. Não os acho correctos, educados ou justos. Honestamente, acho que a torcida brasileira, ao fazer estes comentários, está a criar ainda mais animosidades no mundo do surf. Se querem ser respeitados, assumam as derrotas e as vitórias de igual forma. Sintam as coisas mas não faltem aos respeito a ninguém. Honestamente, o Julian só estava a fazer o trabalho dele. Ele surfou uma onda, fez um claim. Estava do lado dos juízes dar-lhe a nota ou não e eles deram-lhe a nota. Porquê ofender o surfista australiano? E porquê ofender os juízes quando eles, que desta vez erraram, também já beneficiaram os surfistas brasileiros (sendo que nem isto é o mais importante nesta questão)? E para mais, é importante recordar que, na nota do Julian, o juíz brasileiro foi quem deu a nota maior, 8.5. Foi apenas um erro, nada mais. Um erro que custa, é certo. Mas é um erro. E errar é humano.
Isto que vou pôr agora em baixo porque está PÚBLICO (por oposição a privado) no Facebook, na página de atleta do Julian Wilson, só prejudica a imagem do surf brasileiro.





Se eu, enquanto português, visse coisas destas feitas por meus compatriotas, sentir-me-ia embaraçado, envergonhado, humilhado.
Esta não é a forma correcta de ganhar respeito. O respeito ganha-se como o Miguel Pupo e o Adriano de Souza têm feito, com humildade e trabalho.

5)
O Gabriel é um adolescente e a derrota doeu-lhe muito. Claro que ele chorou. Os homens choram e é óptimo ver que ele se importa por perder e que fica arrasado com isso. Esta derrota vai ser combustível para a sua carreira e ele sem dúvida nenhuma que terá uma longa e próspera carreira. Ainda assim, mesmo aborrecido e triste, nada justifica sair do palco na entrega de prémios, não cumprimentar Julian Wilson e mandar uma boca aos juízes na cerimónia. Gabriel, aprende com o Adriano. Se ele mandou a porta abaixo para surfistas como tu poderem estar onde estão, de alguma forma foi, não? Pensa nisso.

6)
Os juízes cometeram um erro e é só isso. Umas vezes vai no nosso sentido, outras não. Lidem com isso.

Quem quiser, força, comente este post, discutam o assunto e o que eu digo. Mas peço-vos que sejam educados e critiquem constructivamente. Obrigado.

P.S. Se me lembrar de mais alguma coisa, vou acrescentando.

18/10/2012

É bom ser dropinado pelo Mick Fanning

"É bom ser dropinado pelo Mick Fanning. 
Por Diogo Alpendre 

 Era cedo, perto das oito horas, e as ondas estavam com três ou quatro pés, maré a encher e grande parte do World Tour estava dentro de água a treinar para o campeonato: Joel Parkinson, Mick Fanning, Tiago Pires, Kieren Perrow, Dusty Payne, Owen Wright e mais uma boa parte deles. A dada altura, numa onda qualquer, fui dropinado pelo Mick Fanning. "Fui dropinado" consiste, neste caso, no Mick Fanning apanhar a onda em que eu ia e à frente de uma secção que eu mal ia passar. Ele deve ter percebido isso quando me viu a "surfar" e lá foi ele. Em directo e ao vivo, a três dimensões, vi o Mick Fanning surfar uma onda à minha frente...mas na mesma onda. A velocidade, o aproveitamento da parede, as manobras, os movimentos, isso tudo mas, sobretudo, a velocidade. Nunca tinha visto uma coisa assim, ou melhor, já tinha visto, só nunca tinha vivido."

Continuem a ler aqui. Obrigado a todos.

17/10/2012

Surfistas preferidos da semana

Aí estão eles:

- John John Florence;
- Adrian Buchan;
- Dane Reynolds;
- Shaun Cansdell;
- Conner Coffin.

03/10/2012

Ondas


Primeiro esboço, não editado, da secção "Blog do mês" da página do "Online" na edição de Outubro da SURFPortugal.

"Este mês mudámos a tendência habitual deste espaço e escolhemos honrar um dos principais blogs que existiu na curta mas digna blogosfera de surf portuguesa. O "Ondas", que recente mas discretamente desapareceu devido às vidas atarefadas dos seus proprietários e outras questões tecnológicas, animou durante vários anos a existência virtual do surf nacional e foi, igualmente, o seu principal fórum de discussão, chamando para a conversa assuntos tão variados como a ASP, a disputa bodyboard vs surf ou a simples acção de deslizar numa onda, intervalados por vídeos e fotografias a gosto dos autores. Tendo em conta que contou com mais de mil posts e centenas de comentários, quem sabe que influência terá tido o blog do Manuel Castro, Vasco Mendonça, Miguel Bordalo, Ricardo Bravo, Pedro Adão e Silva e Pedro Arruda? Mesmo que ponhas reticências à influência dos blogs na sociedade civil, a verdade é que muitas das personagens do surf nacional passaram por lá para opinar e fazer-se ouvir, criando discussões que, se calhar, a quem estava só de passagem, muito ajudaram a entender a realidade da nossa forma de estar na vida. Já os outros, vindos mais de fora do meio, não quiseram deixar de dar a sua opinião e contribuir para a discussão, chamando a si uma função política com características da Grécia Antiga. Por estes motivos todos, o blog do mês (e de sempre?) é o Ondas. - DA"

