29/12/2011

E não é que o Bobby venceu esta batalha? (Será que vencerá a guerra?)

A pedido de algumas famílias, vamos lá abordar esta questão.

Antes de mais nada, para aqueles que não saibam do que se vai falar, sugiro que leiam isto. Depois, vamos começar por dizer que o Bobby Martinez, e um punhado de outros surfistas do World Tour que preferiram não revelar-se, foram os vencedores desta batalha. Aquando da sua explosão em NY, Bobby dizia ao Mundo, entre fucks e bullshits, que a rotação a meio do ano era...a fucking bullshit. Uns meses depois, há uns dias, no comunicado da ASP, é dito que os surfistas, entenda-se aqui já todos os surfistas, quiseram a desactivação da rotação a meio do ano. A ASP, provavelmente pressionada pelos surfistas e talvez preocupada com a possibilidade de um boicote geral (NBA, alguém?), aceita a decisão dos surfistas e é obrigada a aceitar a decisão. Repare-se que em nenhum momento do comunicado a ASP reconhece que a rotação é um erro e, na verdade, embora subtilmente, continua a defender que a rotação era algo que  desejava. Assim sendo, e vamos nós aqui supor, foi pressionada pelos surfistas mas, naturalmente, não pode dizer isto ao Mundo e afirma, então, que o motivo para a desactivação são "susceptibilidades do calendário". "Para quando calendarizamos a rotação?", "Como garantimos que há oportunidades justas e correctas em cada rotação para que os surfistas se qualifiquem?", são algumas questões que a ASP se perguntou na altura da decisão e que levara à desactivação da rotação.

Antes de mais nada, isto é, usando as palavras do Bobby, bullshit. A verdade é que já em 2011 a ASP não garantiu "oportunidades justas e correctas em cada rotação para que os surfistas se qualifiquem". Diferenças no número de Primes e Star antes e depois da rotação, períodos de tempo diferentes, número de etapas do WT... Não é difícil ver que a desculpa da ASP é frágil, irrealista e reflecte a situação peculiar da Associação. Isto por um lado. Por outro, e talvez aqui seja a boa notícia, como o Bobby referiu hoje à ESPN, isto pode significar que o "poder" regressou às mãos dos surfistas. Talvez isto seja bullshit também.

O que nos resta? Pouco ou quase nada para dizer a verdade. É como aquelas cenas dos filmes policiais em que temos a certeza que está uma figura atrás do nevoeiro denso mas quando o protagonista a vai agarrar, sente o ar passar-lhe entre os dedos.

E agora? E qual a vossa opinião sobre a desactivação? Conspiração à parte, é uma decisão correcta por parte dos surfistas ou não? Tinha o Bobby razão..ou não?

Ke11y x Go Pro HD Hero2

22/12/2011

Deixem o Dane em paz, pá.

Eu já não pensava escrever nada antes do Natal, daí até ter publicado o maravilhoso vídeo em baixo. Mas não resisti e, para falar a verdade, nem tentei muito resistir.

Esta pausa, como devem já ter suposto pelo título, é sobre o Dane e isto que ele escreveu há uns dias atrás. Primeiro, eu achei brutal o que ele escreveu. Para dizer a verdade, achei das coisas mais bonitas que o surf profissional viu nos últimos tempos. Poucas vezes tivemos oportunidade de entender tão bem aquilo que vai na cabeça de um surfista profissional, mais ainda sendo este um surfista do WT e um dos melhores de sempre. A verdade é que o Dane é um tipo completamente normal. Gosta de surfar, fazer pinturas a lápis, tocar música e ter aulas de piano com uma senhora de 70 anos. Eu gosto de surfar, escrever, comer e contar piadas. Tu, vocês, hão de gostar de fazer as coisas de que gostam de fazer. Acho que o Dane ser um tipo normal é a principal conclusão que podemos tirar do que ele escreveu. Segundo, temos o direito a ser felizes, certo? E muita da nossa felicidade passa por fazer aquilo que bom..nos faz feliz, aquilo que gostamos de fazer. Nem sempre dá, é verdade, e muitas pessoas não tiveram a sorte ou oportunidade para fazer profissionalmente essas coisas que os fazem feliz. Não é o caso do Dane. Ele adora surfar e agradece a todos, no texto, o facto de poder ter o surf como profissão. Mas a verdade é que embora tivesse o surf como profissão, fazê-lo em competição, não era o que o fazia feliz. Pelo menos, fazê-lo a tempo inteiro, não é o que o faz feliz. E visto que todos temos o direito universal à felicidade, ele tem todo o direito a não o querer fazer - mesmo tendo um talento brutal que o faz ser mesmo um dos melhores surfistas do Mundo. Mas tal como ele tem direito a não querer competir, a Quiksilver e todos os seus outros patrocinadores têm o direito a não o querer patrocinar por causa disso. Felizmente para eles - e até certa medida, para nós - não é o caso e o Dane está e vai continuar muito bem patrocinado. Agora, se ele pode finalmente fazer aquilo que o faz feliz e aqueles que à partida o podiam "impedir" ou "dificultar" de fazer isso, não o fazem, quem somos nós para dizer que isto está errado?? Quem somos nós para comparar o suposto contrato milionário às pessoas que se calhar não têm dinheiro para pôr jantar na mesa ao jantar? Quem somos nós para querer que o Dane não seja feliz? Quem somos nós para dizer que a Quiksilver, Vans e Channel Islands estão a tomar decisões erradas? Estas perguntas todas vêm como resposta directa àquilo que o Jake Howard escreveu na ESPN. Quem é que o Howard se acha para poder dizer isto e para achar que é o detentor da verdade absoluta e dar como título à enorme bestialidade que é aquele texto "Descodificando o que o Dane disse"? E não, eu não estou a dizer que o Dane está certo. Estou a dizer apenas que ele e a Quiksilver têm direito a fazer aquilo que querem sem ser questionados por pessoas a quem, manifestamente, não devem nada. Sinceramente, começo a odiar cada vez mais a classe de blogger à qual pertenço. Claro que não sou um Blasphemy Rottmouth ou um Rusty Steele ou um Lewis Samuels que brincam e gozam e opinam com a vida das pessoas, dos surfistas, sem piedade. Mas também tenho a minha - pequena, espero - quota parte de culpa. E, verdade seja dita, se o Howard não é ninguém e escreve na ESPN, muito menos sou eu. Mas se ele tem direito a escrever, também eu tenho e vocês também, nos comentários. Claro que a profissão do Dane acarreta obrigações e ele, muitas vezes e sobretudo ao logo deste ano, falhou em cumpri-las. Ele não é um santo, longe disso. Mas a verdade, novamente, é que ele tem direito a fazer o que o faz feliz. E a Quiksilver tem o direito a largá-lo - o que não fez. E a ASP tem o direito a multá-lo - o que fez. Agora, nem o Jake Howard, nem o Chris Mauro, têm direito a dirigir-se assim a alguém. Não nos podemos esquecer que apesar de serem estrelas do desporto, do Mundo, são pessoas! Mais ainda sendo eles jornalistas, com responsabilidade éticas e morais que os deviam proibir de fazer isso, usando ainda por cima a plataforma onde trabalham como meio de veiculação da sua opinião, mensagem e, parece-me a mim, auto-promoção. Por isso, deixam o Dane fazer aquilo que lhe bem apetecer e lidar com as consequências disso. Ele é livre para o fazer. Deixem o gajo em paz.

