06/03/2011

"All of our love, A.I forever"

No fim de Innersection (e em download grátis no Itunes) está aquela que pode muito bem ser a melhor compilação de sempre de clips de vídeo do Andy Irons, unidos numa última secção homenagem ao havaiano. A secção entra-nos pelo visor do computador ou televisão a dentro e somos confrontados com a brutalidade de imagens reunidas nos últimos dez anos e que traduzem a também brutalidade do surf de Andy Irons. Mal montada, mal editada, mais parece uma colagem de clips do que uma coisa pensada. Está nua, crua, real e até violenta. A música com sonoridade irlandesa e de celebração da vida - como todas as músicas irlandesas parecem ser, guardando nos confins das entrelinhas as suas subtis mensagens - vai soando cruelmente. Transparece a tristeza de alguém que com Andy passou muito tempo, a filma-lo e a mostra-lo ao Mundo. Explica-se a dureza da secção, não dava para editar, seria doloroso. O próprio Andy também nunca foi editado. Sempre foi nu, cru, real e até violento. Não seria justo edita-lo em mais um clip, talvez o último clip de Steele. Antes venha a realidade. Andy sendo Andy. Andy a enfrentar o touro de Teahupoo de ombros relaxados. Andy a desafiar a foam ball de Keramas. Andy a desafiar a gravidade em pesadas direitas mexicanas. Andy a desafiar a física ao deixar todo o seu corpo, a sua força, num só rail, numa só quilha, fazendo um arco, voltando ao ponto de partida. Tudo seguido. Tudo seguido. Pode não ter o melhor surf por ele feito, embora tenha uma boa parte dele. Pode não ter tudo. Mas é Andy. E é o Andy.

"All of our love, AI. forever."

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