Ondas, vou sentir a tua falta. Obrigado por toda a inspiração e por teres sido, durante anos, a minha principal fonte inspiradora. Se não houvesse Ondas, não estaria aqui e por isso é um bocado doloroso ficar sem ti. A frequência de posts já não era muita mas o arquivo estava lá. Ondas, vou sentir a tua falta.

Obrigado por tudo, Ondas.

22/09/2012

Kelly Slater consegue a 50ª vitória no World Tour

"Kelly Slater, actual campeão do Mundo, revalidou o seu título de campeão do Hurley Pro Trestles naquela que foi a sua 50ª no World Tour. No derradeiro heat da prova, Kelly derrotou o australiano Joel Parkinson, naquela que foi a segunda final seguida entre ambos. O americano volta à corrida pelo título mundial mas ainda é o australiano Mick Fanning, campeão do Mundo em 2007 e 2009, quem lidera o ranking.

 O dia começou com o round 5 e, praticamente, sem surpresas. Julian Wilson, que nunca pareceu estar em sintonia com o mar de Trestles, foi eliminado por Mick Fanning que nunca pareceu temer o seu adversário e amigo. Os scores estão próximos mas Mick esteve mais consistente. Depois, novamente com scores próximos, Kelly Slater despachou o seu aprendiz e colega de equipa Jeremy Flores numa onda surfada nos últimos segundos, ao melhor jeito de buzzer beater. Jeremy estava a ser um dos melhores surfistas em prova e Kelly apenas surfou para a vitória. Na terceira bateria, Jordy despachou um tímido Josh Kerr que nunca viu as suas desejadas rampas de lançamento. A fechar a ronda, um confronto épico entre os dois maiores nomes do surf brasileiro, Adriano de Souza e Gabriel Medina. Muito se tem falado da evolução do surf brasileiro e da sua rivalidade com os "gringos". Contudo, as rivalidades também existem no seio do surf de Vera-Cruz e, apesar de mútuo respeito, Adriano e Gabriel mostraram-no. Com as esquerdas desaparecidas e longas direitas a serem o prato do dia, Adriano de Souza deu uma pesada combinação ao jovem Medina que nunca teve oportunidade para responder."

 Continua a ler aqui.

20/09/2012

Quem manda em Trestles são os top seeds

  "Honestamente, não se podia pedir muito mais. As previsões de ondas são boas, a qualidade de transmissão é excelente e os últimos doze surfistas em prova são quem ocupa os lugares cimeiros do ranking do World Tour (exceptuando o eliminado Owen Wright). Vai ser um final de prova com contornos épicos. 

 Compreendamos a situação. Estamos na exacta metade do ano de 2012 no Tour, sendo que o que vem a seguir é uma sucessão de eventos a um ritmo infernal. Um bom resultado em Trestles pode consumar um surfista como campeão, tirar outro da corrida ou juntar alguém à festa. Mick Fanning, nos seus anos de campeão mundial, foi sempre campeão à conta da segunda metade do ano. É em Trestles, a onda mais performance do Mundo, que se constrói o tão desejado momentum que pode consagrar a carreira de um determinado surfista. De forma incansável e repetida temos ouvido os comentadores do webcast afirmar quão importante este evento é. Até Renato Hickel, Tour Manager do World Tour, já o veio dizer! Como tal, não é despantar que os últimos doze surfistas em prova correspondam ao top 15 do Tour.

 A filtragem foi feita no round 3 onde, naturalmente, o topo do cadeia alimentar se encontrou com a base desta. Com heats mais (Gabriel Medina vs Michel Bourez, Adriano de Souza vs Travis Logie) ou menos (Adrian Buchan vs Heitor Alves) disputados, os top seeds desembaraçaram-se dos seus adversários e prepararam-se para se encontrar no round 4, ronda sem eliminação mas com o muito cobiçado prémio de presença garantida nos quartos-de-final."

 Continua a ler aqui.

 Concordam? O que acrescentariam?

 Obrigado.

15/09/2012

Jordy x Trestles



Tenham medo, tenham muito medo.