E Sr. Howard, o Dane é um fora de série. Ousar dizer que ele daqui a uns tempos está esquecido porque saiu do Tour e por causa da emergência de estrelas como o Gabriel Medina ou o Kolohe Andino, revela uma "curteza" de espírito inqualificável. Ele é um talento comparável apenas a Slater, Curren, Occy. Porventura a carreira destes últimos dois - ou de Slater quando se ausentou do Tour - terminou por terem saído da alçada da ASP?! E o talento de um Jamie O'Brien, Wade Goodall, Clay Marzo? Precisam da ASP para alguma coisa hoje em dia? Deixem o Dane em paz, pá.

Feliz Natal, malta



Via o caro companheiro de ondas, Pedro do Arcádia.

20/12/2011

Dane fala

Aqui, no seu site. E ele não gosta mesmo do Chris Mauro, hein? Será que gosta de Portugal? É que afinal o evento de Peniche é da Rip Curl... Isto é tudo muito confuso. Mas vale a pena ler.

19/12/2011

Este homem fez a carreira graças a duas ondas

..facto que se calhar muita gente desconhecia. Vejam-nas (ou revejam-nas), no brilhante vídeo em baixo. Vale cada segundo. E sim, as comparações com o Andy Irons são bem justificadas. Laurie Towner.

Kolohe x Trestles

12/12/2011

Curioso

Não deixa de ser curioso referir que em nenhum momento do press release da ASP (link em baixo) é dito se o "novo" top 34 será o da primeira metade do ano ou de todo o ano, revelando este facto que podem estar em curso mudanças estruturais no Tour. 

Entretanto, fica também
 garantido que o Dane Reynolds, não estará no Tour em 2012, confirmando a especulação de que estava mesmo de saída da elite do surf mundial. Faltava garantir que este não tinha pedido um "wildcard por lesão" e a própria associação já o confirmou na sua página do Facebook.

http://www.aspworldtour.com/2011/12/12/asp-top-34-determined-for-2012/

3 anos

O blog fez três anos no dia 9 e eu não disse nada. Perdoa-me pequeno espaço na Internet. Obrigado a todos os que passam por cá, tem sido um prazer e que venham mais três, no mínimo. Vocês é que tornam isto possível. Obrigado.

Diogo aqui do blog

11/12/2011

Kieren Pipeline

Terminou a época ASP, Kieren Perrow é o último vencedor de 2011. Parece mentira? Pois olhem que é bem verdade. John John deixa a Triple Crown em casa ao vencer a muito desejada coroa. Que ano!

Foi um campeonato de extremos, literalmente. Pipeline gigante, o mais baixo score vencedor de sempre. Kieren Perrow, John John. Gabriel Medina, Evan Valiere. 15 pés, 8 pés. Tubos do tamanho de um camião, closeouts do tamanho de outro camião. A sério, foi puro entretenimento.

Como dizia o Júlio Adler, nosso cronista, no Twitter, "ontem KP lutava pela permanência no Tour, hoje torna-se Pipeline Master". E é justo, verdade seja dita. Antes de mais nada, Perrow é um sujeito que construiu a sua carreira a fazer exactamente aquilo que fez em Pipeline (embora noutras ondas do Mundo, com destaque para a vizinha Off The Wall), atirar-se para dentro de tubos cujo lip caía que nem a guilhotina que um dia separou a cabeça do corpo de Maria Atonieta. Para além disso, nesta edição do Billabong Pipeline Masters In Honor Of Andy Irons, o local de Byron Bay foi responsável por duas das dez melhores notas do evento (10 e 9.83) e por dois dos dez melhores scores totais (18.73 e 17.23). Mas Perrow é também exemplar noutras coisa, táctica, gestão de heat. E em Pipe, fez isso também, roubando a Parko, novamente, a hipótese de homenagear o seu bom amigo falecido Andy Irons, no sítio onde este foi maravilhoso. Assim conseguiu a sua primeira vitória no Tour, um ano depois de ter feito a final em Pipe e perdido para Jeremy Flores. E quão bonito foi, tão inesperado, emocional, por parte do frio australiano? Saiu da água a chorar, a gritar, a correr para os braços da sua mulher e filhos... Kieren Perrow, esse frio competidor.

E onde estão Joel Parkinson, John John, Kelly Slater, Gabriel Medina, os outros, no meio do show de Perrow?

Parko foi surfando, fazendo os bottons turns sem mãos com mais estilo do evento, fazendo bons tubos, provando que ainda está pronto para as curvas, com Luke Egan e tudo.
John John foi príncipe, sem dúvida alguma que será ele o rei de Pipe e o seu primeiro 10, no segundo dia de prova, continua a ser a onda mais bem lida e surfada de toda a prova. A Triple Crown nos seus braços é bem merecida.
Kelly Slater, que só fez dois bons heats em toda a prova, perdeu para Parko nas meias, como perdeu para outros este ano: ao não fazer a primeira onda, ao não impôr o ritmo do heat como ele bem gosta. O seu tubo de backside, devia ter sido 10. 
Gabriel Medina não foi espectacular, não. E mesmo assim, ficou em 5º lugar. Tal como Kolohe, mostrou que não é Pipe assustador que vai barrar o seu caminho para o sucesso. Se duvidavam que ele era capaz de botar para baixo, revejam os seus heats.
Bourez quase que foi relevante, quando por breves momentos pareceu que podia roubar a Triple Crown a John ao quadrado.
J.O.B e Evan Valiere, os locais sem nada a perder, não conseguiram capitalizar o seu conhecimento local num mar que nem sempre é constante. Uma coisa é ter meia hora à escolha, outra é ter 30 minutos sujeitos a uma sequência de prova.

Pipe.

Entretanto, a ASP, estará neste mesmo momento em que este texto está a ser lido (e escrito), em plena introspecção. Foi um ano rico em coisas boas...e más. A ASP, com a saída de Brodie Carr, encerra um capítulo na sua história. Vamos ver como será o próximo capítulo..teremos novidades em breve.

28/11/2011

Sunset

  Quão bom é estarmos a assistir a campeonatos no Havai? A sério, quão bom? Depois da pequena Haleiwa (que desde já confesso não ter visto o último dia por estar de férias), finalmente as ondas grandes chegaram a Sunset e à Vans World Cup of Surfing, campeonato que há muito ansiava. São as ondas grandes, as pesadas direitas, o temível inside bowl, rail a preencher as paredes, 6'6 em vez de 5'11 e, sobretudo, nenhum aéreo reverse de frontisde a agarrar a prancha entre os pés. A sério, é um campeonato de que gosto muito, apesar da catrefada de havaianos que entram na prova e baralham as contas daqueles que batalham evento a seguir a evento para poder ter acesso a provas deste valor. Isto para além de ser um dos últimos redutos onde os mais "velhos" podem dar lições aos "putos". Apesar de casos particulares como o do "velho" Sunny Garcia estar a tutorar o "puto" Jack Freestone. Gostava de saber de onda caiu isto. Passando à frente, ainda bem que Sunset está "on" e que há ondas de consequência para nos aquecer o sangue e fazer disparar o coração. Esperemos que Pipe também mostre os dentes. Ou Backdoor. Não aquela coisa esquisita do ano passado, OTW, Gums, Ehukai, Aint's, o que for. Pior ainda, só se estivesse como quando o Bede se sagrou Pipemaster. Enfim, venha Pipe e um belo swell. Mas antes disso, Sunset. E claro, discordo do Matt Warshaw que hoje no Twitter dizia quem sempre achou "idiota" um campeonato nesta onda havaiana. Eu percebo o que ele diz mas acho que Sunset faz falta. Até podia ser uma etapa do World Tour. Talvez mesmo aquela que testasse "huevos" como diz o amigo Júlio Adler. Enfim, gosto de Sunset. E vocês?

