21/02/2017

Vídeos

Não sei o que se passa no mundo do surf mas, ao contrário do que aconteceu nos últimos dois (três anos?), só em 2017 saiu um número de vídeos de surf de qualidade a que não estou habituado. Ou andei desatento ou...estes são mesmo porreiros.

Digam-me vocês.




Dream Bars from Perry Gershkow on Vimeo.


Portfolio: Basque Country and Beyond with Pacotwo from The Surfer's Journal on Vimeo.

17/02/2017

Owen 2.1: vai mesmo competir

Uma publicação partilhada por Rip Curl Australia (@ripcurl_aus) a

Depois da história toda, que podem ler nos artigo em baixo, parece que Wright está mesmo de volta. A WSL e a Rip Curl confirmaram que o surfista australiano vai competir no QS 6000 de Newcastle e, dependendo de como se sentir, poderá mesmo aceitar o wildcard para competir na temporada de World Tour deste ano.

E até já começam a sair imagens dele a treinar...

14/02/2017

Mick Fanning, o domador de cobras



Se souberem onde fica esta onda, chamada The Snake... Não digam a ninguém.

02/02/2017

Owen Wright 2.0?

Foto: Corey Wilson/Rip Curl

A história? Aqui a tens.

No dia 9 de Dezembro de 2015, Owen Wright foi hospitalizado na sequência de uma surfada em Pipeline, que se apresentava com condições pesadas. Se sofreu um wipeout ou levou com várias ondas na cabeça que o deixaram mal-tratado, como alguns apontam, não se sabe. Testemunhas dizem que Owen saiu sozinho de dentro de água, ainda que um pouco tonto e atordoado. Na altura, Wright terá ignorado estes e outros sintomas (cansaço e dificuldade em falar) mas, depois de uma sesta e passadas algumas horas, a ressaca da situação era tão aguda que o surfista teve mesmo de ir para um hospital, tendo um ambulância ido buscá-lo à casa da Rip Curl, onde estava hospedado.

O diagnóstico foi uma concussão grave com uma pequena hemorragia cerebral. Traduzido por miúdos, uma pancada valente numa zona extremamente sensível. Não participou no Pipeline Masters e viria a retirar-se de todas as competições de 2016. O que levou à lesão, como esta realmente aconteceu, como foi tratada, o processo de recuperação e o possível regresso ao surf, são assuntos cobertos em alguma névoa, a que, por sinal e infelizmente, o mundo do surf já nos foi habituando. Os rumores abundam. Aos longo dos meses, Wright fez vários updates e, em Julho passado, disse na rede social instagram que tinha ultrapassado uma etapa difícil na recuperação e estava de volta às shortboards. Em Março, tinha já partilhado uma imagem em que revelava estar de volta ao surf.

O que podemos dizer com certeza é que, durante desta paragem competitiva, Owen foi pai e viu ainda a sua irmã, Tyler, ganhar o WWT e ser campeã do Mundo. Parece estar feliz.

Outra coisa que parece estar é... De volta. Na semana passada, foi revelado que o australiano se tinha inscrito no Surfest 2017, evento de categoria 6000 do WQS. À Stab Mag, Glenn Hall, treinador de Tyler e, no artigo, referido como sendo o treinador de Owen (o que é uma novidade), disse que o surfista quer apresentar-se em Newcastle para competir mas "que ainda não está realmente pronto", afirmando ainda que Wright está a progredir lentamente no sentido de um regresso, sendo que não há data prevista para isto acontecer. "Ele está a surfar e a treinar e está realmente feliz, o que é bom" disse ainda Hall.

São óptimas notícias que, aliadas a esta publicação no site da Rip Curl intitulada "Os novos começos de Owen Wright", reforçam a ideia de um possível regresso à competição por parte de um dos favoritos do público português desde os tempos áureos do Rip Curl Pro Search de 2009, em Peniche, Portugal.

Uma passagem a destacar: "Ah, I’m loving it! I’ve been in the water every day, training and just enjoying getting wet. I feel really healthy, which is epic.".

Bem mais optimista que o texto de antecipação da temporada de circuito mundial de 2017 publicado no Surfline com autoria do habitualmente bem-informado jornalista australiano Nick Carroll, no Surfline: "There is absolutely no way I or anyone else should burden Owen with expectations, even if he takes up the seed offer. Every wave this guy rides from now on is a plus".

Esperemos que as notícias sejam, de facto, as melhores e que Owen regresse ao circuito que o celebrizou, mostrando uma vez mais por que razão era (é?) apontado como um dos favoritos ao título mundial de surf.

Caso se confirme o regresso, pode dizer-se que Wright escapou por pouco a uma bala de canhão e que se vai apresentar numa versão 2.0. Força, Owen!