O Brek foi "esfaqueado"


  O João "Brek" Bracourt, amigo deste blog, tem de certeza uma relação especial com o arquipélago do Açores. Com várias fotografias diferentes de surf nos Açores, o Brek, primeiro, conquista uma série de páginas duplas numa edição da SURFPortugal, essa pequena revista. Em seguida, conquista o cabeçalho deste blog, sem dúvida uma conquista assinalável. Por último e mais recentemente, conquista uma fotografia do dia da Stab Mag. Eu se fosse ao Brek mudava-me para os Açores e tornava-me o fotógrafo oficial do surf no arquipélago, até porque há lá altas ondas. Parabéns, Brek!

Vejam o trabalho (e blog) notável deste caro companheiro, neste endereço: http://joaobracourt.com

05/09/2012

JJF

JJF tanto pode significar "John John Florence" como "John John, foda-se". É como preferirem, mesmo.
E este aéreo? Yup, eu também ia com a segunda versão do título.

3. JOHN FLORENCE from Kustom Footwear on Vimeo.

28/08/2012

That Irons wave

Billabong Pro Tehaupoo: Mick Fanning vence

"O australiano Mick Fanning, bicampeão do Mundo, está mais próximo do seu terceiro título mundial ao ter vencido o Billabong Pro Tahiti num volte face incrível em cima do seu amigo de infância, Joel Parkinson. Ignorando os números e estatísticas - que dão vantagem a Parko quando ambos se encontram - Mick saiu de uma combinação profunda para conseguir a sua primeira vitória em Teahupoo. Mas há mais para analisar neste Billabong Pro....

Começemos por falar de Kelly Slater. Não, a SURFPortugal não tem uma secreta obsessão pelo careca americano mas é importante realçar que, mesmo não estando na final do Billabong Pro, ele esteve lá. No webcast do penúltimo dia de prova, Slater lançava para o Mundo, entre risada honesta e nervosa, a informação de que vários surfistas do Tour estavam a usar quads nesta prova e que ele, que durante muito tempo era o único a fazê-lo, sentia que estava a perder a sua vantagem. Na final, tanto Parko como Mick, estavam de quads. Foi a primeira vitória de Mick em Teahupoo. Será que se tivesse agarrado numa quad mais cedo...? Também Miguel Pupo, C.J. Hobggod e Medina usaram quads ao longo da prova.

 Mas não foi apenas através das pranchas que o Diabo do surf esteve na final. Joel Parkinson e Mick Fanning (tal como Jeremy Flores e, até certa extensão, John John Florence), na sua rota até à final, fizeram uma coisa que Slater tem vindo a fazer há muito, muito tempo. Mesmo com a atenção centrada no pico principal, nunca descurar as ondas que vêm de oeste e nestas, estar bem lá trás. Nas primeiras maximizar o score largando a prancha e fazendo um a dois pumps sem mãos na prancha, aumentando a dificuldade e enchendo o olho dos juízes. Desafiamos-te a dares uma olhada ao Heat Analyzer e veres se não temos razão."

 Continuem a ler aqui e digam-me, por favor, o que acham. Obrigado.

29/07/2012

Alana 2ª

Só para avisar todos aqueles que acham que Alana Blanchard é só o seu traseiro que esta havaiana acaba de ficar em 2º lugar num seis estrelas no Perú, sendo que este resultado é apenas mais um dos excelentes resultados que teve na sua carreira.

Costumo ser gozado quando digo que a Alana é das minhas surfistas preferidas. Dizem que é só pelo traseiro (também é, confesso) mas eu respondo sempre da mesma forma: sabes que a Stephanie Gilmore disse, uma vez, que a Alana tem um óptimo carve de frontside, dos melhores do Mundo? Não me dão crédito e nem mesmo quando eu digo que ela foi das primeiras mulheres a dar aéreos me levam a sério! E que ela adora ondas grandes! Espero que este 2º lugar mude um pouco isto, até porque foi a fazer surf de backside (portanto sem o rabo espetado), não com o carve de frontside ou aéreos, que lá chegou. Sim, eu sei que Blanchard nunca fez nada de especial no WWT mas...já viram o nível actual do surf feminino? Para ter sucesso não é preciso ser muito boa, é preciso ser óptima surfista. Olhem como ex-campeãs mundiais, hoje em dia, passam as passas do Algarve no Tour. E o Tour tem só 18 miúdas!

Enfim. Mulher belíssima mas excelente surfista também. Como se quer.


08/07/2012

Tarde mas ainda vai a tempo...



A última onda, em Apocalypse, é ridícula. Um grande bem haja para o Laurie Towner (que curiosamente criou a sua carreira graças a dois tubos, um em Pipe, outro em Shipstern Bluff).

02/07/2012

Do car*lho! Parabéns Surfline.

