22/05/2011

Owen vs Adriano: o ponto de vista da ASP.

Isto parece-me desculpas de quem vez asneira e sabe disso. Isto é o comentário do painel de juízes da ASP ao resultado do heat dos quartos-de-final do Billabong Rio entre Adriano de Souza e Owen Wright e a respectiva justificação do critério utilizado ao longo de todo o evento.

A meu ver, isto é particularmente estúpido: "Both of Owen’s airs were good maneuvers (they are also the bread and butter for nearly every surfer on tour these)(...)". Eu tenho a certeza que um floater também é "bread and butter".

O facto de a ASP ter feito este comunicado, prova que o resultado é mais que suspeito. Eles deviam era ter ficado calados, como no passado ficaram, ficando este heat para a História como apenas mais um heat em que o resultado é suspeito. Ao fazerem este comunicado deram-lhe toda uma nova importância e abriram um precedente. Será que agora vão passar a fazer um comunicado para cade decisão duvidosa?

E gostava, muito, de saber a opinião dos dois juízes que acharam que a nota do Owen era suficiente para passar o heat.
 
Seja como for, suponho que isto encerre o assunto. Extraído daqui.

"The final day was filled with a number of dramatic heats and finishes, perhaps none more so that the Quarterfinal match between De Souza and Wright. This Quarterfinal bout has become the central topic of subsequent discussion between media, fans and surfers, and the ASP International Judging Panel has been gracious enough to look back and provide their expert perspective on the heat:

First off, let’s review the current judging criteria from ASP International, specifically the part that discusses commitment and degree of difficulty:

Surfers must perform to the ASP Judging Key Concepts to maximize their scoring potential.

Judges analyze the following major concepts when scoring waves:
-    Commitment and Degree of Difficulty
-    Innovative and Progressive Maneuvers
-    Combination of Major Maneuvers
-    Variety of Maneuvers
-    Speed, Power and Flow


It is important to note that the emphasis on certain concepts is contingent upon the location and the conditions on the day, as well as changes of conditions during the day.

Now, Adriano’s final wave was a lot bigger than what was shown online as the camera missed the bottom half of the wave – this makes any subsequent analysis of the heat nearly impossible when utilizing only the Heats on Demand version. When De Souza lands you can see the size of the whitewash behind him and the amount of distance that he covered during the floater, how critical the section was and how difficult it would have been to land would not have been entirely visible on the webcast, and is not representation in the Heats on Demand.

The part of the sandbar that De Souza executed the maneuver was waist-deep, hence the critical section. The waves on the final day were two-to-three-maneuver waves. The surfers could take the smaller ones that would run a bit further, but were a lot softer and easier waves to ride, or they could take the set waves which were a lot shorter but also a lot harder to ride. Owen’s rides in the Quarterfinal heat were on the smaller waves that offered more room but less punch. During the final day, many single-turn waves received scores that would not normally be that high, but as the waves only allowed for two-to-three turns, we had adjusted the scale. It’s important to note that there is nothing in the criteria that says surfers must complete multiple turns. We’re in the business of surfers going big and that’s what we’ve been seeing in the last 18 months.

The vision also fails to truly reflect the speed of the waves. The set waves flew down the bank while the smaller ones ran off a lot slower. The camera angle often failed to truly reflect the surfing being done at the time, as well as the depth of the wave, where the surfer took the wave in relation to the bank and how critical the sections are.

Our job as the judging panel is to score the surfers that are pushing the criteria to the limit. Both of Owen’s airs were good maneuvers (they are also the bread and butter for nearly every surfer on tour these), but executed on the easy sections of the waves. Where as Adriano’s floater was done on such a critical part of the wave. I would probably add that if Owen’s first turns on both scoring waves were bigger or more critical, then both waves would have been scored higher.

I pose the question, would you, as a fan of top-level surfing, prefer the surfers to do a good turn on a small easy wave or a good turn on a wave that is going flat-out with a heaving, unforgiving closeout section?

It was absolutely a close heat, but we have close heats every day as we are dealing with the best surfers in the world.

Full disclosure: the ASP International Media Department is looking into improving the current Heats on Demand (HOD) product that the events currently provide. The current Heats on Demand product consistently mis-tags waves with incorrect scores, fails to show completed rides and to provide an accurate representation of what is actually occurring during the event. We appreciate the feedback from our fans and are looking into remedying the issue as soon as possible.
"

5 comentários:

Junior disse...

Que marcação cara!!! Vai secar outro surfista que não seja o Adriano, ou melhor continua secando que tá dando certo. Quanto ao Owen, como o povo fala aqui em Floripa, "leva pra casa contigo".

NL disse...

De facto tenho que concordar com a última parte da declaração: os Heats on Demand não reflectem minimamente o que realmente ocorre durante os Heats.

- Para já, para mim a introdução de música tira impacto. Ok, pormenor.
- Não temos percepção de velocidade da onda e do surfista (ao contrário dos directos que mostram vários ângulos).
- Não temos a mínima noção do local de take off do surfista. E isto pode fazer muita diferença, como a onda do Adriano em Snappers onde ele arrancou atrás das rochas no heat contra o Taj. Ou seja, uma zona onde ninguém surfava e que fechava em bloco foi toda percorrida em tubo. Só visto.
- Os HODemand tiram as ondas de ordem. Mais uma vez, a ordem tem muita importância. Saber que onda responde a quê e o que o surfista precisa na altura mudam muito o modo como olhamos para as manobras executadas.
- Os planos mais abertos permitem perceber o contexto de todo o heat. Apesar dos directos serem de enquadramentos próximos, temos a perspectiva do geral pela alternância de câmeras e através algumas panorâmicas de contexto que surgem ao longo do dia.

Tudo isto significa que, não vendo o campeonato em directo perde-se muito da perspectiva com que determinada nota saiu. E mesmo o directo pode ser limitado perante o ao vivo, mas isso é inevitável.

Como não vi muito do campeonato em directo, não posso mesmo opinar sobre o heat do Mineirinho. Mas vi o nove do Melling pela webcam e até pode ter sido uma das melhores manobras do dia. Mas nunca um nove, ou seja uma onda de manobras excelentes quase perfeitas. E isso diz muito do campeonato do Rio - ondas fracas, decisões incoerentes, critérios exagerados. Ao menos valeu pelo ambiente.

Boas ondas

Pedro Quadros disse...

Olá, eu estive a assistir a todo o evento ao vivo na praia, tanto no Arpoador como na Barra, e posso testemunhar que a onda do Adriano, mesmo com uma única manobra, foi muito mais espectacular do que a do Owen (ambas boas ondas). E mais uma vez: Adriano de seguida venceu Bede e Taj, sem espaço para dúvidas.

E já agora, a ASP justificar-se-ia tanto, se em vez de um Australiano mediático estivesse um surfista Português ou um Brasileiro ?

Henrique Vasquez disse...

http://www.youtube.com/watch?v=G7h_FMk0kgc&feature=player_embedded#at=160

deste angulo owen ganhou, mudei de opinião hahahah

Luiz disse...

a onda do mineiro foi melhor que a do Owen, simplismente porque foi no crítico e numa onda da série!
Quanto a ASP, abriu precedentes e isso pode ser muito perigoso, vamos ver se portugueses e brasileiros vao ter o mesmo tratamento?