06/01/2017

E mais um update!

Não disse que o fim do ano/início do ano ia trazer novidades? Quase dá para cheirar a tinta das canetas usadas na assinatura dos novos contratos... E ouvir as lágrimas daqueles que ficam de caneta na mão, à espera que alguma coisa passe na secretária. Novamente, a fonte de boa parte disto é a Stab. Aqui vamos:

- Há (finalmente?) saídas na Hurley. Miguel Pupo e Conner Coffin não viram os seus contratos renovados. Surpreende-me o caso deste último, contudo, se pensarmos nas atualizações de contrato e bónus do John John, até faz sentido. Diz a supra citada revista australiana que Coffin pode juntar-se à Rip Curl, o que poderão ser más notícias para Dillon Perillo. Ainda sobre o homem de Santa Barbara, suponho que faça sentido para a marca tendo em conta que Coffin é o terceiro (quarto) americano da Hurley na equipa, depois de JJF, Kolohe Andino (e Filipe Toledo, que vive na Califa). Se o Nat Young não tiver saído da equipa, imagino que seja apenas porque tem mais tempo de contrato. É que se o Coffin "merece" sair, Young até do Tour caiu... 

- Nos putos, os irmãos Kyuss e Ras King, que eram da Volcom, passaram a ser patrocinados head to toe pela Vans, que já lhes vestia os toes. O puto Beschen, Noah, passou para a RVCA.

- O Noa Deane foi mesmo para a Volcom, saindo da Rusty. Esta última, por sua vez, foi buscar o Harry Bryant (quem?).

Pouco, eu sei, mas desconfio que ainda anda aí qualquer coisa a ser cozinhada...

31/12/2016

Update rápido do mercado

Estamos em fim de época (e de ano) pelo que importa reportar algumas mudanças no mundo do surf:

- John John Florence junta-se à equipa da Dakine em material técnico (aqui).

- A Target deixa de vez o surf. Depois de vários anos com equipa e de ter inclusivamente chegado a patrocinar o Maui Pro, etapa do World Women's Tour, a retalhista norte-americana não renovou os contratos com os compatriotas Kolohe Andino e Carissa Moore. Sobre a sua equipa de skate, não apanhei nada. Acredito que seja uma notável fonte de rendimento que, agora, ficou...seca.

- A Globe comprou 50% da Salty Crew.

Acredito que mais estarão para vir, até porque isto sabe a pouco.

Já agora, bom ano para todos!

21/12/2016

Uma nota sobre a Nazaré e o Nazaré Challenge

Quem se lembra do início da explosão da Nazaré e da sua onda? Quando a comunidade internacional dizia que a onda era má, mole e o que nela se fazia era mais snowboard que surf? O #NazareChallenge, que foi a primeira prova WSL a acontecer na Praia do Norte, mostrou a esta malta uma coisa engraçada: aqueles que lá andam e a desbravaram é que, afinal, têm razão. A Nazaré não é para meninos. Nunca foi e dificilmente algum dia será. Não é chegar, ver e vencer. Não foi por acaso que dos 6 surfistas que chegaram à final, 5 eram repetentes naquela praia. Qualquer pessoa, nem falo apenas de surfistas, consegue ver a potência daquela onda. O público generalista sempre admirou a onda, a sua força, e esta sempre lhe suscitou o medo. As pessoas desde o início admiraram a coragem dos que lá ousam surfar. Estranho como a tal comunidade internacional, que nunca lá tinha estado, tão rapidamente sentenciava a onda. Era só tamanho diziam! Agora, a história é outra. No meio disto tudo, houve quem acreditasse que a Nazaré tem alguma coisa a dar à modalidade. Houve quem tivesse a coragem de querer lá surfar e fazer uma competição e de ondas grandes. O #NazareChallege garantiu que a Nazaré tem mais um capítulo no livro do surf mundial. Na final do evento, estavam 5 surfistas que já surfaram na Nazaré. O outro, o sexto, que por acaso até foi 4º, é o brasileiro Pedro Calado. Entrevistei-o por motivos profissionais e nesta ocasião, admitindo que perdeu a virgindade da Nazaré quando entrou na água para a sua primeira bateria, falou de humildade, revelou-se apaixonado pela vila e comparou a onda a Jaws, Mavericks e Puerto Escondido, considerando a Praia do Norte uma mistura das três. Estava sorridente e com vontade de mais.

Obrigado àqueles que tornaram possível que um novo capítulo começasse e que eu lá estivesse para o virar da sua primeira página.

http://www.surfingmagazine.com/news/the-story-of-damien-hobgood-a-jet-ski-and-a-nazare-teepee/#d0GKwEVFbbffFPL4.97

Michel Bourez e Tyler Wright vencem no Havai


Fotos: WSL