Perdoem o meu francês mas a verdade é que o Surfline fez uma coisa do caralho. Juntou numa mesa redonda (ou seja, em discussão à volta de uma mesa) nove dos melhores surfistas de ondas grandes do Mundo - a saber:

- Shane Dorian
- Laird Hamilton
- Dave Wassel
- Ian Walsh
- Greg Long
- Kohl Christensen
- Mark Healy
- Ken "Skindog" Collins
- Danilo Couto -

... e fez-lhes nove perguntas sobre o futuro do surf de ondas grandes, desde as questões de segurança aos limites do que é surfável, passando por muitas outras. Mas repare-se na ousadia do Surfline! Trouxe o Laird para o barulho, um dos tipos mais odiados e acusado de ser um boneco, apesar de ser um dos mais verdadeiros "waterman" do planeta e um tipo que surfou o impensável uma série de vezes. O Laird é sempre um alvo de alguns dos surfistas que estão na mesa...e vice-versa. Em entrevistas, vídeos, isso tudo. Ainda há bem pouco tempo houve uma polémica! Acusam-no de não querer saber e de estar deslocado da realidade. Pois bem, o Laird agora está no barulho e pelo trailer, os confrontos estão lá.
É que ao trazer o Laird para a conversa o Surfline não só deu legitimidade à discussão como pôs frente a frente facções diferentes do surf de ondas grandes. É incrível!

A programação é esta:

PART ONE: "Performance + Equipment" Monday, July 9th 
PART TWO: "Preparation + Safety" Monday, July 16th 
PART THREE: "Competition + the Future" Monday, July 23rd


E aqui têm o link para o trailer.

Mal posso esperar! Do caralho!

19/06/2012

A lição do McCoy

   O SAL deixou-me a pensar no acto de surfar. Não só por causa dos filmes a que pude assistir mas também graças a algumas pessoas que pude conhecer e que não sei se conheceria de outra forma, como o realizador havaiano Jack McCoy. O Jack, das várias vezes que o pude ouvir, fosse no palco do SAL ou noutras ocasiões, realçava sempre a importância de nos divertimos no Mar, "to have fun in the ocean", seja de que forma for, com uma shortboard, longboard, bodyboard ou em bodysurf. Isto deixou-me a pensar nas vezes em que mais me diverti dentro de água. Sendo que é uma missão utópica lembrar-me de todas elas, não pude deixar de me recordar de uma em particular, provavelmente influenciado pelos filmes que passaram no SAL e que têm como assunto (central ou não) o bodysurf.
   Em Setembro do ano passado tive a oportunidade de viajar para a Ilha de São Miguel nos Açores para fazer o webcast em português do evento Billabong Azores Islands Pro e como é natural, levei prancha. Por diversas circunstâncias logísticas não a pude meter dentro de água. Ainda nesta viagem aos Açores pude passar algum tempo com o David Prescott, o conhecido comentador de eventos de surf carcavelense. O David pode ter vindo ao Mundo numa embalagem pequena mas a verdade é que a quantidade de histórias que já viveu extrapola substancialmente a sua figura física, isto para além do coração enorme que tem. Ao contrário de mim, o David não tinha levado prancha para os Açores, apenas uma handplane que muita alegremente exibia orgulhoso a cada oportunidade oferecida. Num dos vários dias do período de espera, apesar do offshore e swell presente, a maré cheia tinha impossibilitado o surf na praia de Santa Bárbara, palco da prova, e sabendo que só quando a maré estivesse já bem recuada é que a prova seria retomada, o David decidiu ir surfar. A caminho descobriu um Diogo num estado avançado de aborrecimento, farto do seu computador e com o trabalho em dia. O David perguntou-me se queria ir surfar, ao que eu respondi que não havia ondas, não tinha prancha e estava a chover. Sem perder o ânimo, o David mostrou a handplane e barbatanas, apontou para a maré em movimento e disse que em poucos minutos haveria mar a mexer que não seria o suficiente para a prova entrar na água mas que o seria para um bodysurf. Eu confesso que o bodysurf sempre me causou algum receio. Sinto-me um bocado desprotegido e aquela cena de ser esmagado por ondas à beira-mar, bom, nunca foi a minha especialidade e era a isto que eu o reduzia. Apesar disso, os meus olhos lá ganharam uma corzinha, vesti o "spring suit" novinho da Rip Curl e fui para dentro de água. Lembro-me que quando estávamos a passar pela estrutura do evento, várias pessoas olhavam para nós com um ar curioso.
  As ondas à nossa disposição eram o suficiente para o bodysurf e estavam longe do esmagamento à beira-mar a que estava habituado. Com a sua handplane, barbatanas e mais experiência que eu, o Prescott lá apanhou várias ondas onde deslizou longamente. Já eu, pela primeira vez a surfar no mar açoreano, ia tentando descobrir como é que a coisa se processava. A primeira coisa que percebi foi que a handplane não é obrigatória mas que as barbatanas o são. A segunda foi que me estava a divertir para caraças, a rir e a partilhar ondas de uma forma nova mas também ela recompensante. Estava a divertir-me bastante.
   Achei engraçado ter sido reencaminhado pela minha consciência a esta memória quando pensei nas minhas surfadas mais divertidas e tive que dar razão ao McCoy. Seja de que forma for, o importante é divertir-mo-nos e apesar de o "shortboard" continuar a ser a minha principal fonte de felicidade na água, não mais rejeitarei as outras. Quero ser um surfista como o Jack McCoy os define, "alguém que se diverte no mar seja com que objecto (ou sem ele) for".