23/11/2011

Power

Isto é, muito provavelmente, uma das melhores fotografias que já vi. O que acham? Roubada descaradamente daqui. Façam uma visita ao link e vejam em full screen. Dassss. Power is NOT dead! Foto: Ryan Miller.

14/11/2011

Curiosidades

Lêem o meu blog mais brasileiros que portugueses. A sério, tenho os números e isto é mesmo verdade, o que não deixa de ser interessante, visto que eu sou português e há inúmeros blogs de surf brasileiros interessantes (alguns deles, na lista ao lado..olhem que vale a pena ver). Este pequeno canto que tenho aqui na Internet, vem ganhando destaque nos últimos tempos, MAS, não queria deixar de destacar uma curiosidade.

Já por várias, várias vezes, aliás, todas as semanas, sou contactado por marcas brasileiras de surf ou departamentos de comunicação de marcas estrangeiras no Brasil, com pedidos para publicar press releases, promoções, passatempos, novas colecções e, várias vezes, até me mandam convites para aberturas de lojas ou outros eventos. É tudo malta muito simpática e a eles agradeço muito a atenção e os bons vídeos ou entrevistas que mandam (e que nem sempre publico aqui, por motivos de isenção (?)).

Curiosamente, desde que o blog existe, ou seja, há quase três anos, nunca fui contactado por uma marca portuguesa ou representantes portugueses de marcas estrangeiras, aqui no blog. Minto, fui contactado uma vez pela revista SURFPortugal (que não é uma marca) e outra pelo site Oceanlook (que também não é uma marca). Isto em toda a vida do blogue.

Claro que entretanto já falei com muitas marcas, principalmente por causa de outros trabalhos ou assuntos relacionados com a SURFPortugal. Mas nunca sobre o blog. E atenção, isto não é uma lamúria, uma crítica ou um choradinho. Não é pena ou necessidade de protagonismo, a sério. É apenas uma curiosidade. E o mais engraçado, é que eu sei, modéstia à parte, que conhecem o blog! Isto é curioso, ou não é? Alguém quer sugerir uma razão ou explicação?

Mais Trestles!

08/11/2011

Fantasy Surfer "Como é que está o World Tour?" - Pipeline Masters

Atenção rapaziada, só para avisar que já abriu o trading para o Billabong Pipe Masters in memory of Andy Irons. Façam as vossas equipas!

Fantasy Surfer "Como é que está o World Tour?" - pós São Chico

Com o final do Rip Curl Pro Search São Francisco, chegou então o momento de revermos como está a situação no club do Fantasy Surfer aqui do blog, "Como é que que está o World Tour?".

No club "Como é que está o World Tour?", o vencedor da etapa de São Francisco não foi o Gabriel Medina, foi sim pedro matos, ficando em segundo DAlpendre e em terceiro ribapio73.

Houve algumas mudanças no ranking (no post imediatamente me baixo, podem consultar as estatística antes desta etapa). Ora vejamos:
Legenda: = ficou no mesmo lugar; + x subiu x posições; - x desceu x posições.

1- DAlpendre (=)
2- pedro matos (+ 2)
3- mares (-1)
4- hugonamorado (-1)
5- ribapio73 (=)
6- Jvasco (=)
7- Vinicius_Maciel (=)
8- Danytzpm (=)

Como podem ver, houve algumas mudanças. Enquanto DAlpendre se manteve no líder, o resto dos lugares do pódio sofreram alterações, fruto da vitória na etapa de São Chico do pedro matos. Assim, o pedro matos subiu ao 2º lugar, fazendo com que mares caísse para 3º e hugonamorado fosse chutado para fora do pódio.

Assim, neste momento, continuamos a ter o mares e o hugonamorado empatados em primeiro nas vitórias (3 para cada e em 2º e também empatados, com duas vitórias cada, o DAlpendre e o pedro matos.

A melhor pontuação de sempre continua a ser a do hugonamorado, 1071, em New York e a mais baixa é agora do Vinícius_Maciel, em São Xico, com 463 pontos.

A próxima etapa vai ser a última do ano e é o Billabong Pipeline Masters in memory of Andy Irons. O título de grande vencedor do club aqui do blog ainda está por atribuir pelo que não se esqueçam de fazer as vossas equipas para a grande prova havaiana!

Com a vitória em São Chico, pedro matos lançou um forte ataque ao primeiro lugar. Mas será ele quem vai terminar o ano em 1º?


Recordo que quem se quiser juntar ao clube do Fantasy Surfer aqui do blog, é só enviar um e-mail para comoestaosurf@gmail.com.

Fantasy Surfer "Como é que está o World Tour?" - apanhado geral

Depois da criação do Fantasy Surfer aqui do blog (vejam uns posts abaixo) chegou o momento de fazer um apanhado geral do que se passou até São Chico, exlusivé.

O ranking estava assim:

1- DAlpendre (7222)
2- mares (7184)
3- hugonamorado (7022)
4- pedro matos (6948)
5- ribapio73 (5931)
6- Jvasco (5584)
7- Vinicius_Maciel (4383)
8- Danytzpm (0)

E os vencedores das etapas (antes de São Xico) foram:

- Gold Coast - mares
- Bells - pedro matos
- Rio - hugonamorado
- J-Bay - hugonamorado
- Teahupoo - mares
- New York - hugonamorado
- Trestles - DAlpendre
- France - mares
- Portugal - DAlpende

Neste momento, tínhamos então o mares e o hugonamorado empatados em primeiro nas vitórias (3) , em 2º o DAlpendre com duas vitórias e em terceiro, o pedro matos com uma.

A melhor pontuação de sempre foi do hugonamorado 1071 em New York e a mais baixa foi o pedro matos no Rio.

A pior etapa a nível geral foi o Rio de Janeiro e a melhor foi Bells e Portugal.

New York deu a maior vitória do ano do club "Como é que está o World Tour" ao hugonamorado.


Recordo que quem se quiser juntar ao clube do Fantasy Surfer aqui do blog, é só enviar um e-mail para comoestaosurf@gmail.com.

07/11/2011

02/11/2011

Ke11y Slater

Fantasy Surfer

Olá a todos,

Desde já obrigado por passarem por este blog, é um prazer.

Venho por este meio comunicar que o blog tem agora o seu "club" no Fantasy Surfer! Sim, no final da temporada! Sim, assim à maluca!

O "club" é privado e chama-se Como é que está o World Tour?, se quiserem juntar-se, mandem-me um e-mail para comoestaosurf@gmail.com e eu envio-vos a respectiva password.

Não é nada de especial, é apenas uma brincadeira. Não há prémio para o primeiro...mas o último paga o jantar! Ehehehe. Junte-se quem quiser.

No final de cada etapa, eu faço um apanhado geral do que se passou aqui no blog. Podem também ir seguindo uma boa parte dos membros no Twitter.

