27/02/2010

Round 1 do Quiksilver Pro Gold Coast - Como tudo começou, bateria a bateria (ou quase)..

Vou ser muito honesto: adormeci (literalmente) em grande parte dos heats deste round. Mas o meu sono foi inteligente porque, do que já apurei, não perdi nada de maior importância. Mesmo assim, aqui vai a minha opinião sobre o primeiro dia do Quiksilver Pro Gold Coast 2010.
Na primeira bateria, os três surfistas acusaram acusaram nervosismo e as condições estavam, com Dane disse na entrevista pós-heat, "terrible". Brett acabou por levar a vitória mas sem ter feito nada de especial. No segundo heat, o mar melhorou um pouco e foi aí que percebi que o julgamento das ondas (para já) está mais apertado. Jeremy pegou a maior onda do dia até aquele momento, surfou-a bem e teve pouco mais que sete e meio. O ano passado, era, com certeza, um 8 e tal. Mesmo assim, Jeremy saiu vencedor, sem bem que por pouco, Hobgood estava a surfar bem. No heat 3, o momento patriótico do dia, o nosso Tiago Pires surfou. O heat foi apertado até aos últimos segundos. Novamente notei a questão das notas e dos juízes: contiveram-se muito em todas as ondas mas em especial na primeira boa onda do Saca em que depois de um ataque para lá de vertical ao lip, mandou dois carves verdadeiramente power, algo que até aquele momento, ninguém em nenhum heat tinha conseguido fazer.Tanner G mostrou serviço com um ataque de backside bem afiado e Bobby Martinez com a habitual mestria em pointbreaks para a direita. A vitória é bem merecida para o Saca. No heat 5, três goofies, podia ter sido um verdadeiro festival de pauladas de backside mas não foi. Na verdade, até foi bastante chato. Mas ainda bem que o Adrian Buchan passou em primeiro pois foi quem mostrou mais serviço e, a meu ver, parece-me quem poderá fazer mais no evento. No heat 6, Slater reinou. As pranchas continuam a parecer um pouco pequenas e há quem prefira vê-lo em pranchas convencionais. Eu concordo, fica mais bonito de ver em prancha normal. Mas o que é facto é que mesmo nestas pranchas esquisitas, o homem parte a loiça. Ben Dunn e Marco Polo, nem vê-los. No heat 7, borring......esperava mais do Taj. Mas a verdade é que acusou o seu problema de sempre: quando se espera que ele surfe bem, (vem de uma vitória em Pipe e Burleigh Heads) ele espalha-se ao comprido. Mais uma hipótese no round 2, é bom que ele surfe bem. No heat 8, Mick Fanning mandou na água. Não dava mais nada. Só Fanning e o seu soberbo conhecimento da onda. Kai Otton não tem serviço de backside para superar Fanning de frontside e Parkes estava bem mas forçou demasiado, partiu duas pranchas. No heat 9, achei que o Parko não estava no seu melhor, parecia muito pouco à vontade. Mesmo assim, surfou o suficiente para passar directo ao round 3 e tentar mostrar se vai estar na luta ou não. No heat 10, fiquei bem supreendido com o Mick Campbell, mostrou muito surfe, mandando um bonito tubo de backside por detrás das rochas. Bede não me surpreendeu, afinal ele é de lá e é dos surfistas mais consistentemente bons do Tour. Do heat 11 ao 14, adormeci. Peço desculpa pela minha falta de profissionalismo mas na verdade, não me parece que tenha perdido em demasiado: só um heat com uma nota acima de 13, que foi o de Taylor Knox que fez um 14.83. Não estou surpreendido com o péssimo resultado de A.I (ele não está de volta e deve estar bem nervoso). Acordei ainda a tempo do round 15, de ver uma belíssima rasgada do Frederick Patacchia e ver o Owen Wright a mostar porque é um dos rookies mais temidos deste ano. No heat 16, Jadson não me surpreendeu, já sabia que ele de backside surfa muito irado mas achei que ele estava a surfar com uma prancha um pouco grande para ele para além de estar a matar muita barata onde um bottom puxado chegava. Mas é o seu primeiro heat no WCT e com certeza que ao longo do ano o seu surf vai melhorar.

Basicamente, foi isto que eu achei do round 1. Sintam-se livres para me criticar e comentar este post, apetece-me mesmo ter uma conversa surfística!

Por causa dos diversos alertas de tsunami espalhados pelo Mundo, causados pelo grande terramoto do Chile, não se sabe se haverá campeonato (dos homens ou meninas) hoje. Se houver, sigam-no, aqui.

Aqui vão os heats do round 2 dos senhores (fonte) :

QUIKSILVER PRO GOLD COAST ROUND 2 MATCH-UPS:
Heat 1:
Taj Burrow (AUS) vs. Garrett Parkes (AUS)
Heat 2: C.J. Hobgood (USA) vs. Blake Ainsworth (AUS)
Heat 3: Bobby Martinez (USA) vs. Craig Anderson (USA)
Heat 4: Damien Hobgood (USA) vs. Neco Padaratz (BRA)
Heat 5: Dane Reynolds (USA) vs. Blake Thornton (AUS)
Heat 6: Jordy Smith (ZAF) vs. Marco Polo (BRA)
Heat 7: Kieren Perrow (AUS) vs. Travis Logie (ZAF)
Heat 8: Fredrick Patacchia (HAW) vs. Tanner Gudauskas (USA)
Heat 9: Dean Morrison (AUS) vs. Matt Wilkinson (AUS)
Heat 10: Kai Otton (AUS) vs. Nathan Yeomans (USA)
Heat 11: Kekoa Bacalso (HAW) vs. Jay Thompson (AUS)
Heat 12: Mick Campbell (AUS) vs. Adam Melling (AUS)
Heat 13: Michel Bourez (PYF) vs. Patrick Gudauskas (USA)
Heat 14: Ben Dunn (AUS) vs. Daniel Ross (AUS)
Heat 15: Roy Powers (HAW) vs. Andy Irons (HAW)
Heat 16: Drew Courtney (AUS) vs. Luke Stedman (AUS)

2 comentários:

Anónimo disse...

na minha opiniao a primeira onda do saca e' um pouco desvalorizada! nao ha duvidas! mas pronto nada que o nosso tiago nao esteja habituado! como costume,tera de arregacar as mangas...coisa que ele gosta de fazer!
abracos!
pedro

NL disse...

Quem me impressionou no primeiro round: Kelly, claro, e Fanning. O Parkinson também deu conta do recado sem grandes problemas, enquanto o Adriano teve que se empenhar para aguentar o nível do Bourez. Mas todos estes estiveram em excelente nível.
Bede Durbidge apresentou o bom nível de sempre, mas o Mick Campbell pareceu-me ter feito o suficiente para passar na última onda. Com critérios mais apertados e sem repetições fica difícil de analisar, mas na altura foi a impressão que ficou.

Não vi os primeiros heats e fui adormecendo nos últimos. Só me recordo que o Dusty Payne mereceu passar e que nem dei pelo Irons. E estes para mim foram os destaques do round 1.
Nuno Lacerda