15/06/2012

Com SAL nos olhos


Saibam mais aqui.

Volcom Fiji Pro - dia 5 e último

"Kelly Slater venceu o Volcom Fiji Pro, a quarta etapa do World Tour que decorreu até Domingo nas ondas de Cloudbreak e Restaurantes no paraíso exótico das Ilhas Fiji. Depois de vários dias de drops críticos, tubos intensos e manobras poderosas, foi o actual campeão do Mundo que venceu este evento, derrotando na final o prodígio brasileiro Gabriel Medina, vinte e dois anos mais novo que ele. No evento que marca o regresso do Tour às Fiji e a entrada da Volcom no principal circuito da ASP, o "Rei" regressou às vitórias no Tour, a sua 49ª.

Desde o início da prova que tudo apontava para a vitória do "careca do espaço", como o surfista e comentador brasileiro Marcos Sifu lhe chavama na transmissão brasileira. Do round 3 para frente, Slater não fez um único heat com um total de duas ondas inferior a 18 pontos. Pelo caminho, fez duas notas 10. Não eram só os tubos impossivelmente surfados, eram também as manobras power que fazia de forma bem apertada no "pocket" das ondas, a alta velocidade, muitos furos acima do qualquer um dos outros surfistas em prova. Slater não estava apenas a derrotar os seus adversários, estava a arrasá-los, a deixá-los sem hipóteses de resposta, um "knockout" doloroso e agoniante do qual ninguém escapou." 

Continua a ler aqui.

Volcom Fiji Pro - dia 4

"Num dia curto e com um swell em queda em Cloudbreak, foi o coolie kid Mick Fanning, mais conhecido pelo seu surf de frontside, que se destacou, sobretudo ao eliminar o havaiano John John Florence no round 5 do Volcom Fiji Pro."

 Com uma ondulação a desvancer-se e outra a chegar no dia seguinte (hoje), só ao fim de várias chamadas longas é que foi decidido que se lançaria a quinta ronda para a água. Com poucas ondas boas e num lineup difícil de ler, a experiência e a sorte entraram em jogo, bem como as manobras fortes após os tubos que surgiam."

Continua a ler aqui.

Volcom Fiji Pro - dia 3

"Depois de um dia espectacular em Cloudbreak com condições épicas, a competição da ASP que decorreu em Restaurants quase pecou por falta de entusiasmo, não fossem as prestações de Kelly Slater, John John e Owen Wright alegrar o dia. Em Restaurants, o Volcom Fiji Pro chegou ao round 5.

 Com Cloudbreak a ressacar do dia de ontem (ver link) e com um vento a arrasar as ondas, não demorou que a competição fosse lançada para a água. Ainda com a imagem das ondas incríveis do dia anterior, as ondas de Restaurants, 4 a 6 pés a rolar de forma perfeita na bancada, quase pareciam aborrecidas...mas o dia não tardou a espevitar com a prestação de John John Florence, logo no segundo heat da terceira ronda. O sentido do tubo deste jovem havaiano é assomborso - sim, nós sabemos que este discurso soa a repetitivo - e é notável como ele olha para as ondas, sejam elas de areia ou de coral. Com a maior naturalidade, encaixou um floater de backside, aterrando de costas e recuperando sem esforço, à John John. O "herdeiro de Andy Irons" como se ia dizendo no webcast..

 Depois do havaiano e mesmo com prestações agradáveis de Gabriel Medina e Joel Parkinson, só se voltou a ver tubos surfados - não feitos - com Kelly Slater. Se John John encara os tubos com naturalidade, não mostrando esforço ou trabalho, Kelly revela o que anos e anos a surfar tubos de backside fazem à técnica de os fazer. Secções impossíveis quebravam na sua frente e Slater limitava-se a ajeitar a trajectória, naturalmente... Dois heats depois, Owen Wright, foi o primeiro a abrir os tubos de luxo de frontside, fazendo o impossível. A seguir a Owen, C.J. e Jordy travaram uma batalha que fica para a história. C.J saiu por cima, é o que dá vários anos a surfar lá, enquanto Jordy mostrou que a sua técnica em tubos para a esquerda tem vindo a melhorar. Destaque imenso para a nota 10 de C.J., uma das maiores ondas do dia, um tubo longo e surfado no limite, com um floater assassino de joelhos para terminar..."