Um abraço e obrigado,

Diogo aqui do blog

Andy Irons para sempre

Ainda dói, pá. Ainda dói.


30/10/2011

Saca 2º em Santa Cruz - Yeeeeew

"Tiago Pires deu hoje um gigantesco passo no sentido da continuidade no Tour em 2012. No Prime O'Neill Coldwater Classic Santa Cruz, Saca ficou num brilhante 2º lugar.

No início deste último dia de prova, Tiago estava no round 5 escalado para competir com o australiano Adam Melling. Com ambos à procura de pontos para permanecer no Tour em 2012, foi um heat em condições difíceis com ondas pequenas e algum onshore no spot alternativo de Wadell Creek. Tiago, conhecido pela sua determinação, não se deixou afectar e começou a bateria muito forte com um 7.17 ao qual mais tarde juntou um 4.33 e fez um total de 11.50 pontos, mais do que suficiente para derrotal o 6.24 do australiano. Estava a passagem aos quartos-de-final assegurada."

Continuem a ler, aqui.

Ainda Trestles

28/10/2011

Estilo e Perillo

Aprendam a lição, rapaziada.
- Rasgada de frontside.
- Não perde a compostura nos aéreos. Agarra a meio da subida, larga a meio da descida.
- Joelhos dobrados na medida certa com o de trás mais dobrado (à lá Parko, sendo que este ainda dobra o tornozelo).
- Wildcard em Porto Rico e agora San Fran.
- Rail a rail.
- Braços relaxados (embora não tão relaxados como o John John. Mas isso é quase demais).
- Dillon Perillo.
- Malibu. Da Cat.

24/10/2011

De Adriano a Portugal

Para a galera.

No regresso do World Tour a Portugal, em 2009, surfistas e estrutura navegaram pela península de Peniche em busca do melhor que esta tinha oferecer. Depois de Belgas, Lagide e Supertubos (gigante e imperfeito), foi o australiano Mick Fanning quem saiu por cima. Logo aí, público português, surfista e não surfista, guardou um lugar especial no coração para o Coolie Kid, o vencedor, prestes a roubar o título a Joel Parkinson em Portugal! Mas nesse ano, as performances corajosas de Owen Wright, vencer o Kelly, fazer nota 10, quebrar o tímpano, valeram também ao então rookie um lugar no coração da Terrinha.
   Em 2010, com os Supertubos a darem alguns vislumbres daquilo que eram capazes mas com muitos heats ainda nos Belgas, foi Kelly Slater, Kellyinho, o vencedor da prova, mais ainda a caminho de um 10º título que em Portugal praticamente se assegurava. O floridiano que tem (ou devia ter) um lugar especial no coração de todos, ficou vincado no órgão vital dos portugueses. Quando o Kelly vence como venceu, o foco de luz fica só nele, nem houve espaço para mais.
   Chega o ano de 2011, onde guerras entre eventos de cidade e ondas de sonho são discutidos com espadas na mão, quando Mineiro vence no Rio e Gabriel Medina, rookie, chega ao Tour (e vence em França!), quando tudo indica que Slater se encaminha para um 11º título.
   Portugal e Brasil são povos irmãos. Nem sempre a relação foi fácil mas verdade seja dita, mande a pedra quem nunca teve uma discussão com seu irmão por causa de carrinho, sorvete ou atenção de mamãe. Como quaisquer irmãos, partilhamos coisas. A palavra “saudade”, a paixão e emoção, mulheres bonitas (Brasil com vantagem!), boa comida, amor ao futebol e a língua. Depois de 2011 e do Rip Curl Pro Portugal, partilhamos também o surf. Já não deve ser novidade que Adriano de Souza venceu em Peniche, nos Supertubos, num dos melhores eventos de sempre, mesmo que gringos na Internet digam que a onda pareça um close-out, quando Adriano, Kelly, Taj e Julian, por exemplo, dizem que foram das melhores ondas onde já competiram. Mas ultrapassemos inveja de gringo e falemos de Adriano, “45% português, 55% brasileiro”, como o próprio se identificou. Mineiro não teve tarefa fácil. Vencer do Kelly é coisa de guerreiro e eu confesso, a praia estava na torcida pelo careca. Mas o moleque do Guarujá não fez caso disso e no seu jeito humilde, educado, gente fina, venceu Peniche, venceu Portugal. Em verdadeira loucura, Heitor, Gabriel, Alejo, Miguel, Brunin, gritando, chorando por Mineiro, foram buscá-lo à borda de água num momento que transbordou emoção suficiente para chegar ao Brasil, quanto mais a Lisboa. E quando finalmente Adriano pegou no microfone, logo em português, agradeceu a Peniche, aos locais, ao público, ao Perfeito, a todos. Lágrima no olho, bandeira do Brasil nas costas. Se português estava desconfiado, rapidamente se rendeu aos modos simpáticos de Mineiro. De seguida, num gesto genuíno de respeito e rivalidade, Adriano pediu desculpa por falar em inglês, dirigiu-se ao Kelly, fez vénia de joelhos e prestou homenagem ao seu ídolo. Perante gesto de tal tamanho, de tal fibra ética e moral, de tal grandeza, o público português delirou, bateu palmas, gritou – confesso que eu que estava na areia assistindo, também o fiz. Quando se afirmou “45% português”, já não era preciso nada e toda uma praia repleta de milhares de pessoas conquistada e por momentos de coração verde e amarelo, torcia pelo número 3 do Mundo. Mineiro venceu Portugal e conquistou os portugueses. E se me permitem a desconfiança, acho que já tem um grande lugar no coração de todos que o viram vencer. Parabéns Adriano, um abraço da terrinha do bacalhau. - Diogo Alpendre, português e agora um pouco brasileiro também.

Em baixo, o último vídeo do projecto do Mineirinho:

08/10/2011

Directo de França

"Crónica de um repórter no local.

Directamente de França, chegam até ti, sem complexos ou fantasias, as impressões e vivências do nosso editor online, Diogo Alpendre, que está em França para assistir à 8ª etapa do World Tour, o Quiksilver Pro France.


  1º dia - À chegada a França ao final da tarde, após dez longas horas de viagem de carro, todos as ideias e preconceitos começaram a palpitar na minha cabeça: a indústria concentrada, os fãs franceses, as francesas semi-nuas, uma região que se liga com a chegada do maior campeonato europeu. A beleza de viajar começa por ser quando chegamos ao destino e rapidamente vemos todas as ideias e preconceitos que tínhamos a desfazerem-se qual copo de vidro caído no chão à nossa frente. A vila estava calma, nenhum sinal das lojas das marcas, nenhum surfista profissional à vista e muito menos das francesas que fazem as delícias dos australianos e americanos. Chegar a casa, largar pranchas e bagagem no quarto, jantar as famosas moules avec des frites num restaurante com uma simpática empregada francesa, uma vista de olhos na Place Landais para reconhecer o Rockfood - bem maior do que estava à espera - e estava o primeiro dia encerrado, sem muito tempo para pensar ou sequer assimilar o que estava à volta.

