27/05/2011

Cash for tricks: eu fazia um tour disto.

Eu não sou dos tempos dos air shows ou air exibithions. Sou do tempo das expressions sessions (das quais gosto) e do Boost Mobile Pro (do qual também gosto). Também sou do tempo do muito recente Nike 6.0 Cash For Tricks (e também gosto deste).

Malta na água, objectivo é fazer truques, quanto melhores mais avançam e por aí adiante até se chegar a um vencedor. Várias etapas por todo o Mundo. Paralelo ao World Tour e dentro da ASP, os top 5 de cada etapa qualificar-se-ia para uma grande final onde o vencedor desta seria o grande campeão. Os convidados seriam entre competidores e freesurfers, tanto o Jordy Smith como o Clay Marzo, o Kerrazy e o Chippa.Não gostariam de ver? E estes até podiam ser em beachbreaks medianos como NY, Rio, San Fran, Peniche! Ou seja, davam o tal retorno que se procura agora no World Tour.

Imagine-se.

Um verdadeiro Dream Tour (The best surfers in the best waves in the best conditions) com 10 etapas: Austrália, Indonésia, J-Bay, Hawaii, Tahiti, etc etc.

Depois, um Air Tour, um tour com 6 etapas, beachbreaks para as massas e para mediatização do desporto, ou seja, Rio, NY, Peniche, Trestles, San Fran, França por aí adiante.

E isto era o que se veria:


Cash For Tricks 2011 // Sopelana, Spain from Nike 6.0 on Vimeo.

Quem está comigo por um Tour assim?

4 comentários:

caiocanti disse...

Concordo Totalmente!! Ia ser show!

Pedro Quadros disse...

Olá Diogo, essa pode ser a chave para abrir o Surf ás massas de espectadores (e principalmente de telespectadores) - é muito mais fácil para estes apreciarem um aerial do que as subtilezas de um roundhouse cutback. Para além disso, as manobras aéreas têm a grande vantagem de poderem ser praticados em más condições de mar (o que acontece numa boa parte dos campeonatos) e, principalmente, em piscinas artificiais (ideais para eventos nas grandes cidades afastadas do mar, e para a programação TV). É isso que vejo ter acontecido no Snowboard que, graças ás manobras aéreas, até já é desporto olímpico.

No entanto, como surfista desligado do Surf Business, pergunto-me o que é que o Surf e os surfistas (não-profissionais) poderão ganhar com isso. E se com isso não se estará a vender a "alma" do Surf.

Anónimo disse...

Where`s marine layer blog??

You are a great surfing journalist, please investigate....

Diogo Alpendre disse...

Olá a todos,

Vamos nessa Caio!

Exactamente Pedro, é essa a minha crença e opinião.
Quanto a essas tuas duas dúvidas, pergunto-te:
O que tem o miúdo de 12 anos que todos os dias na escola joga futebol, a ganhar com o Cristiano Ronaldo? Ou com as digressões do seu clube pela China?

Por vezes, temos que por de lado esse tipo de preocupações para dar espaço à evolução do desporto e, sobretudo, do estilo de vida. E a verdade é que o CR sempre pode ser olhado, pelo miúdo, como um "role model". Será que os nossos surfistas (não profissionais), não poderão ganhar também?

Quanto à "alma" do surf, percebo-te. Mas novamente, isto já não é só um estilo de vida, é um negócio. E como tal...
Para além de que, enquanto houver freesurfers profissionais e surfistas como o Gerry Lopez e o Rasta, a "alma" nunca estará perdida ou esquecida.

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Abraço (hug) a todos e obrigado,

Diogo aqui do blog