Continua a ler aqui.

06/06/2012

A frustração de Kolohe Andino

"13º, 25º, 13º, 25º. Em palavras, penúltimo, último, penúltimo e último. São estes os resultados no World Tour, até ao momento, do prodígio americano Kolohe Andino, 18 anos. É fácil verificar que não tem sido fácil a vida d "Brother" no seu primeiro ano no Tour. No Volcom Fiji Pro, evento do World Tour que ainda está a decorrer, foi o português Tiago Pires que o mandou mais cedo para a Califórnia, acrescentando o último 25º na sua linha de resultados.

 No final do heat entre ambos no round 2, viu-se o californiano a ter uma explosão de raiva e frustração, consigo mesmo, que se revelou em vários murros na água e na prancha, partindo mesmo esta com um pontapé. Terá sido o culminar de um burbilhar de sentimentos negativos que navegam no seu estômago adolescente, potenciados pelos sucessos dos seus colegas e amigos, também adolescentes, John John Florence e Gabriel Medina. Enquanto estes vão espantando o Mundo e aterrorizando os seus colegas de Tour, Andino não tem sido mais do que uma nota ao longo do ano e ele sabe disso."

 Continua a ler, aqui.

04/06/2012

Volcom Fiji Pro - dia 2

"Com a força do swell do primeiro dia a desvanecer-se, o mar do segundo dia do Volcom Fiji Pro, quarta etapa do World Tour, apresentou-se bem mais calmo e perfeito, embora com menos e menos tubos no decorrer do dia. Se no primeiro dia a sorte foi um factor, no segundo, venceu mesmo o melhor surf e os top seed foram quem o fez.

 O dia começou com dois Slaters dentro de água, o verdadeiro e o Fijiano. O campeão mundial respeitou o adversário mas não fez caso dele, mostrando a técnica de tubos de backside que, basicamente, inventou. Caso arrumado. A electricidade só voltou à água com Julian Wilson que novamente mostrou não ser apenas um homem de manobras, navegando em tubos simpáticos até para o surfista comum. Pat Gudauskas, o seu adversário, fazia de tudo para se elevar ao estatuto do "Nike Boy", incluindo uns drops e tentativas de manobras a roçar o suicida mas a única coisa que ganhou foi pedaços de coral na pele.. Gabriel Medina fez o impossível ao sair de um tubo que enganou até os operadores de câmara - tal como Owen em Portugal em 2009 - para a primeira nota 10 e o seu amigo Miguel Pupo, no heat seguinte, despachou Matt Wilkinson. Diz que Maresias é uma boa escola de tubos... Logo a seguir, Kieren Perrow e Adrian Buchan travaram uma batalha até aos últimos segundos com o actual Pipemaster - KP - a sair derrotado naquele que é, sem dúvida, um "upset".

 Chegava então o momento de Tiago Pires, mais do que respeitado surfista de tubos no WT, enfrentar a sensação americana Kolohe Andino. Depois de um heat repleto de boas ondas como o anterior, era isso que se esperava para o heat do português mas foi o oposto que sucedeu, levando quase a um segundo reínicio da bateria. A experiência do Saca levou a melhor e percebendo que o mar não dava mais tubos, arrancou par aondas que davam manobras e começou a colocar notas no painel, não dando hipóteses ao Kolohe que muito se esforçava e pouco fazia. No fim de contas, Pires avançava, Kolohe perdia novamente no round 2 e contabilizava uma prancha partida...por ele, após uma incrível sequência de murraças que fariam George Foreman tremer. Andino terminou o round de boxe com um pontapé para partir o nose e lágrimas no canal. A vida no Tour não é para todos, Brother.

 As previsões dizem que o mar vai acalmar nos próximos dias pelo que a competição só voltará no final da semana. Contudo, fica com atenção a quinta-feira pois o swell que se avizinha poderá trazer ondas gigiantes e os melhores do mundo nisto - incluindo Kelly Slater com as suas 8 pés - estão lá à espera." 

Leiam o resto, aqui.

03/06/2012

Volcom Fiji Pro - dia 1

"Tal como prometido e anunciado, o Volcom Fiji Pro não perdeu tempo em começar e arrancou em grande estilo em Cloudbreak com ondas pesadas, redondas e muita água a mexer. Tiago Pires fez uma das melhores notas do dia mas ficou a precisar de uma segunda nota para avançar para a terceira ronda.

É um reefbreak, sim, e uma das melhores ondas do Mundo, oferecendo aqueles que podem ser os melhores e mais compridos tubos da vida de qualquer surfista. Contudo, alguém se esqueceu de escrever na nota de apresentação que Cloudbreak é também uma onda dificílima de ler e que faz mexer muita água, criando correntes que parecem rios. Junte-se a maré cheia e tem-se uma verdadeira roleta russa. Some-se o onshore que surgiu ao final do dia e a sorte torna-se um aspecto em questão.