  2º dia - Os campeonatos têm o dom de sugar toda a nossa atenção e concentração do que está à volta e assim, depois de um acordar madrugador, rumo às acreditações (uma pulseira cor-de-rosa choque? a sério?) e a La Graviére para assistir à primeira ronda. Sobre o que se passou de campeonato, é só lerem aqui. Algum calor, pouco vento, água quente e aqui sim, surgem as primeiras ideias preconcebidas de França a concretizarem-se: o público imenso, as francesas, os écrans gigantes..uma estrutura gigante e com um plano diário arrebatador. Dia terminado cedo, compras para o jantar, depois toca a vestir o short (em Outubro! Em França!) e ir para dentro de água, sair de água à noite, jantar e adormecer. (..)"

Continuem a ler, aqui.

03/10/2011

Restaurantes

  Uma coisa que sempre me disseram foi que devia viajar. Foi um conselho que chegou até mim vindo de diferentes pessoas, em diferentes contextos e foi uma coisa que sempre tive como objectivo. Cada uma das viagens que fiz teve os seus frutos e conheci bastante gente, fiz alguns contactos, alguns amigos. E agora que fiz algumas viagens, começo a perceber o porquê do conselho de "viajar". Dá-nos perspectiva. As conversas acontecem, os assuntos flutuam, tudo naturalmente. Sendo a minha vida, surf, surf acontece. Com as viagens, vou ganhando perspectiva sobre o surf e queria dar-vos uma palavrinha sobre uma coisa sobre a qual ganhei perspectiva, um dos assuntos mais polémicos da actualidade, o surf aéreo. Tanta coisa para chegar aqui, ao mesmo surf de sempre, não é? Queiram desculpar os desvios de escritor emprestado.

Lembro-me da primeira vez que vi o Kirk Flintoff surfar em competição e da facilidade com que o australiano puxava os seus aéreos reverse a agarrar a prancha desde que descolava até a aterrar. Fiquei muito impressionado nessa primeira vez. Tenho similar lembrança do Jádson. A inversão, o arriscar. Mas tal como eu me impressionei, também vocês e os juízes se impressionaram. Por um aéreo reverse vinha um nove. Garantido. Essa foi a primeira época em que o Jádson os fez e de lá vinham os tais 9. Um ano mais tarde, já eram 8. Depois 7. Hoje são 6 e se forem dois na mesma onda, talvez saia mesmo um 5. Onde ficava impressionado, agora fico aborrecido. Acho que vocês também e uma coisa é certa, também os juízes - salve-se a excepção dos aéreos do tipo "nada a perder", exemplo Kelly Slater 10 em Nova Iorque.

Lembro-me também de em 2005, ano em que comecei a seguir o circuito mundial e a ver os webcasts, ver o Mick Fanning em Snapper's, a começar a fazer a rasgada que hoje em dia é a sua manobra trademark. Incrível. Há umas semana atrás, no Hurley Pro Trestles, vi o Mick Fanning a surfar como ainda não tinha surfado este ano, numa prancha nova (do Kolohe), a fazer aquela mesma rasgada. Incrível. Vocês também acharam e os juízes também.

Lembro-me de ver o Miguel Pupo a competir no mais difícil evento pró júnior do Mundo, em Huntington Beach. Lançava os mais incríveis aéreos e a vitória foi dele. A semana passada vi-o nos Açores, a surfar sem aéreos e a ir buscar highscores aos juízes. Não sei se é um tipo esperto, inteligente. Mas sei que sabe surfar de rail e numa onda em específico, foi buscar um nove e meio aos juízes, só com surf no rail, na borda. Hoje em dia, os aéreos do Miguel Pupo já não me impressionam mas fogo, o "puto" tem uma rasgada de frontside de meter medo.

O presente é algo dúbio. Tal como uns gostam de cozido à portuguesa, outros gostam do faisão em cama de rucula banhado a mel e com aroma a pêssego. Mas sabem uma coisa? O restaurante de maior sucesso é aquele que não se preocupa em rotular-se, apenas faz comida. Só espero que grandes cozinheiros como o Gabriel Medina saibam disso. Afinal de contas, o que significa ter Kelly Slater, Dane Reynolds e Mick Fanning como inspirações e ídolos?

09/09/2011

Bobby porque és assim? No fundo até curtia de ti..

Com esta história toda do Bobby Martinez, lembrei-me da (muito engraçada e explícita) música do MC Xeg chamada "Susana". Quem se lembra desta? O refrão vai assim:

"Susana porque és assim?
No fundo até curtia de ti
Quiseste-te armar em puta
E agora é o fim".

Pura poesia de rua. E quem é mais de rua que o Bobby Martinez? Ninguém.


E a fantástica resposta do Chis Mauro, ex-editor da Surfer Magazine e agora na Grind TV:

"Dear Bobby,

Just wanted to say thanks for the entertainment today. Good stuff. I've always loved your colorful post-heat interviews. They make for some incredibly fun fodder during the webcasts, and did you see? For about 74 minutes today you were quite the trender on twitter. So awesome.

Still, I must admit, as one of your biggest admirers (who will always see you as a smiling, very grateful little grommet at Rincon) I can't help but be a little saddened by your departure from the world tour ranks.

You see, as hard as I'm trying to feel your pain and fully grasp the depths of hell that those evil twisted corporate soul-sucking bastards at the ASP have been putting you through, it's frankly a little difficult to sympathize with anyone who -- at the end of the day -- gets paid to surf for a living.

In an environment like this, when real unemployment in the USA is about 15%, and just having a job makes you among the fortunate in this world, selling us all on the idea that your "dream job" is actually a nightmare is pretty tough.

To much of the world that's a winning lotto ticket you're ripping up.

God knows the ASP is very easy target, but no matter how I try to twist things to get a glimpse of what exactly it is you're seeing, I'm having problems. Maybe my glasses just aren't dark enough, because through these lenses the worst day on tour is still better than the best day hanging dry or wall in Oxnard, or blogging in San Clemente (trust me).

I'm thrilled to hear you have a new sponsor to support you right now, especially at a crucial time like this, but what happens next year when you're fading from view and they can't collect from struggling retailers in this shitty economy?

Don't get me wrong. I'd love to join the chorus of those pleading on your behalf right now, but first I'd have to grasp the actual point you were trying to make today...which for the life of me I can't, because it's got all kinds of holes.

Let's examine the crux of your rant: "How the fuck is somebody who's not even competing against our caliber of surfers ahead of 100 of us on the one world ratings. They've never been here. They've never fucking made the right to surf against us, but now we're ranked upon [among] them?"

Actually they have. To your point, PRIME events were tailor made for expressly that reason. That's where anyone in the Top 96 gets to step in the ring with the big boys of the Top 32 and make them justify their existence. From a fans perspective, that's far superior to the old system where both tours operated in completely separate silos.

Fact is, you've been getting beat by those "somebodies" in the very limited amount of Prime events you've bothered to enter, like the Nike Lowers Pro, The US Open and last year's Cold Water Classic. Guys who've defeated you would love nothing more than a crack at the title someday, which apparently you're no longer interested in based on your recent decisions to pass on J-Bay and Tahiti.

And despite your rambling about halfway cutoff marks you've had an entire year to justify your Top 32 tour seed. World rankings, after all, are based on your best 8 results over the past 12 months in any ASP rated event, period. You've had a huge advantage over those outside the Top 32 with ten more opportunities to perform in tour events with huge points, and yet you want to cry foul?

Unfortunately your results haven't been so good. Then you compound the problem by refusing to show up at J-Bay and Teahupoo? (And you've won Tahiti twice?) Are you implying that after losing, then skipping two world tour events you're still owed a valuable seed just because you rip and what...you're Bobby?

