17/07/2010

O segundo dia de Jeffrey's Bay


J-Bay continua a mostrar o melhor de si, se bem que num mar bem mais pequeno que no dia um.
A frase "J-Bay é uma onda que expõe a olho nu as fraquezas dos surfistas", muito usada quando se fala deste pointbreak de sonho, é cada vez mais verdadeira . Para provar a veracidade desta frase, podemos falar da performance (?) do Jadson Andre. Nada digno de nota, um 33 bastante merecido. Não estou a tirar crédito ao surf do potiguar, mas a vitória no WCT no Brasil foi, tal como  Slater analisou, momento certo, mar certo, surf certo - um golpe de sorte divina - que provavelmente não se irá repetir na carreira de Jadson. Em J-Bay, Jadson foi fraco, ainda mais comparado com Sean Holmes que mesmo a surfar a meio gás, tem das linhas mais bonitas no melhor pointbreak de direitas do Mundo.
Taylor Knox e C.J Hobgood foram eliminaçõe surpresa.
A nota 10 do Jay Thompson no round 2 foi incrível.
Owen e Jordy surfaram muito bem no round 3 e vão-se encontrar no round 4, num heat que (no papel) promete bastante.

A melhor cobertura do segundo dia do Billabong Pro Jeffrey's Bay (outra vez) pelo Surfline e pelo Instituto Adler.

2 comentários:

Anónimo disse...

Ele realmente perdeu as duas baterias mas acho que ele foi mal julgado em duas ondas dele. As porradas que ele tava dando no primeiro round debaixo do lip com aquele floater suicida no seca em cima das pedras foi foda. Achei que valeu mais do que 6 e pouco. E se trestles estiver engatando as esquerdas, ele pode enfileirar geral de novo. E não se esqueça que ele só tem 20 anos recém completos. Abra seus olhos patrício...

NL disse...

Também considero que o surf que Jadson apresentou não envergonha ninguém. E se seguir as pisadas evolutivas do Adriano, ainda pode vir a dar muita história para contar.

O julgamento é que continua meio estranho... Não que os melhores não estejam a ganhar, mas por vezes as diferenças parecem demasiadas, quando as vitórias deveriam ter saído apenas por décimas.

Na realidade, eu acho apenas que JB é apenas mais uma onda com as suas especificidades, em que alguns se dão bem, outros nem por isso. Aqui é necessário boa leitura de onda, mas em termos de velocidade e de manobras dinâmicas que não atrasem em demasia. Cada point tem os seus pontos fortes e fracos, e o circuito deve ser manter variado como actualmente (sinto falta das Fidji, mas isso é outra história). Que o digam os Goofys, que aqui estão em clara desvantagem, principalmente aqueles que não têm um arsenal de manobras "fastfoward".

Agora, que é uma delícia aquelas ondas a correrem infinitas... isso ninguém pode negar.