Muitos podem ter suspeitado dos juízes que logo na segunda onda da prova não tiveram medo de largar um nove para uma belíssima onda do sul-africano Jordy Smith, contudo, os critérios de julgamento estiveram bem claros e definidos, no que foi um bom exemplo de julgamento - excepção feita ao heat de Kelly Slater: Coleborn venceu o heat, isso é um facto, mas a segunda onda boa de Kai Otton merecia mais, nota essa que lhe daria o segundo lugar que foi de Slater... Ainda assim, a primeira onda do onze vezes campeão mundial - tubaço para bottom para trancada para lá de vertical - podia ter entrado no campo do excelente. Opiniões. Continuando na nota negativa dos top seeds, Taj Burrow andou perdido (havia sempre um surfista por heat que se perdia...), Kerr rasgou o tornozelo na sua segunda onda (mas diz que vai surfar!), Michel Bourez não teve armas para Alejo Muniz (o que é algo surpreendente), Ace Buchan foi o surfista perdido da sua bateria e Gabriel Medina nem se viu, tal como Kolohe. E aproveitando a boleia da geração sub-18, o que dizer de John John que passa de um metro beachbreak no Rio para três plus reefbreak em Cloudbreak com igual serenidade? Sem dúvida o mais completos dos miúdos, quer no tubo, quer a preencher a parede.

Saltando para as notas positivas, Joel Parkinson e Mick Fanning estiveram irrepreensíveis, fazendo tubos, descobrindo ondas, exibindo experiência...e se é de experiência que se fala, o apelido Hobgood não pode deixar de ser referido. Damien e Cj, "OS" surfistas de qualquer esquerda tubular, mostraram o porquê da sua alta cotação, mesmo não fazendo highscores. É a atitude! Cuidado com eles. Para terminar, Jeremy mostrou que apesar de ser um menino no rail, é homem no tubo e voltou a olhar o touro nos olhos, despencando para o melhor tubo do dia, 9.83. Fossem todos os eventos em ondas pesadas e Jeremy e Kieren Perrow eram top 10.

Quanto ao Tigre, perdão, Tiago, demorou a pôr as garras de fora mas quando pôs foi a valer, lançando-se para uma onda que levou os comentadores do webcast Alex Gray e Dave Wassel - peritos em ondas e tubos grandes, muito experientes em Fiji - ao rubro. Se senhores que estão habituados a navegar por dentro das maiores cavernas do Mundo se levantam da cadeira devido ao entusiasmo pelo tubo do Saca, afirmando mesmo que vêm até Portugal para lhe apertar a mão, bom, está tudo dito. A onda era quadrada e Tiago saiu em pé, triunfante - até ser devorado por um lip fijiano. Infelizmente, na onda anterior, também de enorme qualidade, Owen Wright, o seu principal adversário na bateria, reforçava a sua liderança e afastava o português do terceiro round. O surfista da Ericeira vai agora surfar contra o americano Kolohe Andino no heat 9. Dizem as más línguas que Dino, Mike e Kolohe estão já a reservar os bilhetes de regresso à Califórnia..."

Mais, aqui.

02/06/2012

Antevisão do Volcom Fiji Pro

"Está a chegar o evento que marca o regresso dos melhores do Mundo ao Dream Tour, o Volcom Fiji Pro. Aliás, está tão perto que é hoje o primeiro dia do período de espera desta prova que, ao que tudo indica, vai começar imediatamente e em excelentes condições de ondas. Em plena época de ondulações fortes no Pacífico, os palcos principais do Volcom Fiji Pro - as esquerdas de Cloudbreak e Restaurants - têm funcionado em plenos nas últimas semanas e são vários os surfistas do World Tour que há muito que estão a treinar naquele paraíso exótico. Esta etapa é unicamente masculina e não se realiza desde 2008, ainda enquando Globe Fiji Pro, evento que Kelly Slater - quem mais poderia ser? - ganhou (e onde Tiago Pires brilhou). Não vale nem sequer a pena referir quão contentes a ASP e surfistas estão por voltar às Fiji mas podemos dizer o que Joel Parkinson disse em entrevista no seu website: "É um evento que dá credibilidade ao Tour". Vamos então antever o que se vai passar até dia 15 de Junho....

Spot do evento? Cloudbreak. Restaurants é a onda de backup (e talvez o melhor backup do Mundo).

O que procuram os juízes? Tubos longos e profundos tanto quanto possível; carves críticos.

Horário? Mais onze horas que em Portugal Continental (21h portuguesas, 8h em Tavarua).

Quem vai estar em prova? Os 34 surfistas do World Tour mais dois wildcards (Mitch Coleborn e Isei Tokuvu).