You certainly do rip. Of that there's no question. You haven't lost even a half-step from what I can tell. What you have lost, however, is any sense of how the world has changed around you in recent years. I hate to break this to you...but a lot of people rip these days...and the ASP owes you absolutely nothing. Time will tell how much you owe the ASP though. It's never been a perfect system but it's the still the best one pro surfing has.

In the meantime, like all your fans, I wish you the best in wherever you take your surfing next: films, reality shows, Rincon. Please keep those beautiful carves and that silky smooth style visible. And for what it's worth, do whatever it takes to find that big grin again. Don't ever fight the fun."

08/09/2011

Um especial agradecimento

Hoje está um calor a roçar o insuportável em Lisboa. E enquanto andava nas ruas das zona do Saldanha, zona muito empresarial da cidade, à hora de almoço e via grande parte das pessoas (homens e mulheres) naqueles típicos trajes de bancários, financeiros e advogados (também chamados pinguins - desculpa lá pai) a suar por todos os poros da pele, mais brilhantes que uma prancha molhada ao pôr do sol de Verão lembrei-me de agradecer a várias pessoas por trabalhar no surf e (ainda) não ter que vestir aquele diabólico traje de trabalho. Assim, obrigado a tu que estás a ler e que tornaste tudo o resto possível, ao Manel, ao Júlio, ao João, à Billabong, Quiksilver, Rip CUrl todas as outras marcas que trabalham no surf, à ANS, ao Duke, ao James Cook, aos tahitianos e havaianos de há 500 anos atrás, ao Saca, ao Slater e ao Taj, ao Andy e aos meus pais. É tudo. Obrigado.

05/09/2011

Estes sim

E confirmem que a "nova" moda é o surf à noite. Desta vez quem começou foi a Stab Mag. Nos vídeos, eu diria que foi a Nike 6.0 com a "Chosen". É giro mas já começa a fartar.


04/09/2011

Vencer um heat

Um mísero heat. Chegar ao round 3. Só isso, Tiago. Só precisas disso para ficar no Tour a seguir a Nova Iorque. Só isso. É pedir muito? Não. Pedir muito era uma vitória. Só um heat Tiago, só um heat.

30/08/2011

Slater vence em Teahupoo

"Vocês estão surpreendidos? Se sim, ou não leram o nosso diário do primeiro dia de competição (ver link) ou não seguiram o evento com a devida atenção. Mas já lá vamos. Primeiro vamos tratar de outros factos:
 
- Brett Simspon: A sério? O regular duas vezes campeão do US Open em HB chegou aos quartos de final em Teahupoo perfeito, eliminando no caminho, justamente!, Joel Parkinson (round 2, 13.34x10.33), Damien Hobgood (round 3, 17.26x16.70) e Freddy Patacchia (round 5, 17.33x14.00)? Será que agora vamos ter que levar a sério Simpo neste tipo de condições? Dizem os rumores que o resultado se deve ao facto de Brett andar a viajar com os manos Hobgood que lhe deram umas dicas de como surfar em Chopes..e parecem ter resultado!

- Matt Wilkinson: o nada discreto Wilko mostrou em Teahupoo que é mais do que um surfista de um só truque e mesmo estando desconfortável com o tamanho do mar e condições, consegue dar espectáculo, fazendo mesmo um 10 espectacular.

 - Jeremy Flores: nunca mais um menino, para sempre um homem. Se o facto de ser Pipemaster surpreendia algumas pessoas, a performance que teve em Teahupoo, e que lhe valeu o prémio "Andy Irons Forever", deve ter surpreendido muitas mais. Mas a verdade é que o jovem nascido na Reunião sempre gostou de mar pesado e tubos quadrados. Agora que conseguia levar esse amor e à vontade do freesurf para a competição, essa foi impressionantes. Resultado, duas notas 10, um 20 no total nos quartos-de-final, o 6º da história do surf competitivo.

- Josh Kerr: diz-me uma coisa, tu que estás a ler isto: viste o filme do Kerr, "Kerrazy Kronicles"? Se sim, o 3º lugar deste rapaz da Gold Coast não te surpreende. Se não, vai ver e vais perceber que este resultado não é por acaso. Ele gosta, muito, de mar pesado.

- Travis Logie: o herói do povo! The Log! A história do campeonato! O indestrutível! A força bruta! Chegou ao Tahiti sem pranchas e após uma logística por demais complicada, após horas e horas de vôo, vindo de França. Surfou com pranchas do Alain Riou e dos quartos para a frente, com pranchas do nosso Tiago, que encaixaram debaixo dos seus pés maginficamente. Depois de quedas espalhafatosas, Travis foi ao melhor de si buscar uma performance muito boa nos quartos-de-final. Por um heat não se qualificou para o Tour a seguir a 2012, era só chegar à final. Mas perdeu para Owen nas meias. Mas sai do Tahiti com a confiança redobrada e agora..cuidado com ele.

- Owen Wright: alguém escrevia na Internet que Owen se acha um verdadeiro candidato ao título mundial e que tem sentido cada derrota como uma ofensa pessoal. Depois de ter terminado esta etapa em 2º e ter mantido Kelly em maus lençóis durante uma boa parte da final, quem pode duvidar destes sentimentos de Owen? Já o dissemos e voltamos a repetir, é um futuro campeão do Mundo e a grande esperança da tribo de pé direito à frente.

- Kelly Slater: ele tinha feito um pacto com o Diabo. E ele nunca na vida ia deixar esta hipótese de voltar ao título mundial, passar..nunca, nunca, nunca. E venceu, bem, fazendo linhas únicas e altas, dropando mais dentro que todos (e só equiparado a Owen), escolhendo sem medo as de oeste, explodindo na altura certa, depois de construir uma casa ao longo de toda a prova. Ao mesmo tempo, ia destruindo a cabeça de cada um dos seus adversários, um a um, um a um.. E venceu, claro! E está de volta a número 1..e 1 mais 1, 11, claro.

Saibam mais sobre o evento em http://billabongpro.com/tahiti11/ "

Extraído daqui.

21/08/2011

Heat analyzer

É brutal! Já viram bem? Carreguem aqui e dêem uma olhada.

Já viram?

Okay, então vamos falar disto. Antes de mais nada, o que acharam?
Eu curti "pa caraças"! Esta inovação da Billabong para o evento do Tahiti é, finalmente, uma daquelas nerdices que é...útil. Para um nerd do surf como eu, poder ter um leque de opções como aquilo permite, é perto de ideal. Em primeiro lugar, posso ver o heat todo, do princípio ao fim. Em segundo, posso escolher o que quero ver, ondas contadas, ondas não contadas, replays, wipeouts, rever as entrevistas, tudo. É fácil, instintivo e "user friendly". Parece uma coisa que a Apple faria se estivesse metida com os webcasts de eventos de surf. O visor grande, pá, é fixe. Um grande "props" à Billabong por terem feito isto..e espero que o mantenham em todos os eventos da Billabong no futuro, pelo menos os do WT. E, quem sabe, os Prime...como o do Açores?
Não parece uma plataforma complexa mas como tenho aprendido nos vários webcasts que já fiz, normalmente o simples tem muito trabalho e tecnologia por trás, o que significa que não deve ser propriamente barato ter isto em todas as etapas. Ainda assim, se a Billabong o faz numa etapa tão distante como o Tahiti...também deve conseguir fazer no Havai, nos Açores e até no Rio e J-Bay, para o ano. É esperar para ver.


