24/05/2010

Esta é uma das novas questões do julgamento do novo surf

"You've obviously been competing at Lowers for years. What did you think of the 6.0 Lowers Pro? --Jim

The Nike 6.o at lowers got really lucky with the swell! It was amazing to see the guys really get a chance to go after it in some nice waves. There were some surfers that didn't make it as far as you would've thought due to some lulls -- which got me again there -- but it did seem like the judging got a little more balanced. The feel good story to me was seeing Andy surf well. Definitely the early round favorite was Jordy and Kolohe was showing the world his stuff.
I feel like it's easy to see when someone does a good air with style and then a good air with bad style -- but that's not my job. I'm not a judge..."


Se me permitem, façam o favor de dar atenção à frase que está a amarelo.

A meu ver, esta devia ser uma das questões essenciais do novo critério de julgamento. Sem dúvida que é fácil distinguir quando um aéreo é feito com ou sem estilo, tal como nos "turns". Então, se nos "turns" se penaliza ou valoriza, mesmo que não venha expressamente nos papéis, o estilo (ou a falta dele), porque não se faz o mesmo nos aéreos? Ou alguém acha que um aéreo do Jadson André é tão bonito como um do Cory Lopez? Ou um do Jason "Ratboy" Collins  comparado com os do Dane Reynolds?

8 comentários:

Anónimo disse...

Porque, primeiro você introduz um critério no julgamanto, assim que todos estiverem acustumados com essa nova base, inicia-se o processo de distinção e aperfeiçoamento. Não faz sentido?

Anónimo disse...

Oh anónimo, há quanto tempo se fazem aéreos no Tour?!

Anónimo disse...

Tudo bem queridão. Mas desde quando vêm se valorizando tanto essa troca de estilo de manobras na mesma onda?

Diogo Alpendre disse...

Bom, naturalmente que acho esta uma boa questão (senão não tinha posto aqui no blog ehehehe.

Por um lado, concordo com o que o primeiro anónimo disse. Primeiro habitua-se e depois adaptasse. Mas, a meu ver, já se fazem aéreos no Tour há tempo suficiente para se saber a diferença de estilo entre vários aéreos e portanto concordo também com o segundo anónimo.

Penso que esta questão é muito difícil de avaliar e isso justifica a tirada do critério "estilo" dos critérios de julgamento há uns anos.
Pessoalmente, acho que o estilo devia ser tido em conta, desde o início.. É mais fácil aperfeiçoar vendo fazer do que ver fazer e aperfeiçoar, se isto faz sequer sentido.

Abraço!

Diogo aqui do blog

Anónimo disse...

Anonimo pra cá, anonimo pra lá. Deixa eu me identificar para nao parecer que estou me escondendo atrás de um pseudônimo como Fernando Pessoa.
Meu nome é Pedro Brandão Fagá, não possuo blog mas acompanho varios diariamente, especialmente este aqui.
Se queiserem conversar melhor me adicionem no Facebook.
facebook.com/pfaga

Adoro discussões prq acho ser uma forma de evolução do pensamento. Da-lhe comunicação não violenta ( CNV ).
Abs

Anónimo disse...

Péssima comparação entre os aéreos do Jadson e os do Cory Lopez. Poderia ter escolhido um surfista de mais estilo para diminuir a melhor manobra do surf do jadson. Me diz aí, quem inverte o eixo de rotação como o Jadson nos aéreos reverse de frontside? Eu respondo....ninguem! Realmente existem aéreos mais bonitos, mas nenhum como os dele em termos de dificuldade. E é aí que as notas dele sobem.

Diogo Alpendre disse...

Concordo contigo Pedro, as discussões são efectivamente formas de evoluir. Não só o pensamento como também o espírito crítico e coisas mais materiais, como o próprio desporto. Vou-te adicionar. Obrigado por acompanhares o meu blog, é um prazer e uma honra da minha parte :)

Anónimo imediatamente acima, antes de mais nada, quero-te dizer uma coisa. Eu sou extremamente patriótico. Defendo Portugal contra tudo e contra todos, especialmente quando sei que tenho razão. Mas há coisas (muitas) em que Portugal e os portugueses não são os melhores e, portanto, tenho que entender isso. Custa-me. Mas entendo. Defendo o valor do Tiago Pires até ao fim. Mas reconheço que ele tem muitas falhas e que há muitos melhor que ele.

O Jadson é um dos melhores do mundo a dar um aéreo, sem dúvida. Mas dizeres que mais ninguem dá aereos como o Jadson em termos de dificuldade, é um patriotismo exacerbado. Não tenho que pensar muito e rapidamente te posso debitar nomes que num confronto aereo igualam e superam o Jadson: Dane, Dusty, Medina, Julian Wilson, Craig Anderson, Jay Davies, Meola, Chippa, Mitch Coleborn, Bruce Irons, Jamie Obrien, Josh Kerr, Wade Goodall, Marzo, Fletcher, Lopez, o Marcos Sifu e a lista continua. Qualquer um destes tem um repertório aereo tão ou mais vasto que o do Jadson. A maior parte deles consegue inverter o eixo de rotação tanto ou mais que o Jadson.
Nem preciso de ir mais longe que o Brasil para pensar num exemplo. Podes dizer que os aereos reverse do Jadson no Santa Catarina Billabong Pro são mais dificeis de fazer do que o aereo que deu a vitória ao Dane nos quartos de final contra o CJ Hobgood?

De qualquer forma, este post é sobre estilo, não dificuldade.

Obrigado pela discussão a todos. Espero que possamos continuar.

Abraço

Diogo aqui do blog

P.S. Aos que chegarem, não levem a mal o tom acalorado da discussão, faz parte também.

Junior disse...

Tirando o bruce e o jamie, to esperando os aereos espetaculares do Jordy e companhia ganharem um campeonato do wct, o Jadson é o cara!!!!