Quem é o campeão em título? O evento não se realiza desde 2008...mas nesse ano, o vencedor foi nada mais nada menos que Kelly Slater. Rookies? Kolohe Andino, Yadin Nicol (Gabriel Medina, Miguel Pupo, John John Florence)."

Continuem a ler aqui.

Concordam comigo? Vá lá pessoal, vamos lá opinar!

27/05/2012

A história do Brek

Uma vez ou outra, lá nos vamos cruzando com histórias engraçadas e diferentes deste mundo do surf, o que é muito agradável. Se as coisas que saem nas revistas sofrem, naturalmente, edições e correcções, quando apanhamos uma história engraçada deste mundo do surf que está contada em toda a sua plenitude, directa da boca do protagonista e sem edições de maior, então esse encontro com a história é ainda mais agradável.

Foi o que me aconteceu com a história do Brek, fotógrafo que tirou a fotografia do cabeçalho deste blog, é colaborador regular da SP e tirou fotografias dentro de água a uma das melhores ondas da vida do Saca. Ah pois.

Saibam como é que ele chegou à fotografia aquática - Algarve até à Figueira, via Indonésia e sem esquecer Lisboa - no seguinte link: http://joaobracourt.com/2012/05/07/a-minha-historia/

22/05/2012

O pincel mais Bicudo

A cor, o detalhe e linha mais fina da arte de Ciro Bicudo pela câmara do Jair Bortoleto. Procura-se mais gente assim em Portugal!

16/05/2012

Top da semana

Quase todas as semanas me cruzo com uma mesma pergunta: "quem são os meus surfistas favoritos?". Uma vezes sou eu que me pergunto a mim mesmo enquanto estou a almoçar, outras vezes são pessoas que me perguntam (amigos, colegas, pessoas). Nunca deixo ninguém sem resposta mas acho que quase todas as vezes respondo com surfistas diferentes, o que é um bocado estúpido. Mas a verdade é que se tiver acabado de ver um vídeo brutal do Wade Goodall, ele vai estar entre os meus preferidos. Por outro lado, esta semana, não tenho nenhum motivo para pôr o Kelly Slater nos meus preferidos...ele nem sequer foi ao Brasil (ainda assim, calma, ele é o Rei e dos meus preferidos)! E na semana seguinte, tudo muda outra vez. Para me manter organizado e para trocar opiniões convosco - que têm andado bastante calados - vou criar esta série de posts semanal onde aponto os meus cinco surfistas preferidos dessa semana. Alinham?

1 - Tiago Pires (já vai nos quartos no Brasil!!).
2 - Stephanie Gilmore (ela tem que ganhar o título mundial).
3 - Dane Reynolds (Dane Reynolds!).
4 - John John Florence (eu curto à séria o estilo dele em cima da prancha).
5 - Kelly Slater (Twitter!).

Menção honrosa: Heitor Alves, por causa disto.

14/05/2012

Fiquei a pensar...

Hoje não havia ondas e por isso o treino de surf teve lugar no skatepark da Expo. Já lá estávamos há uma meia hora, parque relativamente vazio, quando chegou um skater de barba por fazer, calças rasgadas e boné enfiado até às orelhas. Durante uns tempos "andei" de skate e ligava bastante à cena pelo que rapidamente percebi que se tratava do Ruben Rodrigues, ex-campeão nacional e um dos melhores da Europa, membro da equipa internacional da Element. Creio que ele é local daquele skatepark ou coisa do género. Nós estávamos sentados numa ponta do skatepark virados para umas rampas que parecem uma onda e ele veio na nossa direcção. Não foi por nossa causa mas sim porque é naquele sítio que normalmente se começam as linhas do skatepark. Enquanto se aproximava, ia olhando para nós com um sorriso normal mas muito provavelmente tentando perceber que grupo era este que nunca tinha visto e que skatavam descalços ou de chinelos (!!), ao mesmo tempo que iam comentando que um tal tipo tinha derrotado um tal outro no Rio de Janeiro. Quando ficou a um ou dois metros de nós, abriu o sorriso e disse apenas "Boas pessoal, tudo bem?". Eu não sei qual foi a reacção dos meus colegas mas eu fui completamente apanhado desprevenido. Respondi-lhe, ele sorriu e começou a skatar, não sem ser inúmeras vezes interrompido por um miúdo franzino de óculos e t-shirt de uma exposição de BD que estava claramente a aproveitar a oportunidade para absorver o máximo que podia daquele seu professor. O Ruben, pacientemente, entre linhas e truques, ia-lhe respondendo.

Isto tudo não é o tipo de coisa à qual esteja habituado dentro de água e então, fiquei a pensar...

Ruben Rodrigues dá um ollie e agarra a prancha. Alguém sabe o nome do grab?