Digam de vossa justiça, o que acharam?

01/08/2011

Pró júnior europeu

Os surfistas franceses são barulhentos. Ou sonoros, como preferirem. Se estivesse a escrever em inglês, diria noisy. Os espanhóis também. Mas um bocadinho menos.

Estou sentado num pico a duzentos, talvez trezentos, metros do pico e da área de competição do Billabong Pro Junior Sopelana, evento de uma estrela do circuito pró júnior europeu da ASP que está a decorrer naquela praia do País Basco. Não sei quem é que está na água naquele momento e não consigo ouvir o speaker. Estou e estive a surfar umas esquerdas e direitas bem cheias e moles, meio metro, nas últimas duas horas com um amigo e meia dúzia de miúdas francesas ou espanholas ou bascas com longboards. Também estão na água dois, talvez três surfistas que provavelmente estão a treinar para o pró júnior europeu. Eles apanham as melhores ondas e surfam-nas "no seu total potencial". Às vezes deixam passar uma ou outra ou vem um set com mais de três ondas e finalmente consigo apanhar uma ondas das maiores com a minha 5'8 quad. De resto, sou deixado a competir por ondas médias ao lado das miúdas de longboard.

Estou em Sopelana, Euskadi, a convite de um amigo treinador de surf que está nesta prova a orientar um seu treinando, também meu amigo. Também outro treinando do meu amigo treinador veio na viagem e é com ele que estou a surfar. Treinador e treinando preparam o heat deste último, heat que está quase a chegar, isso sei e tenho o tempo mais ou menos cronometrado para sair da água e ir ver o heat.

Mas de volta ao lineup. Roubo uma esquerda de tamanho médio a um dos tais surfistas que está na água a treinar. A onda era minha, a prioridade era minha, mas o facto de ele estar a treinar e eu apenas a curtir faz com que sinta que o estou a roubar. Um pouco como roubar uma baliza a um guarda-redes durante um treino de penaltys. O take-off é fácil, atraso um pouco para a direita para deixar a onda levantar e reparo que a direita até vai ser melhor e lá vou eu. Quando saio da onda, reparo num grupo de raparigas, sub 18, que está a remar para fora, mesmo ao meu lado. Umas de bikini, outras de lycra, outras de short. Morenas ou loiras, olhos verdes ou azuis, bronzeadas e com um ar saudável. Fico a olhar um pouco tempo de mais e uma delas, com um autocolante da Roxy no nose da prancha, sorri-me. Sorrio de volta e remo lá para fora. Quando elas chegam, começam a falar e remam activamente de um lado para o outro. São francesas e a língua Satre sai-lhes da língua de forma sedutora. Todas elas, algumas mais talentosas que outras, são surfistas profissionais e estão na prova. Pergunto-me se serão mesmo surfistas profissionais. Será que autocolantes nas pranchas, 2000 euros por ano, roupa e fatos grátis e team manager significa que são surfistas profissionais? Não encontro resposta, embora elas façam os eventos pró (de profissional) júnior do circuito europeu. Fica um bocadinho mais difícil de apanhar ondas mas não impossível. É apenas uma questão de vontade.

Passado uma meia hora, acabado de sair de uma esquerda, reparo num novo grupo de surfistas. Pranchas com autocolantes, fatos com logotipos, peito cheio com patrocinadores. Quiksilver, Billabong e talvez um da Rip Curl. Sobretudo da Quiksilver e talvez uns 5 ou 6. Falam entre eles mas sem fazer muito barulho. São franceses, bascos e espanhóis. Falam normalmente mas a atitude, as pranchas com autocolantes, os fatos com logotipos, gritam. Muitos deles estão no circuito pró (de profissional) júnior europeu e pergunto-me, outra vez, se serão surfistas profissionais. São talvez sub 21 e falam alegremente com as raparigas que, naturalmente, distribuem charme, espetam o peito e fazem bottom turns pronunciados. É mais difícil fazer ondas mas a culpa não é deles, a maré encheu muito e já não quebra tão lá fora. Ainda assim, eles apanham várias ondas e fazem os seus cutbacks, batidas. Não dá para fazer aéreos mas eles tentam. Apanho uma esquerda do set que misteriosamente chegou até mim e é minha e sinto os olhos do lineup espetados em mim. Não hesito e apanho-a, ao mesmo tempo que me sinto ligeiramente observado o que acaba por ser intimidante e não quero estragar a onda. Uns quantos pumps, um cutback, reentry para fechar a onda, saio e remo para trás. Ao mesmo tempo, vejo o Vasco Ribeiro, líder do circuito pró júnior europeu, com quem já falei e entrevistei algumas vezes. Não me reconhece ao início, franze os olhos e abre um simpático sorriso: "Pá, estava a pensar, estou em Espanha, não pode ser! Está tudo bem? Andas por cá?". Vai sentar-se no meio do pico e começa a falar com os colegas de equipa da Quiksilver. Só alguns deles surfam verdadeiramente bem (embora sejam patrocinados) e nenhum de forma tão confiante como o português. De repente, o nível sobe. Ele é o alvo a abater e a competição, o Billabong Pro Junior Sopelana, começa com o freesurf, é lá que os egos começam a chocar e que cada um vê como cada qual está a surfar. O Vasco está na água com a prancha com que venceu a última etapa da Liga MEO Prosurf, em Ribeira D'Ilhas. Espero pelo meu amigo de surfada e saímos juntos da água, com estas condições de mar, surfistas dentro de água e três horas de surf, não é preciso continuar.

Chegamos ao pé do treinador e treinando e eles estão a ultimar os últimos pormenores da estratégia do heat, já com o treinando de lycra amarela vestida. O heat, contra outros três surfistas, um dos quais da Quiksilver se bem me lembro, corre-lhe de feição e ele vence. O treinando tem talento, é top 5 nacional sub 16 e não tem patrocinador. Pergunto-me porquê e não chego a nenhuma resposta. O treinando tem mais talento que alguns dos franceses, bascos e espanhóis patrocinados pela Quiksilver (com team manager, fatos, roupa e talvez os 2000 € por ano) e até é mais novo que alguns deles. Pergunto-me porque é que eles têm patrocinador e ele não e novamente não chego a nenhuma resposta. Alguns dos membros da extensa equipa da Quiksilver e Billabong não passam deste round 1 e o treinando, sem patrocinador, passa. Entre os vários surfistas patrocinados que vejo, conto talvez vinte cinco da Quiksilver, quinze da Billabong e talvez dez da Rip Curl, cinco ou seis de outras marcas importantes e um ou outro de outras marcas.

Faço contas aos surfistas patrocinados por estas marcas em Portugal. Mesmo fazendo proporções com a população e coisas do género, os números estão assustadora e preocupantemente longe destes números. Basicamente, quase todos os júniores portugueses que são patrocinados estão neste evento e são menos de vinte surfistas. Ao todo. De todas as marcas. Pergunto-me porquê e não chego a nenhuma resposta. Sem dúvida que há talento em Portugal e ainda assim não percebo porque não há mais patrocinados. Pergunto-me porque não se arrisca mais e se aposta em mais surfistas. Com certeza a Quiksilver não está à espera que todos os vinte cinco patrocinados franceses, espanhóis ou bascos se tornem excelentes surfistas. Talvez um ou dois ou três. Mas vinte cinco têm potencial e então dá-lhes asas e meios para voarem até onde der, vendo depois então se têm o talento necessário para continuar patrocinados. "Prospecção de talento" explica-me o meu amigo treinador de surf. Pergunto-me porque não fazem o mesmo em Portugal e continuo a ver a competição, round 1 e 2, a decorrer com alguns surfistas com talento, outros nem por isso, quase todos patrocinados. O meu amigo que está na competição não é patrocinado. O talentoso australiano James Wood, que também está aqui e já foi patrocinado pela Billabong na Austrália, também não mas esse é outro problema.

Fico a pensar na questão dos surfistas (não) patrocinados portugueses.

Nah, eu punha era o dinheiro neste puto

Também punha o meu dinheiro neste miúdo


Tales that I tell from michael lopez on Vimeo.

25/07/2011

Fiji de volta ao WT em 2012! Boas notícias! Obrigado Volcom!!

"A multi-nacional Volcom e a ASP revelaram hoje que a etapa do World Tour nas Ilhas Fiji vai regressar em 2012 e é para continuar! Foto: ASP

Este novo evento, o Volcom Fiji Pro, marca o regresso do World Tour a um dos paraísos do surf e a duas das melhores esquerdas do Mundo, Cloudbreak e Restaurants, ao mesmo tempo que é a primeira vez que a Volcom tutela um evento do Top 34."

Saibam mais aqui.

24/07/2011

Jordy bisa em J-Bay!


"Jordy Smith venceu o Billabong Pro Jeffrey's Bay e assim revalidou o título conseguido o ano passado. Mick Fanning fica em 2º lugar, Parko agora lidera o ranking do World Tour. Foto: ASP/Kirstin

Em condições longe de perfeitas (muito vento, chuva..) mas suficientes para terminar o Billabong Pro, o evento foi para a água logo pela manhãzinha e com Jordy a não dar hipóteses a um Damien Hobgood desarmado perante o power e flow entre manobras que Jordy exibia. Logo a seguir, num heat de difícil julgamento, Adrian Buchan a cotinuar a surfar vertical, eliminou Julian Wilson que estava a arriscar muito e a completar várias manobras a libertar as quilhas e reverses. No terceiro quarto-de-final, Alejo caiu aos pés de um inspirado Joel Parkinson, sem nunca parecer que podia dar a volta. Quando de surfa contra surfistas como Parko, Jordy e Kelly em J-Bay, falhar uma curva é garantia de que não se vai ter uma nota boa. Para terminar a ronda, Josh Kerr - e vamos roubar aqui uma expressão aos nossos irmãos brasileiros - amarelou frente a Mick Fanning que nem fez caso do seu compatriota."

Se gostam, continuem a ler aqui.

Happy Birthday champ!

19/07/2011

Taj legendado

Uma das coisas que tenho vindo a descobrir serem mais difíceis de fazer no que toca ao processo de construir uma revista de surf, são as legendas. Graças ao meu trabalho junto da SURFPortugal, já tive que fazer várias, tanto para a edição impressa como para o site. Não sei quantas, ao certo, é que fiz mas vamos dizer que foram...50. Dessas, talvez uma e meia (1,5) tenha sido publicada. Não que sejam assim tão más as que faço mas...aparentemente, também não são boas e, como tal, não podem simplesmente ser publicadas.

Isto tudo porquê? Porque na última edição da Surfing que recebi em casa (Agosto, "So Many Ways To Do It"), vem uma legenda que, na minha muy humilde opinião, é das melhores que li nos últimos tempos.


A legenda são aquelas linhazinhas no canto inferior direito da fotografia em cima. A fotografia, como podem perceber se a aumentarem, é de um tubo para lá de profundo do Taj, com o aussie a surfar mesmo na foam ball.

E diz a legenda: "Nobody's 32, looks like they're 26, lives like they're 21, surfs like they're 19, qualified at 17, and has rocked since we were like 8. Nobody except Taj Burrow. Photo: Ray Collins".

E sim, o Taj é dos meus surfistas preferidos (mas se já se forem frequentes daqui do blog há algum, já o devem saber).

E agora contem-me lá, não é uma boa legenda!?

15/07/2011

Messias

1:42, 1:50, 2:09,2:54, 3:12, 3:15, 3:47, 3:53, 5:09, 5:54, 7:08, 8:18, 9:31, 9:42, 9:53, 10:03, 10:23, 11:01, 11:24.

12/07/2011

10/07/2011

"Boa viagem"

Recentemente, o meu vizinho de baixo, morreu. Era um senhor já de idade, seguramente com mais de 75 anos e vivia sozinho há já alguns anos porque a sua esposa já tinha morrido. Vivo na minha casa há 3 anos e apenas interagi com ele algumas vezes. A minha mãe, que já cá viveu antes, já o conhecia de miúda e ele era amigo dos meus avós e uma das pessoas mais simpáticas e afáveis do prédio, segundo o que eles me contam. Confesso que nunca soube o seu nome. E acho que ele também não sabia o meu. 

Tenho a certeza absoluta que ele sabia o que era surf. Ele ia várias vezes para a Costa da Caparica de autocarro e de certeza que via bandos de surfistas dentro de água, daí ter a certeza que ele sabia.
Uma vez, ao chegar a casa à hora de almoço depois de um surf matinal, pus o meu fato a secar no estendal e o vento que se fazia sentir nesse dia, fez com que o fato caísse nas cordas do estendal desse meu vizinho. Não me dei logo conta disto, estava a dormir no sofá. Quando, ao final da tarde, fui tirar o fato da corda, reparei que já não estava lá mas sim pendurado nas cordas do estendal do meu vizinho. Fui-lhe tocar à porta, ele abriu e deu-me o fato, "Não lho levei logo lá cima porque achei que você estaria a descansar e não o quis acordar", disse-me ele.

Várias vezes me cruzei com ele no hall de entrada do prédio quando eu ia a sair para surfar. Ele dizia-me sempre a mesma coisa depois da conversa de circunstância, "Olhe, boa sorte e boa viagem". Ele não percebia bem o que era o surf mas, no seu entender, implicava "sorte" e uma "viagem".

No meu entender da morte, não sei se é precisa sorte. Contudo gosto de pensar que é uma viagem. Portanto, desta vez, sou eu que lhe desejo uma boa viagem. Boa viagem.

07/07/2011

Lost Atlas (ou Modern Collective II)

O novo filme de Kai Neville. Depois de MC, LA. Vejam o blog que vale muito a pena e só depois vejam o trailer. Ou então não. Quem sou eu para decidir por vocês? De qualquer forma, o blog é curtido e vale a pena a visita.

03/07/2011

Blow Up

Dizem que isto é a equipa B da Billabong. Se é verdade, foda-se, que grande equipa B. Altos aéreos do Ryan Callinan, puto que tem futuro. Alta onda em OTW do Taj e o roundhouse ainda muito pós-lesão do Parko que, mesmo assim, é/era dos melhores do Mundo. Curto especialmente o maluco do Laurie Towner, surfista que fez a sua carreira graças a uma onda e um wipeout: Backdoor/Off The Wall e Shipstern's. O gajo é louco e está aqui um filme bom para caraças, com download grátis aqui: www.billabong.com/blowup